From: fagara1@hotmail.com
To: mariacidadedosol@hotmail.com
Subject: PEIXE PANGA - Muito cuidado
Date: Wed, 23 Nov 2011 21:24:53 +0000
GEnnnteeeee, cuidado!!! no Divino fogão do midway já vi o peixe panga sendo servido.... é melhor não correr o risco!!!
Depois de importar lixo hospitalar dos EEUU: lençóis usados por veteranos de guerra no EUA viram roupa de cama em hotel de PE-...
Outra barbaridade com o povo brasileiro...
Os nossos Supermecados, estão importando da Ásia, graças a globalização.
Para nós comermos. É caso de polícia. Leiam e tirem as suas conclusões!!!!
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Caros amigos,
Em algumas oportunidades tive o desprazer de observar o malfadado peixe branco, sempre servido em self-services e/ou "à la carte."
(Entre os restaurantes onde pode ser encontrado o "gourmet" o cliente faminto terá mais opção do se pensa em self-services)
Em um self-service, tive a curiosidade de ver melhor o peixe no meu prato.
Ao abrir a posta do peixe notei que a massa estava impregnada de filamentos.Encostei o prato, retirei guardanapo parte do peixe e levei para analise. Os filamentos, na verdade, eram vermes de até dois cm.
PANGA ou PEIXE-GATO
Procurei me informar, lá mesmo no caixa, da origem do peixe e fui informado que se tratava de peixe asiático.
Após análise da porção amostrada tirei minhas conclusões que são coincidentes com as informações prestadas:
- peixe asiático de água doce, proveniente de rios extremamente poluídos de excrementos, dejetos e toda sorte de poluição biológica, física e química devido, entre fatores diversos, à maciça ocupação de barcos que servem de vias e moradias que constituem aglomerados populacionais de pessoas carentes de serviços sanitários e salutares.
Esse ambiente condiciona por si só o desenvolvimento e procriação de víveres adaptados a esse habitat degenerativo.
O nível de poluição dessas águas é tamanha magnitude que as próprias pessoas que, por lá convivem, têm nojo e repugnância dos víveres dessa água. Essas condições associadas viabilizam a proliferação exacerbada de peixes que ressalta aos olhos dos especuladores inescrupulosos que conseguem com tremenda facilidade realizar farta e rentável "pescaria" para a venda dos seus produtos no terceiro mundo afora - de quebra no Brasil.
ASAE - SOCIEDADE AMERICANA DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS
Peixe Panga - PERIGO para a SAÚDE PÚBLICA
Há pouco tempo descobri um novo peixe, aparentemente perfeito: filetes muito branquinhos, frescos ou congelados, sem espinhas e a bom preço no supermercado... claro que decidi experimentar...
A minha primeira impressão do sabor do peixe não foi a melhor, (embora fosse a única a encontrar algo estranho, pois é um sabor muito ténue...)
Hoje voltei a comer, e tal como da primeira vez que provei este peixe não melhorou a impressão do sabor...Acabei de almoçar e pesquisei e encontrei o texto que envio abaixo.
NOTA - achei por bem enviar, porque muitos de vocês já terão provado e gostado...
O Peixe Panga: a nova aberração da globalização
O panga é um peixe de cultura intensiva/industrial no Vietnam, mais exatamente no delta do rio Mekong e está a invadir o mercado devido ao seu preço.
Eis o que deve saber sobre o Panga:
Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsénio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subprodutos do crescente setor industrial, metais pesados, bifenilos poli clorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).
O rio Mekong é um dos rios mais poluídos do planeta.
(Na guerra do Vietnã o último recurso americano foi jogar o "agente laranja"(desfolhante e cancerígeno).
Não há nada de natural nos Pangas - Eles são alimentados com restos de peixes mortos, ossos e de solo seco, transformados numa farinha, com mandioca e resíduos de soja e grãos. Obviamente, este tipo de alimentação não tem nada a ver com a alimentação num ambiente natural.
Ela não faz do que assemelhar-se ao método de alimentação das vacas loucas (vacas que foram alimentadas com vacas, lembra-se?) A alimentação dos pangas está completamente desregulada...
O panga cresce 4 vezes mais rápido do que na natureza ...
Além disso os pangas são injetados com PEE (alguns cientistas descobriram que se injetassem as fêmeas pangas com hormonios femininos derivados de desidratado de urina de mulheres grávidas, a fêmea Panga produziria os seus ovos muito rapidamente e em grande quantidade, o que não aconteceria no ambiente natural (uma Panga passa a produzir assim aproximadamente 500.000 ovos de uma vez).
Basicamente, são peixes com hormonios injetáveis (produzidos por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução.. Isso não pode ser bom.
Ao comprar pangas estamos colaborando com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.
Este comercio está sendo aceito por países que os vendem ao público em geral, sabendo que estão vendendo produtos contaminadas.
Nota: devido à prodigiosa quantidade de disponibilidade de Pangas, este irá acabar em outros alimentos: surimi ( alimentos com pasta de peixe), peixe terrines e, provavelmente, em alguns alimentos para animais. ( cães e gatos!)
Diz-se que comer peixe é bom para a saúde, mas é preciso ter cuidado!!!!
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Atualizado em 05/09/2011
Espaço destinado a divulgação de fatos relacionados ao bairro de Candelária, na zona sul de Natal/RN, destacando a vida comunitária e interesses da coletividade.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Este poema lhe reconforta?
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Danilo Bezerra: o orgulho do Rio Grande do Norte que o Rio Grande do Norte ainda desconhece
17 de setembro de 2011 às 12:28
Fonte: thaisagalvao.com.br
Fonte: thaisagalvao.com.br
Ele tem 17 anos e mora no Sítio Três Altos, a 5 quilômetros do centro da cidade de Almino Afonso, no Oeste do Rio Grande do Norte, onde cursa o terceiro ano numa escola da rede estadual de ensino.
Filho de Francisco Vicente Vieira, analfabeto e sem trabalho, e de Mara Núbia Bezerra, dona de casa e sem muito estudo, Danilo Bezerra Vieira é um exemplo raro de brasileiro que os setores da Educação desconhecem.
Sozinho, o menino que tem como ídolo Juscelino Kubistchek, construiu um pedaço de um sonho que ainda tem muito a ser erguido. Juntou os livros que tinha em casa e na sala sem reboco de sua casa simples, montou uma biblioteca.
Sem apoio e provando que muitas vezes vale a força própria para ganhar o reconhecimento, Danilo não precisou de prefeito, governador…mas de seu esforço e talento para chegar a Brasília como vencedor de um concurso de redação. Tema: Juscelino Kubistcheck.
Foi destaque no Senado, que hoje lhe é devedor. Ainda não entregou o notebook que ele ganhou por ter vencido o concurso.
Na semana passada voltou a Brasília. Foi a convite do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, que na festa de 47 anos de fundação, exibiu um documentário onde um dos personagens é Danilo.
O menino que orgulha o Rio Grande do Norte, mas que o Rio Grande do Norte ainda desconhece, é o entrevistado de hoje do quadro Fim de Semana.
Thaisa Galvão Como surgiu a ideia da Biblioteca e por que a homenagem a Juscelino Kubistchek?
Danilo Bezerra Surgiu do interesse em tornar acessível à comunidade um acervo de livros que tinha. O conhecimento deve estar aberto a todos. Eu homenageei o JK por que sou admirador deste homem público, sei de toda sua vida, e faço um paradoxo da construção de Brasília com a
biblioteca.
biblioteca.
Thaisa Galvão Você recebeu algum apoio?
Danilo Bezerra - Não. Apenas recebemos livros da Secretaria de Educação Estadual. Fora isso só a comunidade local e órgãos federais.
Thaisa Galvão Sua biblioteca está localizada na zona rural?
Danilo Bezerra Sim, a 5 km da sede do município.
"Eu homenageei o JK por que sou admirador deste homem público, sei de toda sua vida, e faço um paradoxo da construção de Brasília com a biblioteca."
Thaisa Galvão - Quantas visitas em média a biblioteca recebe por semana?
Danilo Bezerra Uma média de 15 a 50 visitas.
Thaisa Galvão - Como foi que o seu trabalho chegou a Brasília?
