A violência urbana cresce diariamente, não há a menor dúvida. E o bairro de Candelária não escapa da situação descontrolável. O Estado perdeu o controle da situação. Matam e roubam a três por quatro, como diz o ditado popular. A criminalidade toma contornos de barbárie, de crueldades ímpares, de bestialidades só vistas em filmes de terror, a baderna pseudo anarquista invade a principal avenida de acesso de Natal, toca fogo em ônibus, em nome de um movimento reivindicatório que deveria conquistar a simpatia da população, mas o "o feitiço fica contra o feiticeiro", isto é, a opinião pública e a classe trabalhadora não aderem aos gatos pingados da militância porralouca. Os estudantes que congestionam as artérias principais da zona sul de Natal, em ações previamente anunciadas ( na terça-feira passada, às 16 horas, já estavam concentrados ao lado do Via Direta, em Mirassol, ao lado dos sorveiteiros e lanchonetes) são os mesmos que prejudicam o deslocamento automotivo de centenas (ou milhares?) de estudantes em direção às escolas e faculdades noturnas, localizadas em Capim Macio e Neópolis. Por isso, há semanas que essas manifestações programadas causam problemas no cada vez mais caótico trânsito rodoviário da capital.
Vivemos no estado de Direito, mas são descabidos, prejudiciais e antipáticos os movimentos "populares" que não respeitam os direitos humanos, o direito de ir e vir, etc.
E os assaltos? E as chacinas?
Agora, muitas pessoas gostariam de ver uma passeata de protestos contra a chacina de 5 pessoas, na noite de segunda-feira, no proletáriuo bairro de Cidade Nova, na zona Oeste de Natal. Até prova em contrário, nenhuma agremiação estudantil conclamou os estudantes para saírem às ruas, nem lá nem na zona sul. Em Candelária, também existe omissão dos moradores com os assaltos diários. Tem gente que vê o assalto e corre para as suas casas, têm até medo de levantar a cabeça. Na noite de ontem, 19, às 17h55m, eu vi o final de um assalto na rua Santa Efigênia, perto do Bar de Cid, praticado por dois rapazes numa motocicleta. Vi o rosto do assaltante que colocava o capacete na cabeça e subir na garupa, e o comparsa dar partida na moto e em alta velocidade, em direção à rua do Sol e rumarem para Cidade da Esperança.Era uma motocicleta nova, com placa. Em suma, vi um garoto e uma senhora que gritavam por socorro, mas não apareceu ninguém e o bandido levou a sua bolsa, após a fracassada resistência da vítima. Não esqueci um detalhe: vários carros passavam no momento do assalto, mas ninguém parou. Ocasionalmente passava na rua Sta. Efigência, parei o carro, liguei os faróis em alta, vi o final do assalto ( a tomada da bolsa) e a fuga. Só. Não houve tiro nem captura dos ladrões. Boletim de ocorrência? Não sei, creio que não. O povo está se acostumando a deixar prá lá porque não acreditam mais nas autoridades de segurança? Parece.
Poucos minutos antes do assalto da rua Santa Efigênia, houve outro na frente de uma casa na rua Ana Angelina de Macedo, a do Posto Base da PM de Candelária. A vítima teria sido um médico que estacionou o carro na frente da casa de dona Neuca para fazer um lanche. Os dois ocupantes de uma moto preta levaram a bolsa do médico e pertences que estavam com duas crianças impúberes que ouviram o ladrão gritar "me dá essa bolsa porra!". E sumiram. Caso para se apurar os detalhes e possíveis exageros. E a polícia, onde estava? Eu não sei.
Diante do quadro dantesco de insegurança pública em Natal e adjacências, só nos resta aguardar mudanças na política de combate ao crime organizado e aos assaltos relâmpagos na cidade. Tem razão o atua secretário de segurança pública, Aldair Rocha, quando defende a necessidade de se criar uma academia de polícia unificada, congregando a polícia civil e a polícia militar do RN, e com um departamento de inteligência verdadeiro mesmo, científico e de alto nível. Só escuta telefônica não é suficiente.
E o Brasil tem modelos a serem seguidos, vindos de Brasília, de São Paulo e do Rio de Janeiro, afora os do estrangeiro. Tem gente que advoga os modelos do Mossad, da Swat e outros renomados e experimentados serviços de informações variados. Mas isso é outra história.
Mas a baderna de terça-feira, na Br 101 e os incêndios de ônibus de empresas locais, estavam previstas desde a tarde daquele dia. Acreditamos que as lideranças do movimento reivindicatório dos estudantes, cujo fulcro é o retorno da estação de passagem, em Mirassol, vão repensar a continuação dos protestos até a capitulação dos empresários de transportes coletivos.
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Em tempo: a SETURN anuncia que hoje a estação de integração (passe livre) retornará. Vamos ver se os estudantes concordarão.