quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ladrões corujas deixaram pouca coisa.

Os ladrões noturnos, os que só roubam à noite, quando todos dormem, deixaram pouca coisa no local do arrombamento do BB de Candelária, ocorrido ontem. Foi o segundo arrombamento no BB da farmácia Globo de Candelária. O trabalho da perícia do ITEP vai ser grande para analisar, grafologicamente, os dados escritos no caderno de anotações deixado pelos bandidos. Ninguém sabe se é um manual ou um caderno para confundir a polícia.

Foto de Luiz Gonzaga Cortez, 62 anos, ex-editor de Polícia da Tribuna do Norte e ex-repórter de jornais de Natal. 

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ITEP pericia o local do arrombamento.

 

Com acompanhamento de PMs do BOPE potiguar e policiais civis, tiveram que adentrar aos fundos da Lavanderia que funciona vizinho farmácia Globo, em Candelária. A perícia foi meticulosa e todos os objetos encontrados no local foram colocados em sacos plásticos para análises técnicas e investigações. Um morador disse que os ladrões podem ter agido rápidamente, pois deixaram cédulas e pedaços de cédulas espalhados no chão da farmácia. “Deviam estar muitos nervosos, poisnão mexeram em nada na farmácia”, disse uma pessoa que não quis se identificar. O estranho é que não foram achadas tintas no chão nem cédulas meladas de tintas, o que leva a crer que não foram usados explosivos na madrugada de hoje, 07, ou na noite de ontem, 6. Há fortes indicios de que osladrões escalaram a parede(muro) que separam os dois imóveis (farmácia e lavanderia). Chamem Poirot!!!!!!!!!S7303369

O buraco feito na traseira da máquina do BB.

Eis a foto do buraco feito pelos ladrões que, provavelmente, não usaram explosivos para arrombar a máquina e levar o dinheiro do BB de Candelária . Não deixaram os instrumentos de trabalho, apenas um caderno, um boné e poucas cédulas no corretor lateral do prédio vizinho à farmácia Globo. O buraco foi feito exatamente no centro da traseira da máquina do BB, o que levanta a suspeita de que os bandidos conheciam a área. Entraram pela cigarreira ou pela lavandeira? Eis a questão. Cadê os nossos Shelock Holmes para descobrir a autoria do crime? S7303374
Vai demorar muito para o local ser reabilitado pelo Banco do Brasil. Como tapar o buraco? Com uma chapa de aço da largura da parede no interior da farmácia.
Botaram uma lanchonete na frente que recebe clentes desconhecidos de todos os matizes; o local não tem câmeras e alarme presencial. Sem sistema de segurança, o local não comportaria um caixa eletrônico. Hoje , 1º de janeiro de 2012, completa 25 dias do arrombamento. E agora? Na semana passada, assaltaram novamente a casa lotérica. O local virou alvo fácil dos bandidos motoqueiros. Até quando?

Caixa eletrônico do BB.

A foto mostra o estado em que ficou a máquina eletrônica para as operações dos clientes do Banco do Brasil, nas dependências da Drogaria Globo, situada na avenida Prudente de Morais, em Candelária. o arrombamento de ontem ( ou de hoje?) foi o segundo naquele local, pois o primeiro teria ocorrido há oito anos, segundo informações de populares e moradores de Candelária, os principais prejudicados pelos bandidos noturnos. Não se sabe o montante do dinheiro levados pelos ladrões. Foto de Luiz Gonzaga Cortez.

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Ladrões deixaram rascunhos de assaltos?

Foi achado um caderno de anotações que os ladrões do Banco do Brasil de Candelária deixaram  no local do arrombamento. A perícia do ITEP vai analisar os dados e anotações para obter uma possível veracidade nos manuscritos. Foto de Luiz Gonzaga Cortez – repórter aos 62 anos.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

ÈPOCA publica reportagem sobre

HISTÓRIA - 02/12/2011 17h20 - Atualizado em 03/12/2011 00h40

As ações da CIA no Brasil

Os arquivos secretos da Marinha revelam como o serviço secreto americano
mantinha informantes infiltrados entre os comunistas brasileiros

LEONEL ROCHA, EUMANO SILVA E LEANDRO LOYOLA

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Manoel (Foto: divulgação)

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selo ultra secreto (Foto: reprodução)

