domingo, 11 de setembro de 2016

11/09/2016 10h30 - Atualizado em 11/09/2016 10h30

TJRN nega liberdade a advogada presa na operação Medellín

Ana Paula da Silva Nelson foi presa na terça-feira (6) na operação Medellín.
Habeas corpus foi negado pelo juiz de plantão Ricardo Tinco Góes.

Do G1 RN


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte negou neste sábado (10) o pedido de soltura feito pela Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) em favor de Ana Paula da Silva Nelson. O habeas corpus foi negado pelo juiz de plantão Ricardo Tinoco de Góes. Ana Paula foi presa na terça-feira (6) quando foi deflagrada a Operação Medellín.
O pedido de soltura foi feito na quinta-feira (8). Na oportunidade, o presidente da OAB no estado, Paulo Coutinho, afirmou que a entidade considerou que não existem motivos para Ana Paula da Silva Nelson e Allan Clayton - outro advogado detido na operação - estarem presos. Na sexta-feira (9) a Justiça já havia negado o pedido de soltura de  Allan Clayton Pereira de Almeida.
"Todas as provas já foram produzidas, os advogados já prestaram depoimento, então a prisão dos advogados não é necessária. Os dois tem estabelecimentos comerciais em Natal, endereço certo, atuação profissional a muito tempo na capital. Para a apuração do caso, não nos parece necessário que os advogados estejam presos", explicou Coutinho.
Operação  Medellín
O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagraram a operação denominada ‘Medellín’ na última terça-feira (6) com o objetivo de desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas, também responsável por crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores.
Foram expedidos 14 mandados de prisão, 12 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) e 26 de busca e apreensão. Entre os detidos estão dois advogados e três pessoas que já estão presas por outros crimes. A quadrilha é suspeita de ter lavado cerca de R$ 20 milhões com a compra de imóveis e carros de luxo. Participam da operação 21 delegados, 110 agentes e escrivães e mais quatro promotores de Justiça.
Armas e máscaras estavam em poder de integrantes da quadrilha presa no RN (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Armas e máscaras estavam em poder de integrantes da quadrilha presa no RN (Foto: Divulgação/Polícia Civil)