quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Assaltantes de bancos no RN foram levados para Brasília ontem.

.Operação da Polícia Civil prende quatro envolvidos com explosão de caixas

Essa é a terceira fase da Operação Specchio, que desarticula um esquema de furto e roubo em terminais eletrônicos de agências bancárias

Correio Brazilliense/DF



  

 postado em 08/12/2016 17:26 / atualizado em 08/12/2016 21:41



Reprodução
Uma investigação da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) para desarticular uma organização criminosa do Distrito Federal, especializada em explosão de caixas eletrônico, levou quatro pessoas à prisão. Os criminosos atacaram ao menos seis agências bancárias no DF e em outras unidades federativas, assim como no Entorno. Um homem, Carlos André de Lima Mendes, foi preso em casa, em um condomínio no Paranoá, na manhã desta quinta-feira (8/12). Ele é marido de Vanessa Cristina Camilo da Silva, detida logo depois do último crime cometido pelo grupo em uma agência do BRB em Samambaia, em 22 de novembro.


Policiais encontraram, ainda, dois envolvidos, José Weberson Pereira Simão e Isaak de Morais Arruda, em Natal (RN) no domingo (4/12). Os homens detidos no Rio Grande do Norte chegaram a Brasília às 17h30 desta quinta-feira (8/12), no hangar da Polícia Civil, escoltado por agentes.

Essa é a terceira fase da Operação Specchio (espelho em italiano), que desarticula um esquema de furto e roubo em terminais eletrônicos de agências bancárias. Os mandados de prisão preventivas e temporárias são da 2ª Vara Criminal de Samambaia. Trata-se de um grupo com ramificações dentro do Distrito Federal e em outras unidades. “Não deixa de ser uma organização nova, porque desbaratamos uma quadrilha composta de vários indivíduos na operação Hostibus (inimigo em latim). Treze deles continuam presos, seis conseguiram liberdade provisória mediante delação e um morreu em confronto com a polícia”, ressaltou o delegado-chefe da DRF, Fernando Cesar Costa.

Policiais ainda apreenderam dois veículos utilizados no crime. Um deles, produto de roubo, foi abandonado com parte dos caixas eletrônicos dentro do veículo. O outro era de propriedade da mulher e seria usado na fuga. “As investigações continuam. Como Brasília tem uma posição geográfica central, acaba atraindo criminosos de outros estados. Trata-se de uma operação sistemática visando desarticular essas organizações criminosas”, explicou o investigador.

Todos os envolvidos, segundo o delegado, têm antecedentes criminais. Eles vão responder por organização criminosa, furto qualificado mediante arrombamento e concurso de pessoas e uso de explosivos.

Falta policiamento




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Para o titular da DRF, uma das dificuldades em impedir a ação criminosa é a falta de policiamento ostensivo nas regiões do DF, principalmente durante a madrugada. Na visão dele, o deslocamento de militares do serviço de rua para outras atividades, como o de policiamento velado, prejudica a segurança. “Isso permite que os envolvidos só sejam detidos após uma investigação da Polícia Civil. O primeiro caso nesse ano de atuação efetiva de policiamento ostensivo foi na explosão do caixa eletrônico do BRB no Plano Piloto (507 Norte), em que os suspeitos foram presos pela PM logo depois. Mas em regiões administrativas, não se encontra policiamento”, reclamou.

O delegado destacou que, desde 2012, a DRF realiza operações para desarticular organizações criminosas que praticam ataques em caixas eletrônicos no DF e em outros estados. “Vemos que os criminosos sempre agem onde vêem ausência de policiamento ostensivo”, observou.

Por e-mail, a Secretaria de Segurança Pública  informou que elabora, mensalmente, um estudo que indica dicas, horários e locais de maior incidência dos crimes como forma de coibir a atuação de criminosos por meio da elaboração de estratégias de atuação.  Além disso, ressaltou que a Polícia Militar realiza, semanalmente, a Operação Redução dos Índices de Criminalidade (RIC), que reforça o policiamento em regiões do DF por meio do remanejamento de militares das áreas administrativas para as ruas.






08/12/2016 16h35 - Atualizado em 08/12/2016 16h42

Dois fugitivos do Distrito Federal são presos no RN

Homens foram pegos em blitz da Polícia Rodoviária em Parnamirim, RN.
Polícia tinha mandados de prisão em aberto por roubo contra dupla.

Do G1 RN
Fugitivo de Brasília é preso no RN (Foto: Divulgação/Deicor)Fugitivo de Brasília é preso no RN (Foto: Divulgação/Deicor)
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu na Grande Natal dois homens procurados pela Justiça do Distrito Federal. Segundo a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), Isac de Moraes Arruda, de 38 anos, e José Webson Pereira Simão, de 31 anos, estavam no Rio Grande do Norte para trocar informações sobre roubos de caixas eletrônicos.
“Nós acreditamos que eles estavam em Natal para fazer sondagens de novos locais de explosões e também para trocar informações sobre estratégias de atuação”, explica o delegado titular da Deicor, Odilon Teodósio.
A informação da Deicor é que o carro dos fugitivos foi parado, na noite de sábado (3), em uma blitz feita pela Polícia Rodoviária Federal na BR-101 na altura de Parnamirim, na Grande Natal. Quando descobriram que Isac e José Webson já tinham passagem pela polícia, os policiais teriam levado os dois até a Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal, onde descobriram que a dupla tinha, em aberto, mandados de prisão pela prática de roubos.
A investigação feita depois da prisão pela equipe da Deicor com o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que José Webson participou de roubos em 2006, 2008 e 2010 no DF. Ele também está sendo investigado pelo roubo de dois caixas eletrônicos do Banco de Brasília, em 22 de novembro, em Brasília. Condenado a 33 anos de prisão por roubo, Isac nasceu em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, mas morava na capital federal.
Com José Webson, a Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos que continham imagens dos supostos crimes cometidos em Brasília. Em uma das fotos, é possível ver uma pilha de dinheiro. Isac e José Webson já foram levados de volta para Brasília.
Celular de suspeito tinha fotos de uma pilha de dinheiro ao lado de um caixa eletrônico (Foto: Divulgação/Deicor)Celular de suspeito tinha foto de uma pilha de dinheiro (Foto: Divulgação/Deicor)




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