Nos tempos da Guerra Fria, a atuação agressiva dos serviços secretos era um meio de ultrapassar as fronteiras da “cortina de ferro”, expressão usada para designar a divisão do mundo em áreas de influência dos Estados Unidos e da extinta União Soviética. Espiões infiltrados em governos, partidos e grupos armados tiveram participação determinante em muitos fatos históricos daquele período. A aura de mistério em torno dos agentes secretos criou mitos e inspirou o cinema e a literatura policial. Esse ambiente que mistura lendas e segredos de Estado forneceu farto material para denúncias e especulações sobre a influência da Central Intelligence Agency (CIA), o serviço secreto dos Estados Unidos, em acontecimentos relacionados à ditadura militar instalada em 1964.
Os arquivos secretos da Marinha obtidos com exclusividade por ÉPOCA ajudam a entender a nebulosa relação dos governos militares brasileiros com a agência de espionagem americana. Esta segunda reportagem sobre o conteúdo de mais de 2 mil páginas produzidas pelo Centro de Informação da Marinha (Cenimar) torna públicos, pela primeira vez, documentos da ditadura que comprovam o envolvimento direto de agentes da CIA em fatos ocorridos no Brasil antes e depois do golpe de 31 de março. Nos arquivos do Cenimar, a que ÉPOCA teve acesso, aparecem descritos dois casos de aliciamento de militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o “Partidão”, pela CIA. Um deles, um ano antes da tomada do poder pelos militares, informação que reforça a tese de envolvimento da CIA na preparação do golpe de 1964. Em março de 1963, segundo os documentos, Manoel dos Santos Guerra Júnior, o Guerrinha, militava no PCB quando recebeu a visita de um estrangeiro. De acordo com a versão documentada pelo Cenimar, o desconhecido falava com sotaque e se apresentou como agente da CIA. Sem fazer cerimônias, convidou o dono da casa para trabalhar como informante remunerado da agência americana.
mensagem707 CIA (Foto: reprodução)
Aos 30 anos, Guerra Júnior conhecia o PCB por dentro. Filho de um veterano comunista, tinha contatos com dirigentes estaduais do partido e atuava no comitê universitário. Sua primeira reação à oferta, dizem os documentos, foi dizer não. Em outro encontro, o visitante disse que fez a abordagem porque sabia que Guerra Júnior, em troca de dinheiro, colaborava havia algum tempo com o Cenimar e com o Conselho de Segurança Nacional (CSN), órgão de assessoramento direto do presidente da República. A revelação feita pelo visitante quebrou a resistência do brasileiro, de acordo com o relato do Cenimar. Guerra Júnior, afirma o documento, passou a trabalhar para a CIA com salário mensal de 60 mil cruzeiros, mais o aluguel de um apartamento e um emprego formal.
O caso narrado acima ficou registrado em um relatório de cinco páginas do Cenimar, produzido em 1964 e rebatido à máquina em abril de 1970. Para ter uma ideia do tratamento especial dado a essas informações, trata-se de um dos poucos documentos com tarja de “ultrassecreto” no material do Cenimar. Esses documentos fazem parte de um pacote de papéis identificado como Operação Master. A curiosa história de Guerra Júnior é contada em detalhes no texto produzido pela Marinha. Antes de ser aliciado pela CIA, Guerra Júnior recebia por mês, de acordo com o documento, 10 mil cruzeiros do Conselho de Segurança e 20 mil cruzeiros do Cenimar. Ele se tornou, segundo o Cenimar, um militante comunista e triplo agente secreto. O documento diz que o Cenimar continuou remunerando Guerra Júnior mesmo depois que ele passou a trabalhar para a CIA e para o Conselho de Segurança.
saiba mais
Advogado, Guerra Júnior hoje tem 79 anos e mora num apartamento de classe média em Copacabana, no Rio de Janeiro. Em entrevista a ÉPOCA, ele negou ter sido agente da CIA, do CSN e do Cenimar, embora tenha confirmado o uso do apartamento e o nome de pessoas com as quais mantinha relações. “Estas acusações são um absurdo”, diz Guerra Júnior. “Nunca fui informante e também não é verdade que eu tenha tido emprego no CSN. Estas informações são uma falsificação. Estes relatórios devem ter sido forjados por organizações anticomunistas para justificar a verba que recebiam do exterior”, afirma o advogado. Guerra Júnior diz ter sido integrante do PCB desde os 19 anos, alinhado com as orientações de Luiz Carlos Prestes, como o pai. Afirma ainda que, por causa da militância, esteve preso duas vezes. “Disseram no partido que eu era policial e, por isso, me afastei da militância depois do golpe. Eu me senti ameaçado”, diz.
Ele (agente da CIA) disse que queria informações. Eu disse que não podia fazer o trabalho "
Armênio Guedes, ex-dirigente do PCB
Os documentos da Operação Master reúnem informações sobre o período de 1963 até 1973. As relações do aparato de informação montado pelo regime militar no Brasil com a CIA nessa década permaneceram até hoje obscurecidas pela falta de documentos. O segundo caso relacionado à presença da CIA no Brasil registrado pelos arquivos da Marinha expõe detalhes dessa cooperação. No dia 3 de dezembro de 1972, o Jornal do Brasil publicou uma entrevista de página inteira com um homem de 43 anos que se apresentou como “Agente Carlos” e disse ter sido durante mais de dez anos colaborador direto de Luiz Carlos Prestes, secretário-geral e líder máximo do PCB. Ele afirmou que procurara o jornal para denunciar as “maquinações do Movimento Comunista Internacional”. Sem revelar sua verdadeira identidade, relatou como o PCB funcionava na clandestinidade e deu detalhes sobre as conexões com a União Soviética e com os partidos comunistas da América Latina. Boa parte das declarações do “Agente Carlos” se referia às movimentações de Fued Saad, dirigente do PCB responsável pela seção de relações exteriores do partido, e de Prestes, na época exilado em Moscou. O “Agente Carlos” disse ter-se arrependido da militância comunista depois de duas décadas no partido. Também afirmou que, durante muito tempo, foi assediado para se tornar informante no Brasil da KGB, o serviço secreto soviético. Deu também o nome de dois agentes da KGB no Brasil, Nikolai Blagushin e Victor Yemelin. Quatro dias depois da entrevista, o JB publicou a identidade verdadeira do denunciante. O “Agente Carlos” se chamava Adauto Alves dos Santos, integrante da seção de relações exteriores do PCB e auxiliar direto de Prestes.