Danilo Bezerra Ano passado escrevi a melhor redação do Estado em um concurso de redação do Senado Federal e estive lá. Deu uma visibilidade maior ao meu projeto. Enviei um documento aos órgãos federais contando minha história.
Thaisa Galvão - Você foi a Brasília outra vez, foi recebido no Senado, com direito a discurso? Como foi isso?
Danilo Bezerra Estive no Senado para conceder uma entrevista e conhecer o senador Pedro Simon, o qual ficou emocionado com meu projeto. Ele citou minha visita na sessão plenária do dia seguinte.
Danilo com a mãe Mara Núbia e o senador Pedro Simon
Thaisa Galvão - Depois disso veio o IPEA que foi a Almino Afonso registrar o seu trabalho para um documentário. Como foram as gravações?
Danilo Bezerra Quando o Ipea viu um presidente de biblioteca com 17 anos, o instituto viu o potencial e que com a ajuda dada para mim na doação do conhecimento produzido, estava cumprindo sua missão de disseminar o conhecimento. As gravações duraram dois dias, na Escola Estadual Ronald Neo Júnior,onde eu estudo, e na minha casa.
Thaisa Galvão - Na semana passada você voltou a Brasília para o lançamento do documentário?
Danilo Bezerra - Terça (13), na presença do instituto, autoridades, empresários, pesquisadores e universitários participei da exibição e discursei para uma platéia lotada. Acompanhado-me estava minha mãe, Mara Núbia e a secretária estadual de Educação, Betânia Ramalho.
Thaisa Galvão - Pelo que tenho sentido o seu trabalho tem sido mais reconhecido em Brasília do que na sua cidade…
Danilo Bezerra - Infelizmente, as autoridades municipais não deram uma contribuição efetiva para minha obra social.
Thaisa Galvão - Você tem algum objetivo que ainda não tenha alcançado em relação à biblioteca?
Danilo Bezerra - Sim, quero no futuro poder transformá-la em um instituto de pesquisas sociais para a sociedade e um mecanismo de propagação da cultura e educação no Estado.
Thaisa Galvão Você espera que tipo de apoio depois do reconhecimento?
Danilo Bezerra - Poder proporcionar uma condição física melhor. A biblioteca é na sala de casa. Não disponho de matérias eletrônicos para a biblioteca. Até ganhei um notebook do Senado ano passado mas não recebi ainda.
Thaisa Galvão - Como fazer para doar livros para a biblioteca JK?
Danilo Bezerra - Os interessados podem entrar em contato através do e-mail http://mce_host/compose?to=dnlbzrr@gmail.com
Thaisa Galvão Na sua família tem algum educador? Quem são seus pais, o que eles fazem?
Danilo Bezerra - Não. Meu pai é analfabeto, agricultor, mas hoje não trabalha mais devido um acidente de motocicleta. Minha mãe tem o ensino fundamental incompleto, dona de casa. Meus país são os maiores professores que tenho, sou um reflexo dos dois.
Thaisa Galvão O que você está cursando agora e quais seus planos profissionais?
Danilo Bezerra Estou no terceiro ano, pretendo realizar o vestibular para dois cursos: Direito e Comunicação Social.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Partiu Zé Cabral.
Soube na manhã de hoje, 29, que o grande José Cortez Cabral, o popular Zé Cabral, dono de um bar em Candelária, bastante frequentado pelos boêmios, amigos e conterrâneos do Vale do Assu. Zé faleceu no dia 09 de novembro e sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Parnamirim. A previsão é que a missa de 30º Dia ocorra no dia 8 de dezembro. Este repórter está meio desatualizado. O motivo? Não sei. Talvez porque tenha diminuído a freqüência aos bares e botecos de Candelária, principalmente no eixo da tesoura, onde não escapa ninguém de duas ou três línguas (uma delas altamente venenosa). Que Deus o tenha, grande Zé Cabral, homem simples, pacato e honesto, pois nunca cobrou uma conta fictícia de ninguém.
Pará e São Paulo: Estados que mais depredam "orelhões".
"Vandalismo: Pará em 1º lugar; São Paulo é 2º. Esta é a classificação nacional do vandalismo contra orelhões".
Gilvan Marques
Do UOL Notícias, em São Paulo
Do UOL Notícias, em São Paulo
Pará, São Paulo e Acre são os Estados brasileiros onde os orelhões mais “sofrem” com atos de vandalismo. Bahia e Sergipe registram os menores números. Os índices foram apurados pela reportagem do UOL Notícias junto à Oi e à Telefônica, as duas principais operadoras de telefonia fixa nas 27 unidades federativas do Brasil. Ambas respondem por 67,3% do setor no país.
Orelhões depredados por Estado
No Pará, entre os meses de janeiro e outubro de 2011, dos cerca de 30 mil orelhões distribuídos em 144 municípios, cerca de 8.400 por mês –28%– foram danificados por ações de vandalismo. Em São Paulo, nos mesmos dez primeiros meses de 2011 foram depredados por mês 25% dos aparelhos instalados no Estado. No Acre, o índice mensal de depredação é de 24%.
Em muitos casos, embora a depredação não seja visível, o aparelho pode apresentar defeito devido a pancadas e por introdução de materiais estranhos. Pichação e roubo de componentes também são incluídos como atos de vandalismo.
A Telefônica, concessionária responsável pela prestação do serviço em São Paulo, informou que investe em ações para o combate ao vandalismo por meio de instalações de dispositivos de segurança, atualização constante de softwares e troca de componentes. Por ano, a empresa gasta R$ 19,2 milhões.
Tanto a Oi quanto a Telefônica informaram manter centrais de atendimento à disposição de seus clientes, 24 horas por dia, sete dias da semana. De acordo com normas estabelecidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), após comunicada a depredação, a operadora tem prazo de oito horas para reparar o equipamento.
Caso ultrapasse esse período, a empresa pode sofrer multa que varia entre R$ 350 e R$ 1.575. Já a infração relativa à falha do sistema de supervisão, por exemplo, pode ocasionar multa entre R$ 35,6 mil e R$ 160,2 mil, dependendo da prestadora.
Resultado do vandalismo
Orelhões danificados são deixados para manutenção em São Paulo
Além da Anatel, a pessoa pode entrar também com uma reclamação no Procon. Para Fátima Lemos, assessora técnica da diretoria de atendimento do órgão de proteção ao consumidor, “a planta de telefones públicos foi abandonada pelas empresas”.
Em sua percepção, falta higienização e manutenção. E sugere: “A Anatel precisa lançar metas de qualidade às concessionárias, além de monitoramento e fiscalização”, disse Fátima.
Crime
Segundo Cláudio José Pereira, professor do curso de direito da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), a pessoa que depreda telefones públicos pode sofrer uma ação penal por crimes de danos e uma ação civil indenizatória promovida pela concessionária.
A pena varia de seis meses a um ano de prisão, mas pode ser alternativa, como a participação em cursos educativos ou no trabalho da reparação daquilo que foi destruído. Se, porventura, o indivíduo utilizar explosivo ou algum tipo de substância inflamável, a pena se agrava. Neste caso, pode chegar a três anos de detenção.
Fonte: UOL. 29.11.11
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O autor Fábio Venturim está corretíssimo! Parabéns!
| É de Brasília...?. "Por que tudo o que acontece é de Brasília? Você liga na Band é o Datena dizendo “ô de Brasília”, se falam de corrupção “vem de Brasília”, se meteram a mão na grana “foi de Brasília”. Tudo o que de ruim acontece vem de Brasília. Chega! Brasília não é a privada do Brasil. Somos uma população de 2.606.885 habitantes (segundo o IBGE em 2009). Dos 81 senadores que aqui aportaram, somente 3 são de Brasília. Dos 513 deputados federais, 8 são nossos. Nossos, não, pois, mesmo os que representam Brasília dificilmente são originários daqui. Portanto, se aqui tem lixo, veio daí, do “seu” estado. O lixo é seu. Você votou nele. Se já não bastasse termos um dos maiores custos de vida do Brasil devido aos altos salários dos representantes do “seu” estado, ainda temos que agüentar isso. Somos 2.606.885 trabalhadores e estudantes, pais e mães de família. Acordamos cedo, ralamos o dia inteiro e temos que esbarrar todo dia no representante do “seu” estado. Chega! Exigimos respeito. Aqui não tem só político. Lembre-se: se o cara é corrupto, ele é espelho do SEU voto, portanto, espelho SEU. Então, pense melhor antes de colocar seu voto dentro da urna. Brasília agradece." (por Fábio Venturim) |
domingo, 27 de novembro de 2011
Gilmar, da Montana, se defende.
