sábado, 27 de junho de 2015

Stiglitz: lição aos viralatas tupiniquins

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Joseph Stiglitz, prêmio nobel de economia, assessor econômico de Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca: o Brasil está atolado em dívidas que são produzidas pelas expansões monetárias promovidas pelos países ricos, cujos efeitos são pressões inflacionárias. A saída não é austeridade, como tenta impor o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cortando gastos e investimentos públicos. O correto, diz, é promover reforma financeira, para dar um tranco nos especuladores que invadem a economia nacional para fugir da eutanásia do rentista em vigor nos países capitalistas ricos. O tranco nos especuladores deve, portanto, começar por cobrar mais impostos dos ricos, para distribuir aos mais pobres, em forma de mais investimentos produtivos. Ao mesmo tempo, deve ser atacado o subproduto da desigualdade social gerada pela especulação: os monopólios e oligopólios, aos quais não interessam a economia de mercado, que reduz os preços na concorrência. Mas, como tornar a economia competitiva, se o juro brasileiro é o mais alto do mundo, para enxugar o excesso de moeda especulativa que está entraando no país, sobrevalorizando o câmbio, inviabilizando exportações, e destruindo os empregos, a renda, os investimentos e o progresso? Atacar os gastos públicos e os investimentos, aplicando dura austeridade monetarista, é, portanto, atacar as consequências e não as causas que estão produzindo o subdesenvolvimento nacional em escala acelerada. Ou seja, Stiglitz faz o discurso oposto ao dos neoliberais que fazem a cabeça dos comentaristas econômicos da grande mídia, cuja missão é de culpar os fatores internos e não os externos pelo aprofundamento da crise financeira nacional. Estão dominados, como diria Nelson Rodrigues, pelo espírito de vira latas.

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