“AGENTE CARLOS” Acima, reprodução de reportagem do Jornal do Brasil, de 1972, em que Adauto dos Santos, militante do PCB, denunciava as conexões internacionais do Partidão. Segundo os documentos do Cenimar, a entrevista foi arquitetada com a participação  (Foto: reprodução)
A atitude de Adauto ao buscar o jornal intrigou alguns dirigentes do PCB. Eles suspeitaram que a CIA tivesse participação no aparecimento público do auxiliar de Prestes. Naqueles anos, vários integrantes da cúpula do partido haviam sido procurados por agentes americanos, mas não havia provas da ação da CIA no episódio. Os arquivos da Marinha sugerem que a entrevista do “Agente Carlos” tenha sido orientada pela CIA. No dia 15 de setembro de 1972, um dos principais oficiais do Cenimar enviou ao então diretor do órgão, almirante Joaquim Coutinho Neto, dois documentos sobre a Operação Sombra, ambos relacionados à entrevista de Adauto. Um dos papéis tem o timbre do SNI e a inscrição “Presidência da República”. Em cinco páginas manuscritas, relata a formação de dois grupos de trabalho, um em Brasília e outro no Rio, ambos com representantes do SNI, do Cenimar e da CIA. O grupo do Rio tinha a missão de, entre outras medidas, criar condições para ouvir, com toda a segurança e sigilo, o “elemento infiltrado” pela CIA no Movimento Comunista Internacional (MCI). O homem foi tratado como “Sr. Sombra”. O plano relatado no documento incluía uma entrevista aos meios de comunicação para denunciar as “manobras do MCI”. Foi o que aconteceu nas páginas do Jornal do Brasil menos de três meses depois.
Um relatório preparado para o almirante Coutinho diz que o “informante” foi entrevistado pelo Cenimar na presença de um representante da CIA. O nome de Adauto, ou do “Agente Carlos”, não é citado no documento, mas o cruzamento das informações do Cenimar com a reportagem do Jornal do Brasil sugere que se trata da mesma pessoa. As referências ao comunismo internacional, à política latino-americana e ao comunista Fued Saad e à KGB são coincidentes. O “informante” também fala ao Cenimar de Nikolai Blagushin e Victor Yemelin, os dois soviéticos que mantinham contato com o PCB no Brasil.
ELE DISSE NÃO Armênio Guedes em sua casa, em São Paulo. Ele afirma que recebeu proposta para ser informante da CIA. Rejeitou. Depois foi enviado ao Chile pelo PCB  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA  )
A aparição pública de Adauto cumpriu um cronograma recusado por outros comunistas. Um dirigente do partido, Armênio Guedes, hoje com 88 anos e residente em São Paulo, diz que certa vez foi procurado por um sujeito com aparência de latino que, na opinião dele, era da CIA. “Ele me disse que sabia de minhas divergências com a ala do partido que defendia a luta armada e gostaria de informações. Assustado, eu disse que não podia fazer o trabalho. Alguns dias depois, por segurança, a direção do partido me mandou para o Chile”, afirma Guedes. Outro antigo dirigente do PCB, Givaldo Siqueira, afirma que sabia da infiltração da CIA no partido desde antes do golpe. “Os companheiros que eram abordados pela CIA e nos avisavam eram mandados para o exterior, mas não sabíamos de todos que eram procurados”, diz Siqueira.
Um fato ocorrido em 1987 deixou os comunistas ainda mais intrigados. Durante uma comemoração na Embaixada da União Soviética em Brasília pelos 70 anos da revolução russa, o dirigente comunista Salomão Malina reconheceu Adauto dos Santos entre os presentes. Revoltado, Malina pediu aos integrantes do PCB que se retirassem com ele. No dia seguinte, três representantes do partido estiveram na embaixada para pedir explicações. Não tiveram resposta. Na cúpula do “Partidão” ficou a suspeita de que Adauto também fora agente da KGB, além de informante da CIA. ÉPOCA tentou localizar Adauto em Brasília, em seu último endereço conhecido, mas o porteiro do prédio disse que ele não morava mais no local.
OS CANAIS OFICIAIS O presidente Castello Branco (à esq.) cumprimenta o embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, em Brasília, em 1964. Gordon sempre sustentou que a atuação dos EUA no  golpe de 1964 resumiu-se a medidas para retirar cidadãos americanos  do Bras (Foto: arq. AE)
O envolvimento dos Estados Unidos com a ditadura brasileira pouco aparece em documentos oficiais. Registros revelam que, desde 1962, a CIA informava o governo americano das movimentações militares e civis contra o governo João Goulart. Os americanos negam ter participado diretamente do golpe que derrubou o presidente João Goulart em 1964 e colocou o marechal Humberto Castello Branco no poder – embora tenham mobilizado navios de guerra e petroleiros rumo ao litoral brasileiro no episódio conhecido como Operação Brother Sam. Numa carta escrita ao historiador Ronaldo Costa Couto, chefe da Casa Civil no governo José Sarney, o embaixador dos EUA no Brasil na ocasião do golpe, Lincoln Gordon, disse que o objetivo da frota era ajudar cidadãos americanos a deixar o Brasil se eclodisse uma guerra civil. “Estes arquivos da Marinha são fundamentais para o esclarecimento do passado recente do Brasil”, afirmou Costa Couto a ÉPOCA.
O historiador americano Peter Kornbluh, analista do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, afirma que até hoje não haviam aparecido documentos com referências diretas à contratação pela CIA de agentes no Brasil. “Sabemos que existiram operações secretas da CIA na América Latina”, afirma Kornbluh. “Mas não conheço documentos que mostrem atividades assim no Brasil.” Os documentos revelados por ÉPOCA, segundo Kornbluh, podem suscitar novas buscas nos arquivos da CIA. “Com esses papéis, podemos tentar desclassificar documentos da CIA (referentes a essas atividades no Brasil)”, diz. Segundo ele, é um processo longo, que pode demorar entre quatro e cinco anos.
A REDE Um dos poucos documentos ultrassecretos do Cenimar afirma que havia uma rede de espionagem da CIA funcionando em território nacional antes do golpe militar de 1964 (Foto: reprodução)