NOTA DE EMPRESÁRIO
"Vitima de espetáculo midiático”
O empresário Gilmar Lopes, que conheci como vendedor de tintas Coral, na SACI do Alecrim, be fazendo fretes, no inicio da década de 80 do século passado, publicou nota ontem. Ele estava preso no quartel da PM, onde sofreu um ataque de hipertensão.
postado por às 13:00:20
NAHORAH -SOLIDÁRIA, vou transcrever a nota que recebi da empresa jornalistica de Flávio Marinho, ASSESSOR DE IMPRENSA , da Construtora Montana.
Segue a nota:
· Do leito hospitalar onde me encontro, assisto com revolta, indignação e tristeza o meu nome ser jogado numa vala comum entre supostos corruptos e corruptores. Sempre pautei a minha vida pessoal e profissional sob os alicerces do trabalho, da família, do respeito e da honestidade. Não posso, portanto, ficar calado diante das acusações sem provas que fazem contra a minha pessoa.
Tive a minha casa e escritório devassados, fui preso e hospitalizado, me vejo condenado sem julgamento, com o meu nome negativamente exposto perante a sociedade, envolto em um ‘mar de lama’.
· No entanto, os meus acusadores não apresentam – e não vão apresentar porque não existe – uma única prova, cabal, consistente e fulminante, que indique que eu me beneficiei de dinheiro público, que recebi ou ofereci propinas, que fui corrompido ou que sou agente corruptor.
· Mesmo sem ser protagonista de qualquer ato de corrupção passiva ou ativa, estou com meus bens seqüestrados, impossibilitado de movimentar os meus negócios.
· A decisão judicial que me veta o direito de exercer a minha vida empresarial, penaliza também 180 famílias de operários e trabalhadores sérios e honestos, privados agora de receber seus vencimentos e vantagens como o 13º salário.
· Continuo preso, sofrendo de uma privação de liberdade temporária, cuja legalidade é questionável, pois o Ministério Público já colheu os objetos que julgou necessário para subsidiar a ação investigativa.
· Confio na Justiça do meu estado e desafio a quem quer que seja que apresente as provas dos crimes que me acusam, ou me esqueçam.
· Não posso continuar a ser usado como ‘bode’ expiatório de um espetáculo midiático do qual eu sou vitima e não réu.
· Reafirmo a minha inocência e enfatizo que em nenhum momento cometi qualquer ilicitude, nem atos que possam envergonhar a minha família, meus amigos, parceiros comerciais, colaboradores e a sociedade potiguar como um todo.
José Gilmar de Carvalho Lopes
· Desde o primeiro momento em que o meu nome foi envolvido nesse assunto, sempre procurei ser claro, positivo e transparente nos questionamentos que me foram feitos, até como forma de poder dar ao MPE a oportunidade e as condições de separar o joio do trigo.
È preciso que se diga que o meu relacionamento com o grupo Inspar se deu tão somente no âmbito comercial. Sou construtor e a minha construtora – como poderia ter sido qualquer uma do nosso estado – foi a escolhida para erguer os prédios onde funcionaria as bases de prestação de serviço de inspeção veicular.
· Trabalhei, investi, fiz obras pelas quais não recebi um único centavo. Fiquei no mais completo e absoluto prejuízo.
Nota à sociedade potiguar
Fonte: Coluna Hilneth Correia - Tribuna do Norte, 26.11.11
terça-feira, 22 de novembro de 2011
"Doidinho"
domingo, 20 de novembro de 2011
A insurreição comunista de 23 de novembro de 1935.
Um pouco da história de "Doidinho", que virou herói de araque anos depois da tentativa de golpe militar contra Getúlio Vargas.
Um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga.
Durante sete décadas acreditou-se – porque assim foi oficialmente instituído – o fato
de que um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga, pertencente à corporação da
Polícia Militar do Rio Grande do Norte, teria sido o único e grande herói da
Inssurreição Comunista de 1935, que ocorreu em Natal, quando rebeldes do 21 º
Batalhão de Caçadores, liderados pelo sargento Quintino Clementino de Barros e pelo
cabo Giocondo Alves Dias, aliançados com células do Partido Comunista do Brasil
(na época PCB) e com organizações de esquerda da capital, dominaram a sede do
batalhão e metralharam o quartel da PM, saindo vencedores, materializando assim o
primeiro governo marxista-leninista das Américas, que durou exatamente 82 horas, do
dia 23 ao dia 27/11/1935, para o qual foi constituída um Comitê Popular
Revolucionário (CPR), composto pelos seguintes membros:
Quintino Clementino de Barros, 36 anos, sargento-músico do Exército – Secretário de
Defesa;Lauro Cortês Lago, 36 anos, funcionário público estadual – Secretário do Interior e Justiça;José Macedo, 33 anos, Diretor dos Correios – Secretário de Finanças;João Galvão, 33 anos, Secretário do Atheneu – Secretário de Viação;José Praxedes, 36 anos, sapateiro – Secretário de Aprovisionamento.
Geralmente, quando se fala na Intentona Comunista de 35, relembra-se logo as
quarteladas do Recife e do Rio de Janeiro, e incluí-se aí, erroneamente, Natal como
parte integrante dessas quarteladas. É bem verdade que os movimentos comunistas
deflagrados no Recife e no Rio de Janeiro, foram realmente intentonas, pois lá,
nessas capitais, o movimento não tomou corpo e forma, como ocorreu em Natal. Na
capital potiguar houve realmente uma inssurreição, onde progrediu para o
enfrentamento bélico, culminando com a vitória dos inssurretos e a instalação de um
governo provisório, mesmo que esse tenha durado tão somente 82 horas. Mas, é uma
pena que alguns autores não queiram aceitar essa verdade histórica e ainda
prossigam subvertendo a ordem natural do desenrolar dos nossos fatos históricos.
Assim conta a história permitida ...
Após ás 14h00 do dia 24 de novembro, quando a resistência do Quartel da Polícia,
representada por dois oficiais e quarenta e seis soldados, sem munição, é obrigada a
abandonar o front pelos fundos do prédio, numa passagem que dava para o Rio
Potengí, retirada esta comandada pelos majores Luís Júlio e Pinto Soares, um
inssurreto defronta-se com um “soldado” agachado, ás margens do Rio, portando um
fuzil. Quando o tal “soldado” avistou os inssurretos, levantou-se rapidamente, aidna
segurando a arma, quando foi alvejado por um único e certeiro tiro, tombando sem
vida. Sobre isso escreveu Home Costa:...No combate do quartel da polícia militar
foram feridos os sargentos Celso Anselmo Pinheiro e Celso Dantas Neto, o cabo
Severino Mendes e os soldados Antônio Jósimo e Antônio Gervásio de Medeiros –
todos com ferimentos leves. Houve um morto: Luiz Gonzaga”. O autor do comentário
declina as graduações dos militares feridos no combate, não referindo-se a Luiz
Gonzaga como soldado ou integrante da defesa do quartel.
Sobre a conturbada figura de Luiz Gonzaga, muita polêmica foi travada. Agora, á luz
dos acontecimentos históricos, sem paixões e sem ideologias, procuramos pesquisar
a vida do tal “soldado” na bibliografia disponível, chegando á conclusão de que,
realmente, Luiz Gonzaga nunca pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Rio
Grande do Norte, pelo menos até novembro de 1935. Era um débil mental, natural de
Santana do Matos, que residia nas imediações do quartel, e que costumeiramente
vivia a fazer mandados da soldadesca, recebendo deles gorros, gandolas, calças e
botas usadas, com o que passou a se trajar, por força das necessidades. Era
comensal do quartel da polícia. Sobre isso escreveu o desembargador João Maria
Furtado: (...) sempre afirmaram que, realmente morreu nas proximidades do quartel
da polícia um pobre demente que vivia perambulando pelas ruas de Natal, ms nunca
fora soldado da polícia militar (...)
