segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Chuvas fortes em Caicó, Mossoró e na zona oeste potiguar.

A seca não é permanente nem as águas perenes do São Francisco a redenção com fortes chuvas no Sertão

A região do semiárido brasileiro vive uma estiagem com chuvas irregulares sequencialmente desde 2012. Já são cinco anos seguidos sem chuvas e a seca penaliza o sertão, o sertanejo! Essa é uma realidade.

A outra penúria seria a enchente, a gravidade das enxurradas nas cidades por causa do grande volume d’água transbordado dos rios, atingindo suas regiões ribeirinhas de áreas urbanas invadidas pelo inchamento desordenado das periferias, em consequência, como se sabe, de questões sociais.     

Um exemplo bem perto, da cidade de Caicó. Banhada por dois rios, Seridó e Barra Nova, que se confluem em um só logo após a divisa urbana da cidade e cujas águas correm para o Rio Piranhas ou Piranhas-Açu.

Mas em Caicó, esses rios sequer tomaram água nestes primeiros dias de 2017, aliás, a primeira chuva forte se deu neste sábado, 11 de fevereiro, que segundo foi divulgado, em alguns locais foram mais de 90 milímetros, outros menos.

PRESENTE
O fato é que logo cedo desde domingo, 12 de fevereiro, segundo também foi divulgado, o prefeito Robson Araujo Batata convocou o seu secretariado, no Centro Administrativo, “para tomar algumas medidas e dividir as equipes para fazer um levantamento de algumas situações de risco”, tendo em vista “os transtornos na cidade, com algumas pessoas desabrigadas, residências afetadas e ruas que foram danificadas”.

FUTURO
É nesse contexto que se analisa uma outra questão, agora para o futuro, após a conclusão da transposição do rio e as águas do São Francisco que estarão em correnteza perene em nossos rios e adutoras. Será a redenção do sertão, embora não deixe ser um problema para os anos de inverno acima da média pluviométrica de chuvas na região. 

E em Caicó, os dois rios vão represar suas águas que chegarão no perene (e cheio) Rio Piranhas-Açu, ocasionando alagamentos na cidade, fato que voltando ao passado relembre-se a cheia de 1924, ou seja, daqui a sete anos concretiza-se o centenário da grande cheia, que ficou registrada graças as lentes do fotógrafo caicoense José Ezelino.

PASSADO
Nessas duas fotos dos arquivos do Blog Bar de Ferreirinha, tem-se os efeitos dos dois rios, o Seridó, com a inundação da então Igreja de Sant’Ana, e o Barra Nova, com o cemitério São Vicente de Paulo parcialmente destruído. E veja que Caicó era uma pequena cidade, de poucas ruas e população.

A profecia de o sertão vai virar mar? Uma alerta os ambientalistas e defesa civil!

©2017 www.AssessoRN.com | Jornalista João Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN

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