O CONVITE O texto diz que Manoel dos Santos Júnior foi procurado por um estrangeiro e recebeu proposta para trabalhar como informante da CIA no Brasil em março de 1963 (Foto: reprodução)

A ASSOCIAÇÃO Documento do SNI, arquivado no Cenimar, trata da associação  dos serviços secretos brasileiro e americano. Diz o texto: “Organizar dois grupos de trabalho com elementos do SNI, CIA e Cenimar”  (Foto: reprodução)

O SOMBRA Documento do Cenimar para o ministro da Marinha informa sobre a Operação Sombra. A operação foi a entrevista de Adauto dos Santos ao JB, denunciando atividades dos comunistas (Foto: reprodução)

JUNTOS O texto afirma que agentes do Cenimar falaram com Sombra junto com um agente da CIA (Foto: reprodução)

Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970

3 de dezembro de 2011 às 9:11 - 2 Comentários

REDAÇÃO ÉPOCA
A RÉ DILMA – Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar)
A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Posto Policial tem telefone

Enquanto os telefones públicos estão sumindo, por decisão da concessionária de telefonia - OI -, ou destruídos pelos vândalos e noiados noturnos, o posto policial de Candelária continua funcionando em regime integral e está com uma linha telefônica à disposição da população, através do número 3232.7116. O posto funciona defronte ao Colégio Estadual Walfredo Gurgel e parada de ônibus, na rua Bento Gonçalves, em terreno do CONACAN, que paga as contas de água e energia. O posto foi construído na administração de Nilo Caldas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

From: fagara1@hotmail.com
To: mariacidadedosol@hotmail.com
Subject: PEIXE PANGA - Muito cuidado
Date: Wed, 23 Nov 2011 21:24:53 +0000


GEnnnteeeee, cuidado!!! no Divino fogão do midway já vi o peixe panga sendo servido.... é melhor não correr o risco!!!




Depois de importar lixo hospitalar dos EEUU: lençóis usados por veteranos de guerra no EUA viram roupa de cama em hotel de PE-...
Outra barbaridade com o povo brasileiro...

Os nossos Supermecados, estão importando da Ásia, graças a globalização.
Para nós comermos. É caso de polícia. Leiam e tirem as suas conclusões!!!!
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Caros amigos,
Em algumas oportunidades tive o desprazer de observar o malfadado peixe branco, sempre servido em self-services e/ou "à la carte."
(Entre os restaurantes onde pode ser encontrado o "gourmet" o cliente faminto terá mais opção do se pensa em self-services)
Em um self-service, tive a curiosidade de ver melhor o peixe no meu prato.
Ao abrir a posta do peixe notei que a massa estava impregnada de filamentos.Encostei o prato, retirei guardanapo parte do peixe e levei para analise. Os filamentos, na verdade, eram vermes de até dois cm.

PANGA ou PEIXE-GATO

Procurei me informar, lá mesmo no caixa, da origem do peixe e fui informado que se tratava de peixe asiático.
Após análise da porção amostrada tirei minhas conclusões que são coincidentes com as informações prestadas:
- peixe asiático de água doce, proveniente de rios extremamente poluídos de excrementos, dejetos e toda sorte de poluição biológica, física e química devido, entre fatores diversos, à maciça ocupação de barcos que servem de vias e moradias que constituem aglomerados populacionais de pessoas carentes de serviços sanitários e salutares.

Esse ambiente condiciona por si só o desenvolvimento e procriação de víveres adaptados a esse habitat degenerativo.
O nível de poluição dessas águas é tamanha magnitude que as próprias pessoas que, por lá convivem, têm nojo e repugnância dos víveres dessa água. Essas condições associadas viabilizam a proliferação exacerbada de peixes que ressalta aos olhos dos especuladores inescrupulosos que conseguem com tremenda facilidade realizar farta e rentável "pescaria" para a venda dos seus produtos no terceiro mundo afora - de quebra no Brasil.
ASAE - SOCIEDADE AMERICANA DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS
Peixe Panga - PERIGO para a SAÚDE PÚBLICA



Há pouco tempo descobri um novo peixe, aparentemente perfeito: filetes muito branquinhos, frescos ou congelados, sem espinhas e a bom preço no supermercado... claro que decidi experimentar...
A minha primeira impressão do sabor do peixe não foi a melhor, (embora fosse a única a encontrar algo estranho, pois é um sabor muito ténue...)
Hoje voltei a comer, e tal como da primeira vez que provei este peixe não melhorou a impressão do sabor...Acabei de almoçar e pesquisei e encontrei o texto que envio abaixo.
NOTA - achei por bem enviar, porque muitos de vocês já terão provado e gostado...
O Peixe Panga: a nova aberração da globalização


O panga é um peixe de cultura intensiva/industrial no Vietnam, mais exatamente no delta do rio Mekong e está a invadir o mercado devido ao seu preço.

Eis o que deve saber sobre o Panga:

Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsénio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subprodutos do crescente setor industrial, metais pesados, bifenilos poli clorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).