Sizenando Figueira, então militante do Partido Comunista, que participou ativamente
do movimento de novembro de 1935, disse, referindo-se a Luiz Gonzaga: “(...) ele não
era nem herói nem militar na época. Era apenas um débil mental (...). Afirma o Sr.
Sizenando Figueira que foi quem matou o tal “soldado”, “em legítima defesa”,
adiantou.
Passado o período do movimento, resolveu então o comando da Polícia Militar alistar,
com data retroativa, o tal “Luiz Gonzaga”, única vítima fatal do movimento, como bem
disse o desembargador João Maria Furtado: “Entretanto, o major Luiz Júlio resolveu
alistar depois de morto Luiz Gonzaga como soldado da polícia que, assim, teve uma
morte de herói(...) Segundo um artigo do jornalista Luiz Gonzaga Cortez, intitulado “O
Comunismo e as Lutas Políticas no Rio Grande do Norte na Década de 30”, publicado
no Jornal “O Poti”, edição de 29/09/1985, diz: (...) Houve uma adulteração no relatório
da inssurreição, no qual Luiz Gonzaga teria sido inscrito como soldado depois dos
acontecimentos (...) O escritor Manuel Rodrigues de Melo, integralista á época dos
acontecimentos, comentou em entrevista: Muitos anos depois é que começaram a
falar nesse soldado...” No livro “Meu Depoimento”, publicado em 1937, o Dr. João
Medeiros Filho exibe anexo um relatório do delegado auxiliar Enock Garcia, que
referindo-se ás vítimas do movimento, não aparece o nome de Luiz Gonzaga. O
professor Homero Costa prossegue: “No dia 30 de novembro de 1935, portanto, logo
após a derrota da inssurreição, o governador Rafael Fernandes visita os quartéis do
21º BC e da Polícia Militar. Acompanhado pela imprensa, e não faz qualquer
referência á morte de soldado da polícia militar. No dia 5 de dezembro de 1935, o
coronel Otaviano Pinto Soares, comandante do 21º BC, em longa entrevista que
concedeu ao jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, detalha sua participação e
não faz também qualquer referência á morte de soldado da polícia militar. No entanto,
em documento datado de 7 de janeiro de 1936, o governador do estado envia ao
comandante da 7ª Região Militar o relatório do comandante da Polícia Militar (anexos
2, 3 e 4) datado de 23 de dezembro de 1935, em que diz: “... Após a retirada do
quartel foi atingido e morto por certeiros tiros do inimigo o soldado Luiz Gonzaga, que
na metralhadora pesada se salientara como um bravo(...). O fato mais curioso é que o
jornal oficial do governo do estado “A República” publica diversas matérias nos dias
subseqüentes á insurreição e não faz qualquer referência á morte de soldado da
polícia militar, nem que existisse tal soldado manobrando essa tal “metralhadora
pesada”.
Em 1980, o Dr. João Medeiros Filho, em outro livro - “82 Horas de Subversão” - ao
transcrever o mesmo relatório, acrescenta, como primeiro da lista, o “soldado” Luiz
Gonzaga, do batalhão Policial. Finalmente, no dia 12 de outubro de 1985, o jornal
publica uma carta do Dr. João Medeiros Filho, chefe de polícia á época, autor do livro
anteriormente citado, afirmando o mesmo que, “reconhece ter adulterado o relatório,
mas que o fez de boa fé”. Esta foi a prova maior de que a farsa foi realmente feita,
resistindo até os nossos dias, onde o “soldado” Luiz Gonzaga nasceu por “obra e
graça” do major Luiz Júlio, então comandante da Polícia Militar do RN, e que foi,
posteriormente, transformado em mártir e herói da “Intentona Comunista de 1935”,
Infelizmente, aquela era a hora de se fabricar “heróis”, e o herói foi feito. Hoje, Luiz
Gonzaga, o “soldado” mártir, é reverenciado como patrono da PM, tendo inclusive
uma medalha de mérito da corporação que leva o seu nome e um mausoléu no
cemitério do alecrim. “O feitichismo político exigia manipansos de farda. Escolheram-no para novo ídolo”.
Volney Liberato
Nos anos 30, nossa época de maior efervescência política e social, já não bastava a
simbologia que encerrava Luiz Carlos Prestes, Getúlio Vargas, Plínio Salgado, Café
Filho, Juarez Távora, José Américo de Almeida e de todos aqueles que levavam o
povo a pensamentos e ações. Já não bastavam os ânimos sempre acirrados, a
propaganda e a contra-propaganda ideológicas, os dogmas e as doutrinas... Já não
bastava simplesmente semear as idéias utópicas da luta sem a realidade da luta. Já
não bastavam as idéias, mas sim a prática.
Para se vivenciar a prática ideológica, fez-se necessária á constituição de “heróis”,
para que assim pudessem ser erguidos os totens e os monumentos eméritos e
beneméritos para a posteridade. Não a quem realmente de direito, mas sim para
aqueles a quem as circunstâncias e as oportunidades concederam toda a honra, mas
nenhuma glória, como é comum nesses partos ideológicos.
1935 – A grande forja de Heróis – De Doidinho a Batalha de Itararé
sábado, 19 de novembro de 2011
Candelariano pesquisa cordel do conjunto residencial.
Viver
Natal, 19 de Novembro de 2011 | Atualizado às 09:17Cordel resgata história do bairro Candelária
A literatura de cordel, forma tradicional da cultura popular, está ganhando cada vez mais espaço nas bibliotecas das escolas da cidade. De baixo custo e fácil acesso à população, os versos tem se transformado em uma ferramenta auxiliar pedagógica das instituições de ensino públicas e privadas. Com a proposta de resgatar aspectos geográficos, pitorescos e culturais do bairro de Candelária, zona sul de Natal, o poeta Manuel de Azevedo lançou um cordel, intitulado "Cordel do Candel - História de Candelária, que narra a história da comunidade, desde a sua fundação e pretende servir de apoio para pesquisas e estudos das escolas presentes no conjunto habitacional. Atuando com educação formal, Candelária tem hoje três escolas públicas, quatro particulares e uma faculdade.
Ainda de acordo com Manuel, a literatura une o clássico ao popular, além de congregar diversas artes, como música, poesia, cinema e novela. "Os cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e passaram a integrar a grade curricular das disciplinas lecionadas em diversas escolas da capital e interior do estado, despertando o prazer pela leitura nos jovens, já que, as obras abordam temas atuais, com uma linguagem clara e objetiva", pontua.
O projeto de construção do cordel foi realizado em parceria com o Conselho de Moradores de Candelária (Conacan), que busca com a iniciativa traçar um panorama histórico do bairro. Segundo Victor Vieira do Vale, presidente da entidade, a produção da obra é uma oportunidade para resgatar a identidade coletiva do bairro, bem como, contribuir para a comunicação interna da comunidade local. "O conselho tem esse objetivo de investir em projetos que venham gerar o crescimento de nossa comunidade. O cordel vai proporcionar aos nossos moradores, um conhecimento mais aprofundado sobre a sua história e seu povo", ressalta.
Professor, músico e poeta
Manuel de Azevedo é natural de Santana do Matos (RN). Sua paixão pela arte veio ainda criança, quando no rádio de casa e nas feiras livres, ouvia os poetas narrarem os versos de cordel. Ao todo, já teve 30 títulos de cordéis publicados, além de três livros de poesia. Atualmente, é professor, músico e poeta, e dedica seu talento as salas de aula, onde leciona Língua Portuguesa e Inglesa. Já integrou a diretoria de cultura do Conacan, no ano de 1989. Foi premiado em 3º lugar no Festival de Música Potiguar Brasileira 2011, promovido pela FM Universitária, com a música "Aurora na Serra de Santana", que remete à sua cidade natal. Já recebeu diversos prêmios e homenagens por seus esforços em prol da educação e valorização da cultura popular, além de ser sócio fundador da União dos Cordelistas do Rio Grande do Norte (Unicodern) e integrar a Caravana do Cordel, da Casa do Cordel, em Natal. Outras informações sobre o autor acesse: www.cordelpotiguar.blogspot.com.
