quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pobre de inteligências, RN descamba para a indigência nas pesquisas.

Indigência da pesquisa leva reitores à Assembléia Legislativa do RN

(Sirleide Pereira – Ascom-Reitoria/UFRN0
Fotos: Cícero Oliveira/Divulgação institucional

Estado de indigência e penúria. Assim reitores e representantes das universidades públicas do Estado (UFRN, IRN, UERN E UFERSA) e o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN), classificaram o estado da pesquisa científica para parlamentares da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social da Assembléia Legislativa do RN (ALRN), durante encontro realizado na manhã dessa quarta-feira, 7, na sede do poder legislativo.

Ao falar sobre o orçamento destinado à ciência e tecnologia no Estado, o presidente da Fundação, Uílame Umbelino, historiou como instituições de ensino e de pesquisa européias e asiáticas contribuem para o desenvolvimento dos dois continentes. “É o conhecimento que gera informações, tecnologias e inovação, como patentes, registros e outras criações. E tudo isso traz benefícios para o desenvolvimento humano e social”, justificou Umbelino, pesquisador e autor de patente.

Perdas para o RN

Propositor da audiência sobre recursos para os programas de desenvolvimento tecnológico, o deputado estadual Hermano Morais pontuou: “O nosso Estado está perdendo recursos pela falta de contrapartida das parcerias com instituições que financiam projetos na área de ciência e tecnologia. O orçamento para o setor não é cumprido. Queremos reverter esse quadro, pois o Rio Grande do Norte tem um potencial muito grande para ser desenvolvido. Através do conhecimento se consegue riquezas”.

Condutor da discussão de hoje, o deputado estadual, Fernando Mineiro, lembrou que dos 12 milhões orçamentários previstos para ciência e tecnologia este ano, até agora nada foi executado. “Estamos reunidos aqui para que haja aporte de recursos para que os projetos não fiquem parados nem o Estado perca seus cientistas para outros estados”, declarou o deputado.

Em nome dos reitores, a presidente do Fórum, Angela Maria Paiva Cruz, expôs a gravidade da situação e citou que o RN tem 2 mil doutores, 82% deles titulados pela UFRN. A respeito desse recurso, advertiu: “O Estado não tem valorizado o seu potencial de doutores e a indigência vai piorar se o Estado não valorizar esse potencial”. Ao final da audiência, a reitora deixou um recado: “A falta de investimento em pesquisa no Rio Grande do Norte gera perda para a produção do conhecimento científico e retarda, mais ainda, o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”.

Novos passos

Do encontro de hoje três encaminhamentos foram acertados: Uma audiência pública na próxima quinta-feira (22), para aprofundar as discussões sobre a liberação de recursos; uma reunião com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, deputado José Dias, para a colocação de emendas, e a inclusão de recursos na Lei Orçamentária para 2018.

Participaram também da reunião os deputados Cristiane Dantas; o pró-reitor de Pesquisa da UERN, Vander Mendonça; o vice-reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo; o pró-reitor de Pós-graduação da UFRN, Rubens Maribondo, e o diretor administrativo da FAPERN, Paulo Waldemiro.