O rio Mekong é um dos rios mais poluídos do planeta.
(Na guerra do Vietnã o último recurso americano foi jogar o "agente laranja"(desfolhante e cancerígeno).

Não há nada de natural nos Pangas - Eles são alimentados com restos de peixes mortos, ossos e de solo seco, transformados numa farinha, com mandioca e resíduos de soja e grãos. Obviamente, este tipo de alimentação não tem nada a ver com a alimentação num ambiente natural.

Ela não faz do que assemelhar-se ao método de alimentação das vacas loucas (vacas que foram alimentadas com vacas, lembra-se?) A alimentação dos pangas está completamente desregulada...
O panga cresce 4 vezes mais rápido do que na natureza ...
Além disso os pangas são injetados com PEE (alguns cientistas descobriram que se injetassem as fêmeas pangas com hormonios femininos derivados de desidratado de urina de mulheres grávidas, a fêmea Panga produziria os seus ovos muito rapidamente e em grande quantidade, o que não aconteceria no ambiente natural (uma Panga passa a produzir assim aproximadamente 500.000 ovos de uma vez).
Basicamente, são peixes com hormonios injetáveis (produzidos por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução.. Isso não pode ser bom.

Ao comprar pangas estamos colaborando com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.

Este comercio está sendo aceito por países que os vendem ao público em geral, sabendo que estão vendendo produtos contaminadas.

Nota: devido à prodigiosa quantidade de disponibilidade de Pangas, este irá acabar em outros alimentos: surimi ( alimentos com pasta de peixe), peixe terrines e, provavelmente, em alguns alimentos para animais. ( cães e gatos!)
Diz-se que comer peixe é bom para a saúde, mas é preciso ter cuidado!!!!





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Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
Atualizado em 05/09/2011

Este poema lhe reconforta?


Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Ele tem 17 anos e mora no Sítio Três Altos, a 5 quilômetros do centro da cidade de Almino Afonso, no Oeste do Rio Grande do Norte, onde cursa o terceiro ano numa escola da rede estadual de ensino.
Filho de Francisco Vicente Vieira, analfabeto e sem trabalho, e de Mara Núbia Bezerra, dona de casa e sem muito estudo, Danilo Bezerra Vieira é um exemplo raro de brasileiro que os setores da Educação desconhecem.
Sozinho, o menino que tem como ídolo Juscelino Kubistchek, construiu um pedaço de um sonho que ainda tem muito a ser erguido. Juntou os livros que tinha em casa e na sala sem reboco de sua casa simples, montou uma biblioteca.
Sem apoio e provando que muitas vezes vale a força própria para ganhar o reconhecimento, Danilo não precisou de prefeito, governador…mas de seu esforço e talento para chegar a Brasília como vencedor de um concurso de redação. Tema: Juscelino Kubistcheck.
Foi destaque no Senado, que hoje lhe é devedor. Ainda não entregou o notebook que ele ganhou por ter vencido o concurso.
Na semana passada voltou a Brasília. Foi a convite do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, que na festa de 47 anos de fundação, exibiu um documentário onde um dos personagens é Danilo.
O menino que orgulha o Rio Grande do Norte, mas que o Rio Grande do Norte ainda desconhece, é o entrevistado de hoje do quadro Fim de Semana.

Thaisa Galvão Como surgiu a ideia da Biblioteca e por que a homenagem a Juscelino Kubistchek?
Danilo Bezerra Surgiu do interesse em tornar acessível à comunidade um acervo de livros que tinha. O conhecimento deve estar aberto a todos. Eu homenageei o JK por que sou admirador deste homem público, sei de toda sua vida, e faço um paradoxo da construção de Brasília com a
biblioteca.
Thaisa Galvão Você recebeu algum apoio?
Danilo Bezerra - Não. Apenas recebemos livros da Secretaria de Educação Estadual. Fora isso só a comunidade local e órgãos federais.
Thaisa Galvão Sua biblioteca está localizada na zona rural?
Danilo Bezerra Sim, a 5 km da sede do município.
"Eu homenageei o JK por que sou admirador deste homem público, sei de toda sua vida, e faço um paradoxo da construção de Brasília com a biblioteca."
Thaisa Galvão - Quantas visitas em média a biblioteca recebe por semana?
Danilo Bezerra Uma média de 15 a 50 visitas.
Thaisa Galvão - Como foi que o seu trabalho chegou a Brasília?
Danilo Bezerra Ano passado escrevi a melhor redação do Estado em um concurso de redação do Senado Federal e estive lá. Deu uma visibilidade maior ao meu projeto. Enviei um documento aos órgãos federais contando minha história.
Thaisa Galvão - Você foi a Brasília outra vez, foi recebido no Senado, com direito a discurso? Como foi isso?
Danilo Bezerra Estive no Senado para conceder uma entrevista e conhecer o senador Pedro Simon, o qual ficou emocionado com meu projeto. Ele citou minha visita na sessão plenária do dia seguinte.
Danilo com a mãe Mara Núbia e o senador Pedro Simon
Thaisa Galvão - Depois disso veio o IPEA que foi a Almino Afonso registrar o seu trabalho para um documentário. Como foram as gravações?
Danilo Bezerra Quando o Ipea viu um presidente de biblioteca com 17 anos, o instituto viu o potencial e que com a ajuda dada para mim na doação do conhecimento produzido, estava cumprindo sua missão de disseminar o conhecimento. As gravações duraram dois dias, na Escola Estadual Ronald Neo Júnior,onde eu estudo, e na minha casa.
Thaisa Galvão - Na semana passada você voltou a Brasília para o lançamento do documentário?
Danilo Bezerra - Terça (13), na presença do instituto, autoridades, empresários, pesquisadores e universitários participei da exibição e discursei para uma platéia lotada. Acompanhado-me estava minha mãe, Mara Núbia e a secretária estadual de Educação, Betânia Ramalho.
Thaisa Galvão - Pelo que tenho sentido o seu trabalho tem sido mais reconhecido em Brasília do que na sua cidade…
Danilo Bezerra - Infelizmente, as autoridades municipais não deram uma contribuição efetiva para minha obra social.
Thaisa Galvão - Você tem algum objetivo que ainda não tenha alcançado em relação à biblioteca?
Danilo Bezerra - Sim, quero no futuro poder transformá-la em um instituto de pesquisas sociais para a sociedade e um mecanismo de propagação da cultura e educação no Estado.
Thaisa Galvão Você espera que tipo de apoio depois do reconhecimento?
Danilo Bezerra - Poder proporcionar uma condição física melhor. A biblioteca é na sala de casa. Não disponho de matérias eletrônicos para a biblioteca. Até ganhei um notebook do Senado ano passado mas não recebi ainda.
Thaisa Galvão - Como fazer para doar livros para a biblioteca JK?
Danilo Bezerra - Os interessados podem entrar em contato através do e-mail http://mce_host/compose?to=dnlbzrr@gmail.com
Thaisa Galvão Na sua família tem algum educador? Quem são seus pais, o que eles fazem?
Danilo Bezerra - Não. Meu pai é analfabeto, agricultor, mas hoje não trabalha mais devido um acidente de motocicleta. Minha mãe tem o ensino fundamental incompleto, dona de casa. Meus país são os maiores professores que tenho, sou um reflexo dos dois.
Thaisa Galvão O que você está cursando agora e quais seus planos profissionais?
Danilo Bezerra Estou no terceiro ano, pretendo realizar o vestibular para dois cursos: Direito e Comunicação Social.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Partiu Zé Cabral.