Luiza Gualberto
Poeta Manuel de Azevedo diz que cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e aceitação
O lançamento da obra de Azevedo aconteceu ontem, sexta-feira (18), e marcou as comemorações alusivas ao dia do cordelista, celebrado hoje, sábado (19). Segundo o autor do cordel, que também mora em Candelária, um dos objetivos de lançar a obra, foi incentivar e valorizar a cultura popular no bairro, bem como, a prática da leitura. "Ano passado, lançamos o cordel Tibé - a saga de um cão de rua, que narra à história de um cachorro que viveu no bairro durante muitos anos e foi adotado pelos moradores. Com esta iniciativa, sentimos um maior interesse da população pela literatura de cordel", conta.Ainda de acordo com Manuel, a literatura une o clássico ao popular, além de congregar diversas artes, como música, poesia, cinema e novela. "Os cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e passaram a integrar a grade curricular das disciplinas lecionadas em diversas escolas da capital e interior do estado, despertando o prazer pela leitura nos jovens, já que, as obras abordam temas atuais, com uma linguagem clara e objetiva", pontua.
O projeto de construção do cordel foi realizado em parceria com o Conselho de Moradores de Candelária (Conacan), que busca com a iniciativa traçar um panorama histórico do bairro. Segundo Victor Vieira do Vale, presidente da entidade, a produção da obra é uma oportunidade para resgatar a identidade coletiva do bairro, bem como, contribuir para a comunicação interna da comunidade local. "O conselho tem esse objetivo de investir em projetos que venham gerar o crescimento de nossa comunidade. O cordel vai proporcionar aos nossos moradores, um conhecimento mais aprofundado sobre a sua história e seu povo", ressalta.
Professor, músico e poeta
Manuel de Azevedo é natural de Santana do Matos (RN). Sua paixão pela arte veio ainda criança, quando no rádio de casa e nas feiras livres, ouvia os poetas narrarem os versos de cordel. Ao todo, já teve 30 títulos de cordéis publicados, além de três livros de poesia. Atualmente, é professor, músico e poeta, e dedica seu talento as salas de aula, onde leciona Língua Portuguesa e Inglesa. Já integrou a diretoria de cultura do Conacan, no ano de 1989. Foi premiado em 3º lugar no Festival de Música Potiguar Brasileira 2011, promovido pela FM Universitária, com a música "Aurora na Serra de Santana", que remete à sua cidade natal. Já recebeu diversos prêmios e homenagens por seus esforços em prol da educação e valorização da cultura popular, além de ser sócio fundador da União dos Cordelistas do Rio Grande do Norte (Unicodern) e integrar a Caravana do Cordel, da Casa do Cordel, em Natal. Outras informações sobre o autor acesse: www.cordelpotiguar.blogspot.com.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Os maconheiros sujam lateral do túnel da marginal da BR.101-Sul.
Parte da face direita do túnel do Campus da UFRN, em Natal, (marginal da BR.101), ao lado de Candelária, está com novo "colorido" e letreiros ultrapassados e fumaçoesquizofrênicos. Na manhã de hoje, 2.11.11, passando pelo Campus, em direção àq Candelária, avistei as garatujas, milacrias e sujeiras feitas pelos aprendizes de artistas plásticos de araques, oriundos do submundo da "arte" esgoto. Parei o carro e fotografei. Minha atenção foi despertada por um letreiro ( não considero legenda, texto) que denota um pouco de poesia filosófica, vamos dizer assim.Motivo: é uma frase bem construída, mas não para o bem. Vê se você pode ler: "O sol é a ponta do baseado de Deus". As letras foram espreiadas na cor azul. Quando? Não sei. Mas que são chamativos para o uso da maconha não tenho dúvida. Vá lá para conferir. Você sabe o que é baseado? Baseado é o cigarro de maconha. Fico por aqui. Leia com atenção e tire as suas conclusões.
sábado, 29 de outubro de 2011
Relembrando Décio Holanda e o Bar de Lourival.
Drama e Tragédia
24-07-2011 às 21:47 - Comentar -Por François Silvestre
NO NOVO JORNAL
Na mais recente visita a Natal, chope com Décio Holanda e ida ao Azulão. Lá, o prazer de encontrar Juliano Siqueira e Racine Santos.
Depois, o Bar de Lourival. Esse é que fazia tempo. Ainda eram vivos o velho Lôro, seu filho Luciano e outros que já se foram. Encontrei Nicodemos, meu conterrâneo de Viçosa, a cara esculpida daquele bar. E olhando pra ele vejo o Prof. Melquíades a exclamar sobre tudo: “Pôxa vida, Nicodemos”!
Conversa de bar; definições, reflexões aos brados. A Inteligência ímpar de Juliano, a rouquidão teatral e sonetista de Racine. Duas figuras a quem deve muito a Cidade. Se bem que não é uma terra muito chegada ao reconhecimento. Pelo contrário, tem uma dificuldade enorme na edificação e uma compulsão quase orgástica no achincalhe. Mas é da sua natureza, nada há que se possa fazer para mudar. E mesmo que se mude tudo será pra que fique tudo do mesmo jeito, como na lição do “Leopardo” de Lampeduza.
Assim mesmo adorada pelas duas geografias: a de pedra, água e sal e a de carne e osso.
Pois bem. Cumprimentos de conhecidos; uns pela cara, outros pela voz. Nos bares todos são amigos. Até os inimigos. Ou melhor, nem há inimigos. Quando muito, intrigados. Serejo costumava dizer: “O bar de Lourival é um perigo”! Qual não é? Quem sai primeiro, deixa desprevenida a imagem diante do apetite da ausência.
No Azulão, esperto só sai por último. São os prevenidos. Castilho parece ser o ausente despreocupado. Autodenominado Diana, a pastora das duas cores, ele se julga livre das “línguas azuis”.
Os bares preservam a presença. Coisa que a internet acabou. A amizade virtual tem gosto de gelo. Chico Buarque descobre não ser tão amado quanto pensava.
Uma das discussões foi sobre a distinção entre Drama e Tragédia.
Aqui exponho minha distinção. Ou pelo menos a distinção que devo ter aprendido dos outros ao longo do tempo e incorporei como se minha fosse. Não é uma conceituação dos dicionários nem da consolidação vernacular.
Tragédia e drama não se distinguem pela intensidade ou brutalidade contida no ato. A tragédia diz respeito ao evento dramático que atinge pessoas de expressão social ou política, de tal modo que o acontecimento gera alterações na vida da sociedade. O drama é o trágico que só alcança a fronteira familiar ou a vizinhança. Seus efeitos não abalam a ordem política. Mesmo que seja mais terrível do que o evento da tragédia.
Na sabedoria popular dos circos, não havia tragédia. O palhaço anunciava pelas ruas: “Hoje tem drama. Amanhã tem comédia”.
No próximo texto vou tratar de Antígona. A tragédia que influenciou o Direito e a filosofia. A beleza libertária do direito natural, aquele que o poder nunca alcança impunemente. Té mais.
Transcrito de http://www.substantivoplural.com.br/
Na mais recente visita a Natal, chope com Décio Holanda e ida ao Azulão. Lá, o prazer de encontrar Juliano Siqueira e Racine Santos.
Depois, o Bar de Lourival. Esse é que fazia tempo. Ainda eram vivos o velho Lôro, seu filho Luciano e outros que já se foram. Encontrei Nicodemos, meu conterrâneo de Viçosa, a cara esculpida daquele bar. E olhando pra ele vejo o Prof. Melquíades a exclamar sobre tudo: “Pôxa vida, Nicodemos”!
Conversa de bar; definições, reflexões aos brados. A Inteligência ímpar de Juliano, a rouquidão teatral e sonetista de Racine. Duas figuras a quem deve muito a Cidade. Se bem que não é uma terra muito chegada ao reconhecimento. Pelo contrário, tem uma dificuldade enorme na edificação e uma compulsão quase orgástica no achincalhe. Mas é da sua natureza, nada há que se possa fazer para mudar. E mesmo que se mude tudo será pra que fique tudo do mesmo jeito, como na lição do “Leopardo” de Lampeduza.
