quinta-feira, 23 de junho de 2016

23/06/2016 07h00 - Atualizado em 23/06/2016 07h12

Em Natal, servidor do Ministério da Agricultura é suspeito de corrupção

Operação 'Marlin' foi realizada pela Polícia Federal nesta quinta (23).
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Natal e Macaíba.

Do G1 RN
Material apreendido pelos agentes foram levados para a sede da Polícia Federal, em Natal (Foto: Divulgação/PF)Material apreendido pelos agentes foram levados para a sede da Polícia Federal, em Natal (Foto: Divulgação/PF)
Um funcionário do Ministério da Agricultura foi alvo, logo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (23), de uma operação realizada pela Polícia Federal. Segundo a própria PF, o servidor é suspeito de práticas criminosas de corrupção e lavagem de dinheiro. A operação foi denominada de ‘Marlin’. Oito mandados judiciais de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas foram cumpridos nas cidades de Natal e Macaíba, na região Metropolitana da capital.
Ainda de acordo com a PF, a investigação foi iniciada há dois anos, após uma tentativa frustrada de se exportar pescado para a Espanha. Como a mercadoria seguiu para o destino final sem a devida emissão do certificado internacional por parte do Ministério da Agricultura, não houve a liberação alfandegária na Europa e, por este motivo, a carga retornou ao Brasil, oportunidade em que foi inspecionada pelo Ibama.
“A partir dessa inspeção, resultaram diversos autos de infração, uma vez que foi constatada a presença de pescados cuja comercialização é proibida, dentre os quais, o agulhão negro. Daí o nome da operação”, explicou a Polícia Federal. “Durante as investigações surgiram fortes indícios de que a saída ilícita do que estava sendo exportado contou com a intermediação do servidor suspeito, o qual passou a ser investigado”, acrescentou.
A PF informou também que ao longo do inquérito foram identificados repasses financeiros em favor do investigado efetuados por diversas empresas, algumas, inclusive, sob fiscalização do Ministério da Agricultura. “Além disso, surgiram evidências da incompatibilidade do patrimônio do investigado com os seus rendimentos mensais, bem como, a existência de patrimônio oculto, o que configura lavagem de capital”, complementou.
Cerca de 30 agentes da PF participaram da operação (Foto: Divulgação/PF)Cerca de 30 agentes da PF participaram da operação (Foto: Divulgação/PF)