Soube na manhã de hoje, 29, que o grande José Cortez Cabral, o popular Zé Cabral, dono de um bar em Candelária, bastante frequentado pelos boêmios, amigos e conterrâneos do Vale do Assu. Zé faleceu no dia 09 de novembro e sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Parnamirim. A previsão é que a missa de 30º Dia ocorra no dia 8 de dezembro. Este repórter está meio desatualizado. O motivo? Não sei. Talvez porque tenha diminuído a freqüência aos bares e botecos de Candelária, principalmente no eixo da tesoura, onde não escapa ninguém de duas ou três línguas (uma delas altamente venenosa). Que Deus o tenha, grande Zé Cabral, homem simples, pacato e honesto, pois nunca cobrou uma conta fictícia de ninguém.
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Pará e São Paulo: Estados que mais depredam "orelhões".

"Vandalismo: Pará em 1º lugar; São Paulo é 2º. Esta é a classificação nacional do vandalismo contra orelhões".
Gilvan Marques
Do UOL Notícias, em São Paulo
 
Pará, São Paulo e Acre são os Estados brasileiros onde os orelhões mais “sofrem” com atos de vandalismo. Bahia e Sergipe registram os menores números. Os índices foram apurados pela reportagem do UOL Notícias junto à Oi e à Telefônica, as duas principais operadoras de telefonia fixa nas 27 unidades federativas do Brasil. Ambas respondem por 67,3% do setor no país.

Orelhões depredados por Estado

No Pará, entre os meses de janeiro e outubro de 2011, dos cerca de 30 mil orelhões distribuídos em 144 municípios, cerca de 8.400 por mês –28%– foram danificados por ações de vandalismo. Em São Paulo, nos mesmos dez primeiros meses de 2011 foram depredados por mês 25% dos aparelhos instalados no Estado. No Acre, o índice mensal de depredação é de 24%.
Em muitos casos, embora a depredação não seja visível, o aparelho pode apresentar defeito devido a pancadas e por introdução de materiais estranhos. Pichação e roubo de componentes também são incluídos como atos de vandalismo.
A Telefônica, concessionária responsável pela prestação do serviço em São Paulo, informou que investe em ações para o combate ao vandalismo por meio de instalações de dispositivos de segurança, atualização constante de softwares e troca de componentes. Por ano, a empresa gasta R$ 19,2 milhões.
Tanto a Oi quanto a Telefônica informaram manter centrais de atendimento à disposição de seus clientes, 24 horas por dia, sete dias da semana. De acordo com normas estabelecidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), após comunicada a depredação, a operadora tem prazo de oito horas para reparar o equipamento.
Caso ultrapasse esse período, a empresa pode sofrer multa que varia entre R$ 350 e R$ 1.575. Já a infração relativa à falha do sistema de supervisão, por exemplo, pode ocasionar multa entre R$ 35,6 mil e R$ 160,2 mil, dependendo da prestadora.

Resultado do vandalismo

  • Moacyr Lopes Junior/Folhapress Orelhões danificados são deixados para manutenção em São Paulo

 

Além da Anatel, a pessoa pode entrar também com uma reclamação no Procon. Para Fátima Lemos, assessora técnica da diretoria de atendimento do órgão de proteção ao consumidor, “a planta de telefones públicos foi abandonada pelas empresas”.
Em sua percepção, falta higienização e manutenção. E sugere: “A Anatel precisa lançar metas de qualidade às concessionárias, além de monitoramento e fiscalização”, disse Fátima.