Assim mesmo adorada pelas duas geografias: a de pedra, água e sal e a de carne e osso.
Pois bem. Cumprimentos de conhecidos; uns pela cara, outros pela voz. Nos bares todos são amigos. Até os inimigos. Ou melhor, nem há inimigos. Quando muito, intrigados. Serejo costumava dizer: “O bar de Lourival é um perigo”! Qual não é? Quem sai primeiro, deixa desprevenida a imagem diante do apetite da ausência.
No Azulão, esperto só sai por último. São os prevenidos. Castilho parece ser o ausente despreocupado. Autodenominado Diana, a pastora das duas cores, ele se julga livre das “línguas azuis”.
Os bares preservam a presença. Coisa que a internet acabou. A amizade virtual tem gosto de gelo. Chico Buarque descobre não ser tão amado quanto pensava.
Uma das discussões foi sobre a distinção entre Drama e Tragédia.
Aqui exponho minha distinção. Ou pelo menos a distinção que devo ter aprendido dos outros ao longo do tempo e incorporei como se minha fosse. Não é uma conceituação dos dicionários nem da consolidação vernacular.
Tragédia e drama não se distinguem pela intensidade ou brutalidade contida no ato. A tragédia diz respeito ao evento dramático que atinge pessoas de expressão social ou política, de tal modo que o acontecimento gera alterações na vida da sociedade. O drama é o trágico que só alcança a fronteira familiar ou a vizinhança. Seus efeitos não abalam a ordem política. Mesmo que seja mais terrível do que o evento da tragédia.
Na sabedoria popular dos circos, não havia tragédia. O palhaço anunciava pelas ruas: “Hoje tem drama. Amanhã tem comédia”.
No próximo texto vou tratar de Antígona. A tragédia que influenciou o Direito e a filosofia. A beleza libertária do direito natural, aquele que o poder nunca alcança impunemente. Té mais.
Transcrito de http://www.substantivoplural.com.br/
terça-feira, 25 de outubro de 2011
25 de outubro de 2011, às 07h47min
Governadora Rosalba Ciarlini visita obras do prolongamento da Prudente de Morais
Por Assecom-RN
A governadora Rosalba Ciarlini visitou na manhã desta terça-feira (25) as obras do prolongamento da Avenida Prudente de Morais, no local onde está sendo construído um dos túneis de acesso, na Rua Tamanduateí. Rosalba também esteve no trecho da via que já está concluída. Durante a vista, a governadora anunciou a construção de um complexo viário nos cruzamentos das avenidas Prudente de Morais e Integração.
A previsão é que a via, com 4,2 km de extensão, seja liberada para o tráfego em maio de 2012. A obra está com 60% dos trabalhos concluídos. Até o momento, foram realizados 50% da pavimentação e a construção de uma ponte. Na etapa atual, serão construídos dois túneis: um na Rua Tamanduateí e outro na Rua dos Caiapós. Para essa fase serão investidos mais de R$ 11,6 milhões. "Com a execução desses dois túneis vamos ter condições de liberar a obra em oito meses, o que vai facilitar muito o tráfego de Natal, lembrando que essa também é uma obra de mobilidade para a Copa de 2014", afirmou a governadora Rosalba Ciarlini.
A obra total inclui ainda a construção de um viaduto que fará a ligação com a BR-101, em Parnamirim. Os recursos já estão assegurados e o Governo do Estado espera apenas a liberação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). "Nós vamos retornar ao DNIT, em Brasília, porque essa obra envolve uma rodovia federal. Mas eu acredito que essa liberação deve ocorre muito em breve", garantiu Rosalba Ciarlini. Com a construção desse viaduto e as desapropriações necessárias, as obras terão um valor de R$ 64 milhões.
"Essas desapropriações nós estamos reavaliando e reestudando. O nosso projeto está sendo compatibilizado com o projeto do DNIT. Isso pode levar a uma redução no número de desapropriações, porque queremos uma obra de boa qualidade, que dê boas condições para o tráfego, com o menor número de desapropriações", explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Demétrio Torres.
Durante a visita, a governadora também anunciou a construção de um novo complexo viário, complementar às obras do prolongamento da Prudente de Morais. Os projetos estão em fase de elaboração e análise de recursos. "Hoje mesmo estou definindo outra obra que é fundamental para essa que estamos concluindo. É um complexo viário que vai desafogar o trânsito entre a Integração e o início da Prudente", revelou. Rosalba Ciarlini ainda afirmou que a obra do túnel na Avenida Maria Lacerda Montenegro está em estado avançado de construção.
A previsão é que a via, com 4,2 km de extensão, seja liberada para o tráfego em maio de 2012. A obra está com 60% dos trabalhos concluídos. Até o momento, foram realizados 50% da pavimentação e a construção de uma ponte. Na etapa atual, serão construídos dois túneis: um na Rua Tamanduateí e outro na Rua dos Caiapós. Para essa fase serão investidos mais de R$ 11,6 milhões. "Com a execução desses dois túneis vamos ter condições de liberar a obra em oito meses, o que vai facilitar muito o tráfego de Natal, lembrando que essa também é uma obra de mobilidade para a Copa de 2014", afirmou a governadora Rosalba Ciarlini.
A obra total inclui ainda a construção de um viaduto que fará a ligação com a BR-101, em Parnamirim. Os recursos já estão assegurados e o Governo do Estado espera apenas a liberação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). "Nós vamos retornar ao DNIT, em Brasília, porque essa obra envolve uma rodovia federal. Mas eu acredito que essa liberação deve ocorre muito em breve", garantiu Rosalba Ciarlini. Com a construção desse viaduto e as desapropriações necessárias, as obras terão um valor de R$ 64 milhões.
"Essas desapropriações nós estamos reavaliando e reestudando. O nosso projeto está sendo compatibilizado com o projeto do DNIT. Isso pode levar a uma redução no número de desapropriações, porque queremos uma obra de boa qualidade, que dê boas condições para o tráfego, com o menor número de desapropriações", explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Demétrio Torres.
Durante a visita, a governadora também anunciou a construção de um novo complexo viário, complementar às obras do prolongamento da Prudente de Morais. Os projetos estão em fase de elaboração e análise de recursos. "Hoje mesmo estou definindo outra obra que é fundamental para essa que estamos concluindo. É um complexo viário que vai desafogar o trânsito entre a Integração e o início da Prudente", revelou. Rosalba Ciarlini ainda afirmou que a obra do túnel na Avenida Maria Lacerda Montenegro está em estado avançado de construção.
Fonte: SECOM/RN - Portal de Notícias do Governo do RN.
Com abertura no América Futebol Clube
SEJUV promove 2º Conferência Estadual de Juventude
Por Assessoria Sejuc
A Subsecretaria de Juventude do Rio Grande do Norte (SEJUV), em parceria com a Comissão Organizadora Estadual (COE), promovem, neste sábado (29) e domingo (30), a 2º Conferência Estadual de Juventude. O evento será realizado no América Futebol Clube, no bairro do Tirol. São esperados mais de 700 delegados, escolhidos durante as conferências municipais e territoriais de diversos municípios do Rio Grande do Norte.
O credenciamento do evento será das 9h às 15h, do sábado, no local do evento. Será disponibilizado alojamento para os delegados do interior do Estado.
Durante o evento, os jovens potiguares terão um espaço aberto para dialogar, debater e ajudar o governo estadual e federal na elaboração de políticas públicas voltadas para os jovens.
Segundo o subsecretário da SEJUV, Rafael Motta, o evento é um momento para debater propostas de melhorias na política pública voltada para a juventude. “Queremos proporcionar aos jovens potiguares a oportunidade de participar das decisões sobre o futuro das políticas públicas, como democracia, participação juvenil, drogas, sexualidade, acesso à universidade e capacitação profissional, desenvolvidas em nosso Estado”, esclareceu Motta.
A 2ª Conferência Estadual da Juventude é uma das etapas preparatórias para a participação da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, de 9 a 12 de dezembro.
SECOM/RN - 25.10.11
O credenciamento do evento será das 9h às 15h, do sábado, no local do evento. Será disponibilizado alojamento para os delegados do interior do Estado.
Durante o evento, os jovens potiguares terão um espaço aberto para dialogar, debater e ajudar o governo estadual e federal na elaboração de políticas públicas voltadas para os jovens.
Segundo o subsecretário da SEJUV, Rafael Motta, o evento é um momento para debater propostas de melhorias na política pública voltada para a juventude. “Queremos proporcionar aos jovens potiguares a oportunidade de participar das decisões sobre o futuro das políticas públicas, como democracia, participação juvenil, drogas, sexualidade, acesso à universidade e capacitação profissional, desenvolvidas em nosso Estado”, esclareceu Motta.
A 2ª Conferência Estadual da Juventude é uma das etapas preparatórias para a participação da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, de 9 a 12 de dezembro.
SECOM/RN - 25.10.11
sábado, 22 de outubro de 2011
Décio Holanda, o boêmio barrado no clube de Martins.
Morre Décio Holanda
22-10-2011 às 8:50 - 4 Comentários -Legenda original: MURIÚ: DÉCIO HOLANDA CANTOU TODAS (foto copiada daqui)
Por e-mail o escritor François Silveste informa a morte ontem à noite do ex-funcionário da Fundação José Augusto Décio Holanda, uma das grandes figuras humanas de Natal, um boêmio com alma de poeta. Tive o prazer de trabalhar com ele na gestão de François na FJA. O velório está acontecendo no Morada da Paz da R. São José, às 15 horas haverá uma missa e em seguida o sepultamento.
Fonte: substantivoplural.com.br
Nota: Décio Holanda, certa vez, a serviço da Fundação José Augusto, em viagem de pesquisas sobre folclore e quetais, foi a Martins/RN e, após um dia de labuta, tentou entrar no CLEM, o clube das "elites" da serra, onde só entrava branco e rico. Foi barrado no baile, digo na entrada do clube pelos seguranças. Contam que Racine Santos estava lá. Eu nunca abordei o assunto com Racine, mas ele sabe do episódio. Então, tentei uma entrevista com Décio sobre o fato, mas não foi possível. Anos atrás eu publiquei um artigo sobre o último reduto do racismo de pé de serra. A verdade é que Martins foi o último bastião do preconceito étnico no Rio Grande do Norte. Conversei muito com Ismar Martins Paiva, o homem que foi mordido por um jumento, a respeito do episódio racista. "Converse com Chisquito, pois ele sabe de tudo, foi diretor do Clem e era quem dava as ordens durante a sua gestão", disse Ismar. Realmente, Chisquito mora em Lagoa Nova II e é católico fervoroso, praticante. Ildelita Xavier, martinense, confirmou que houve essa fase e justificou: "era a cultura da época". Na época, havia um homem, um juiz de direito da comarca local, que tinha uma boca de ferro que usava para avisar aos pobres e pretos que estava passeando na praça para se retirarem do local porque " aí é lugar para vocês". O homem tinha uma casa em frente da praça. Mas o CLEM é uma página virada na vida social de Martins.
Luiz G. Cortez.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
21/10/2011 às 6:01
Mais depressa aprendeu o Ocidente a justificar a barbárie dos que o Oriente a apreciar a democracia
Há outro vídeo chocante, que a VEJA Online botou no ar já ontem à noite, com Muamar Kadafi. Ele está ferido, derrotado, mas se nota que está lúcido. Ainda passa a mão na cabeça e certifica-se do sangue que escorre. Foi executado logo depois. Se quiserem ver, está aqui.
Já escrevi quão constrangedor e degradante para a condição humana é o conjunto da obra. Alguns idiotas estão dizendo que eu, que costumo ser tão implacável, fiquei de coração mole e que lastimo esses eventos porque, afinal, sou um crítico de Barack Obama etc. e tal. Eu defendi a guerra do Iraque, por exemplo (não vou reabrir esse capítulo; ver arquivo do blog), e igualmente censurei o triunfalismo homicida quando Saddam Hussein foi executado, em dezembro de 2006, há quase cinco anos, e o presidente dos EUA era George W. Bush.
Meus valores não mudam com o vento nem estão atrelados a um partido, a uma causa, a uma “luta”. O que mais deploro nas esquerdas, já escrevi aqui centenas de vezes, é justamente o relativismo moral. Não seria eu um relativista. Eu não gosto de relativistas. Não confiaria a eles a minha vida, a minha carteira ou aquele último bombom que deixei para comer na madrugada. Se preciso, um relativista rouba o meu dinheiro, entrega-me aos cães e come o meu doce. Ele só precisa se convencer de que o “povo” precisa da minha carteira, da minha vida e do meu bombom. Por isso não sou também amigo deles. Se julgarem necessário, não hesitarão em trair a minha confiança.
Sim, senhores! Posso compreender, sem jamais justificar, as circunstâncias em que as coisas se deram, os ódios acumulados, os ressentimentos no front da batalha… Mas não compreendo nem justifico a asquerosa reação dos ditos líderes mundiais, especialmente deste patético Barack Obama — hoje o perigo nº 1 a ameaçar o Ocidente —, diante de uma execução extrajudicial. As armas da Otan ajudaram o jihadismo a chegar à cúpula do poder líbio.
Se alguém quer saber qual é o perfil do novo poder na Líbia, basta prestar atenção às palavras de Mahmoud Jibril, chefe do governo de transição. Mesmo depois de as imagens terem corrido o mundo, evidenciando a execução, ele insistiu na versão oficial, segundo a qual Kadafi morreu numa troca de tiros. As imagens diziam uma coisa, e ele, com um ar muito sério e compenetrado, dizia outra.
Há pessoas que preferem afastar de si dilemas éticos e morais transferindo para terceiros a responsabilidade das escolhas que não conseguem fazer: “Eu tenho pena é das vítimas dele, isto sim!”, dizem. Eu também! Sempre o tratei aos pontapés aqui — quem o chamava de “amigo e irmão” era o Apedeuta. Sou contra, sim, a pena de morte, mas não é o destino dele em particular que me mobiliza e constrange. Eu insisto: a Líbia fez uma guerra civil — com a ajuda de EUA, França, Reino Unido e Otan — para pôr um fim ao arbítrio, às execuções extrajudiciais, aos massacres. Quem matou Kadafi, na melhor das hipóteses, foi a Lei de Talião. Um dado adicional: foram os franceses que atacaram o comboio em que ele tentava fugir, reiterando o desrespeito à resolução da ONU.
Oponho-me à pena capital — é um desses valores, como é a minha rejeição ao aborto, que estão na raiz de muitas outras escolhas que faço. Mas não ignoro que estados democráticos, com vigência plena do estado de direito, a apliquem. A única escolha ética aceitável dos rebeldes, JÁ QUE ATUAVAM EM PARCERIA COM A OTAN, QUE ESTAVA ALI COM MANDADO E MANDATO DAS NAÇÕES UNIDAS, era garantir a Kadafi o que ele jamais garantiu a seus inimigos: um julgamento justo. Teria sido certamente condenado, talvez à morte. É diferente de matar um adversário como se mata um porco.
Não são os muitos crimes cometidos pelo algoz de antes e eventual vítima de agora que vão determinar se faço esta ou aquela opção. EU NÃO PERMITO QUE BANDIDOS COMO KADAFI DECIDAM O QUE PENSO OU NÃO.
Encerro notando que certa herança marxista, presente mesmo em algumas cabeças no geral lúcidas, pretende que a história esteja sempre numa espécie de marcha para a frente, rumo ao progresso. Assim, a dita Primavera Árabe, de que aquele evento de ontem deve ser, então, o espinho, representaria a chegada dos árabes à Ágora inevitável da democracia. Lamento, meus caros! A democracia ainda não chegou aos árabes, mas, com certeza cristalina, a barbárie foi celebrada ontem pelas democracias. Com a execução extrajudicial de Kadafi, quem venceu foi o método Kadafi.
Mais depressa o Ocidente se tornou justificador do arbítrio do que os vários Orientes aprendizes da democracia. Kadafi está morto, mas vive naqueles que o mataram. Mais cinco anos de mandato, Obama levará o mundo à beira do caos. Se Deus e o eleitorado americano quiserem, seremos poupados deste arrogante diluidor de instituições e valores. Vamos ver.
Por Reinaldo Azevedo
Canteiro danificado.