Crime

Segundo Cláudio José Pereira, professor do curso de direito da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), a pessoa que depreda telefones públicos pode sofrer uma ação penal por crimes de danos e uma ação civil indenizatória promovida pela concessionária.
A pena varia de seis meses a um ano de prisão, mas pode ser alternativa, como a participação em cursos educativos ou no trabalho da reparação daquilo que foi destruído. Se, porventura, o indivíduo utilizar explosivo ou algum tipo de substância inflamável, a pena se agrava. Neste caso, pode chegar a três anos de detenção.
Fonte: UOL. 29.11.11

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O autor Fábio Venturim está corretíssimo! Parabéns!   


É de Brasília...?.

"Por que tudo o que acontece é de Brasília?
Você liga na Band é o Datena dizendo “ô de Brasília”,
se falam de corrupção “vem de Brasília”,
se meteram a mão na grana “foi de Brasília”.
Tudo o que de ruim acontece vem de Brasília.

Chega! Brasília não é a privada do Brasil.
Somos uma população de 2.606.885 habitantes (segundo o IBGE em 2009). Dos 81 senadores que aqui aportaram, somente 3 são de Brasília.
Dos 513 deputados federais, 8 são nossos.
Nossos, não, pois, mesmo os que representam Brasília dificilmente são originários daqui. Portanto, se aqui tem lixo, veio daí, do “seu” estado. O lixo é seu. Você votou nele.
Se já não bastasse termos um dos maiores custos de vida do Brasil devido aos altos salários dos representantes do “seu” estado, ainda temos que agüentar isso.
Somos 2.606.885 trabalhadores e estudantes, pais e mães de família. Acordamos cedo, ralamos o dia inteiro e temos que esbarrar todo dia no representante do “seu” estado.
Chega! Exigimos respeito.
Aqui não tem só político.
Lembre-se: se o cara é corrupto, ele é espelho do SEU voto, portanto, espelho SEU. Então, pense melhor antes de colocar seu voto dentro da urna. Brasília agradece."
(por Fábio Venturim)

domingo, 27 de novembro de 2011

Gilmar, da Montana, se defende.



NOTA DE EMPRESÁRIO


"Vitima de espetáculo midiático”


O empresário Gilmar Lopes, que conheci como vendedor de tintas Coral, na SACI do Alecrim, be fazendo fretes, no inicio da década de 80 do século passado, publicou nota ontem. Ele estava preso no quartel da PM, onde sofreu um ataque de hipertensão.
postado por às 13:00:20

NAHORAH -SOLIDÁRIA, vou transcrever a nota que recebi da empresa jornalistica de Flávio Marinho, ASSESSOR DE IMPRENSA , da Construtora Montana.

Segue a nota:


·        Do leito hospitalar onde me encontro, assisto com revolta, indignação e tristeza o meu nome ser jogado numa vala comum entre supostos corruptos e corruptores. Sempre pautei a minha vida pessoal e profissional sob os alicerces do trabalho, da família, do respeito e da honestidade. Não posso, portanto, ficar calado diante das acusações sem provas que fazem contra a minha pessoa.


       Tive a minha casa e escritório devassados, fui preso e hospitalizado, me vejo condenado sem julgamento, com o meu nome negativamente exposto perante a sociedade, envolto em um ‘mar de lama’.

·        No entanto, os meus acusadores não apresentam – e não vão apresentar porque não existe – uma única prova, cabal, consistente e fulminante, que indique que eu me beneficiei de dinheiro público, que recebi ou ofereci propinas, que fui corrompido ou que sou agente corruptor.

·       Mesmo sem ser protagonista de qualquer ato de corrupção passiva ou ativa, estou com meus bens seqüestrados, impossibilitado de movimentar os meus negócios.
·        A decisão judicial que me veta o direito de exercer a minha vida empresarial, penaliza também  180 famílias de operários e trabalhadores sérios e honestos, privados agora de receber seus vencimentos e vantagens como o 13º salário.
·        Continuo preso, sofrendo de uma privação de liberdade temporária, cuja legalidade é questionável, pois o Ministério Público já colheu os objetos que julgou necessário para subsidiar a ação investigativa.
·       Confio na Justiça do meu estado e desafio a quem quer que seja que apresente as provas dos crimes que me acusam, ou me esqueçam.
·        Não posso continuar a ser usado como ‘bode’ expiatório de um espetáculo midiático do qual eu sou vitima e não réu.
·        Reafirmo a minha inocência e enfatizo que em nenhum momento cometi qualquer ilicitude, nem atos que possam envergonhar a minha família, meus amigos, parceiros comerciais, colaboradores e a sociedade potiguar como um todo.
José Gilmar de Carvalho Lopes

·       Desde o primeiro momento em que o meu nome foi envolvido nesse assunto, sempre procurei ser claro, positivo e transparente nos questionamentos que me foram feitos, até como forma de poder dar ao MPE a oportunidade e as condições de separar o joio do trigo.

       È preciso que se diga que o meu relacionamento com o grupo Inspar se deu tão somente no âmbito comercial. Sou construtor e a minha construtora – como poderia ter sido qualquer uma do nosso estado – foi a escolhida para erguer os prédios onde funcionaria as bases de prestação de serviço de inspeção veicular.
·        Trabalhei, investi, fiz obras pelas quais não recebi um único centavo. Fiquei no mais completo e absoluto prejuízo.