Capitão Nilo assumirá vaga na Câmara de Vereadores.
Diante da possibilidade do afastamento do vereador Chagas Catarino (PP), em decorrência das sequelas dos ferimentos recebidos em acidente ocorrido na RN-316, trecho Brejinho-Monte Alegre, o terceiro suplente Capitão Nilo, da Polícia Militar e ex-presidente do Conselho de Moradores de Candelária, onde residiu, poderá assumir a vaga nos próximos dias. Motivo. Nilo é integrante do PP, enquanto os 1º e 2º suplentes, Ubaldo Fernandes e Haroldo Alves, mudaram de partido. Como a vaga é do partido/coligação do último pleito, ela será preenchida por Nilo. O líder do PP na Câmara, Albert Dickson, médico, que a vaga é do Capitão Nilo. Os médicos acreditam que Chagas Catarino precisará, no mínimo, de 60 dias, para se recuperar da parcial paralisia facial.
Caso assuma o cargo até o fim do mandato, em 2012, o capitão Nilo ampliará as condições de se eleger vereador, pois obteve mais de 2.500 votos em 2008.
Desde 31 de março passado, o capitão Nilo Henrique Nunes Caldas está adido à Diretoria de Pessoal do Comando da PM.
Caso assuma o cargo até o fim do mandato, em 2012, o capitão Nilo ampliará as condições de se eleger vereador, pois obteve mais de 2.500 votos em 2008.
Desde 31 de março passado, o capitão Nilo Henrique Nunes Caldas está adido à Diretoria de Pessoal do Comando da PM.
Entrevista do marinheiro que esteve em Natal em 1963.
Cabo Anselmo diz em entrevista ao Roda Viva que não se arrepende de nada do que fez
Plantão | Publicada em 17/10/2011 às 23h11m
Adauri Antunes Barbosa (adauri@sp.oglobo.com.br)
SÃO PAULO - Figura controversa da história do país, Cabo Anselmo, que ganhou notoriedade ao entregar parte dos companheiros de esquerda que lutavam contra a ditadura militar, disse na noite desta segunda-feira no Programa Roda Viva, que não se arrepende de nada do que fez, nem de ter entregado militantes à morte, assassinados em emboscadas armadas pelas forças de repressão. Ele sugeriu que a Comissão da Verdade investigue auxiliares diretos do ex-delegado do Dops Romeu Tuma, morto no ano passado, lembrando que o ex-senador do PTB paulista tinha "muito mais poder" que o também delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem o ex-militar prestava contas.
- Convivi com ele e me acostumei com isso. O doutor Tuma tinha muito mais poder que o doutor Fleury - disse, negando que soubesse que Tuma ou Fleury praticassem tortura. - Só me lembro do Henrique Perrone. Tuma, Fleury, todo mundo sabia da tortura.
Cabo Anselmo, ou José Anselmo dos Santos, foi expulso da Marinha depois de um motim, nos anos 60, e preso pela ditadura militar. Em troca da liberdade delatou perseguidos políticos ao delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops, incluindo sua namorada, Soledad Viedma, que acabou morta pela tortura. Cooptado pelos órgãos de segurança, tornou-se agente duplo e sua atuação foi decisiva para desmontar grupos de resistência armada urbana à ditadura.
- Me arrependo (apenas) de ter traído meu compromisso com a pátria, quando deixei a Marinha e passei para o lado da insubordinação - disse o ex-militar durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo.
Depois de integrar organização que reagia à repressão dos militares, ele contou que só começou a delatar os companheiros de esquerda após ter sido torturado, em 1971.
- Comecei depois do pau de arara, dos choques elétricos, daquele horror todo - disse.
Cabo Anselmo não se abalou a ser perguntado se não sentia algum tipo de remorso por ter sido o responsável pela chacina de seis pessoas, em Recife, com 14 tiros na cabeça, incluindo sua mulher, a paraguaia Soledad.
- Quantas pessoas assassinadas naquele tempo e com armas dos dois lados? Todos morreram com tiro em uma guerra declarada.
Soledad, que foi assassinada grávida, foi descrita por ele como uma "criatura doce", "carinhosa", "poetisa", "filha de dirigentes comunistas paraguaios" e que "escolheu" enfrentar os policiais da ditadura. Perguntado por que a havia traído, negou.
- Não traí - afirmou, lembrando que ela não lhe dava nenhuma informação.
Segundo a versão apresentada por Cabo Anselmo nesta segunda-feira no Roda Viva, as colaborações de delação que fazia eram feitas na época por um "sombra", Carlos Alberto, que o acompanhava sempre.
- O Carlos Alberto já seguia e fazia todo o trabalho para fora. O que acontecia ali eu não sabia. Naquele momento, não. Quem passava todas as informações era minha sombra, que era um homem do Fleury.
Cabo Anselmo disse também que nunca votou, por não ter documentos, mas "talvez" tivesse votado no candidato tucano José Serra, ex-governador de São Paulo, na última eleição presidencial.
- Talvez tivesse votado no Serra. Dos males o menor - afirmou.
Ele disse que poderia ir depor à Comissão da Verdade para falar o que fez pela repressão, quantas pessoas morreram, entre outras informações, mas impôs condições:
- Estou disposto a contar tudo isso desde que a comissão seja composta por gente tanto da direita quando da esquerda, que tenha objetivo de recompor os lados.
O ex-militar, que estima ter contribuído para a morte de até 200 pessoas durante o período do regime militar, reivindica indenização por ter sido prejudicado pelo regime ao qual serviu como delator. Apesar de não ter nenhum documento, nem carteira de identidade, cabo Anselmo, está pleiteando aposentadoria militarpor causa da expulsão da Marinha.
- Não quero indenização nem coisa nenhuma. Quero que se cumpra a lei, e se a lei espalhou milhões, não quero nada. Mas se houve uma anistia, fui expulso, então essa expulsão deixou de existir - disse, reivindicando: - Quero uma aposentadoria.
Ele disse ainda que vive atualmente com a "colaboração" financeira de três pessoas, empresários, "nunca ligados à força militar", que se "condoeram" de sua situação financeira. Ele não quis revelar os nomes dos doadores e nem detalhes da mesada que recebe, mas um amigo que o acompanhava afirmou que cada um dos três colabora com R$ 500 por mês.
Ele revelou que já teve muito medo de morrer, mas que hoje vive tranquilo.
- Tive muito medo. No começo tive muito. Hoje não, não temo mais nada - disse.
Em seguida ele teve de responder porque ainda vive escondido se não tem mais medo:
- Não gosto do barulho da cidade, da desinformação da cidade. Prefiro viver apartado de tudo isso, em silêncio.
Ele voltou a repetir porque decidiu trair seus companheiros de esquerda:
- Para ajudar a impedir uma guerra civil.
Ele admitiu que a questão de sua mulher Soledad, que entregou para a polícia, e foi morta ao lado de outros companheiros, não está resolvida.
- Não está resolvido, mas isso não significa que não possa ter razão para não viver tranquilo.
Ele não quis citar nomes:
- Não quero falar. Devo constranger determinadas pessoas e não quero falar.
Obs.: Segundo "Catolé", ex- marujo, Cabo Anselmo esteve em Natal antes do golpe de 1964, na condição de dirigente da Associação de Cabos e Marinheiros. Mas há quem diga que ele esteve em Natal nos últimos anos. Ou então, há um sósia dele aqui, morando em Natal e que frequentava o Café São Luiz.
sábado, 15 de outubro de 2011
Flamenguinho - um time de jovens da Cidade Alta, Natal.
Esta foto é de um time de adolescentes de Natal que jogavam na quadra de futebol de salão do SESC/Cidade Alta, por volta de 1962/63. Em pe, da esquerda para a direita, Pedro Galdino Alves, João de Deus - Bagadão, Luiz Nilson Barbosa Costa (goleiro) e Marcos Rebouças - Catotinha. Marcos é falecido. Agachados: Valder da Silva, Luiz Gonzaga Cortez, Alfredr ou Cotonho (?) e Didi, Edvaldo Lucena, que hoje reside em Recife. O instrutor de educação física era o Professor José Roque, que morava nas Quintas. Arquivo de Bagadão, ex-jogador do América de Natal.
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