Nota à sociedade potiguar
Fonte: Coluna Hilneth Correia - Tribuna do Norte, 26.11.11

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Doidinho"

Doidinho era o apelido do doente mental "Luiz de Né", de Sacramento, hoje Ipanguassu, que levou um tiro de Sizenando Filgueira, e caiu estatelado no mangue do hoje chamado Passo da Pátria, em 26 de novembro de 1935, em Natal.
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domingo, 20 de novembro de 2011

A insurreição comunista de 23 de novembro de 1935.

Um pouco da história de "Doidinho", que virou herói de araque anos depois da tentativa de golpe militar contra Getúlio Vargas.

Um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga.

Durante sete décadas acreditou-se – porque assim foi oficialmente instituído – o fato
de que um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga, pertencente à corporação da
Polícia Militar do Rio Grande do Norte, teria sido o único e grande herói da
Inssurreição Comunista de 1935, que ocorreu em Natal, quando rebeldes do 21 º
Batalhão de Caçadores, liderados pelo sargento Quintino Clementino de Barros e pelo
cabo Giocondo Alves Dias, aliançados com células do Partido Comunista do Brasil
(na época PCB) e com organizações de esquerda da capital, dominaram a sede do
batalhão e metralharam o quartel da PM, saindo vencedores, materializando assim o
primeiro governo marxista-leninista das Américas, que durou exatamente 82 horas, do
dia 23 ao dia 27/11/1935, para o qual foi constituída um Comitê Popular
Revolucionário (CPR), composto pelos seguintes membros:
Quintino Clementino de Barros, 36 anos, sargento-músico do Exército – Secretário de
Defesa;Lauro Cortês Lago, 36 anos, funcionário público estadual – Secretário do Interior e Justiça;José Macedo, 33 anos, Diretor dos Correios – Secretário de Finanças;João Galvão, 33 anos, Secretário do Atheneu – Secretário de Viação;José Praxedes, 36 anos, sapateiro – Secretário de Aprovisionamento.

Geralmente, quando se fala na Intentona Comunista de 35, relembra-se logo as
quarteladas do Recife e do Rio de Janeiro, e incluí-se aí, erroneamente, Natal como
parte integrante dessas quarteladas. É bem verdade que os movimentos comunistas
deflagrados no Recife e no Rio de Janeiro, foram realmente intentonas, pois lá,
nessas capitais, o movimento não tomou corpo e forma, como ocorreu em Natal. Na
capital potiguar houve realmente uma inssurreição, onde progrediu para o
enfrentamento bélico, culminando com a vitória dos inssurretos e a instalação de um
governo provisório, mesmo que esse tenha durado tão somente 82 horas. Mas, é uma
pena que alguns autores não queiram aceitar essa verdade histórica e ainda
prossigam subvertendo a ordem natural do desenrolar dos nossos fatos históricos.
Assim conta a história permitida ...
Após ás 14h00 do dia 24 de novembro, quando a resistência do Quartel da Polícia,
representada por dois oficiais e quarenta e seis soldados, sem munição, é obrigada a
abandonar o front pelos fundos do prédio, numa passagem que dava para o Rio
Potengí, retirada esta comandada pelos majores Luís Júlio e Pinto Soares, um
inssurreto defronta-se com um “soldado” agachado, ás margens do Rio, portando um
fuzil. Quando o tal “soldado” avistou os inssurretos, levantou-se rapidamente, aidna
segurando a arma, quando foi alvejado por um único e certeiro tiro, tombando sem
vida. Sobre isso escreveu Home Costa:...No combate do quartel da polícia militar
foram feridos os sargentos Celso Anselmo Pinheiro e Celso Dantas Neto, o cabo
Severino Mendes e os soldados Antônio Jósimo e Antônio Gervásio de Medeiros –
todos com ferimentos leves. Houve um morto: Luiz Gonzaga”. O autor do comentário
declina as graduações dos militares feridos no combate, não referindo-se a Luiz
Gonzaga como soldado ou integrante da defesa do quartel.
Sobre a conturbada figura de Luiz Gonzaga, muita polêmica foi travada. Agora, á luz
dos acontecimentos históricos, sem paixões e sem ideologias, procuramos pesquisar
a vida do tal “soldado” na bibliografia disponível, chegando á conclusão de que,
realmente, Luiz Gonzaga nunca pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Rio
Grande do Norte, pelo menos até novembro de 1935. Era um débil mental, natural de
Santana do Matos, que residia nas imediações do quartel, e que costumeiramente
vivia a fazer mandados da soldadesca, recebendo deles gorros, gandolas, calças e
botas usadas, com o que passou a se trajar, por força das necessidades. Era
comensal do quartel da polícia. Sobre isso escreveu o desembargador João Maria
Furtado: (...) sempre afirmaram que, realmente morreu nas proximidades do quartel
da polícia um pobre demente que vivia perambulando pelas ruas de Natal, ms nunca
fora soldado da polícia militar (...)
Sizenando Figueira, então militante do Partido Comunista, que participou ativamente
do movimento de novembro de 1935, disse, referindo-se a Luiz Gonzaga: “(...) ele não
era nem herói nem militar na época. Era apenas um débil mental (...). Afirma o Sr.
Sizenando Figueira que foi quem matou o tal “soldado”, “em legítima defesa”,
adiantou.
Passado o período do movimento, resolveu então o comando da Polícia Militar alistar,
com data retroativa, o tal “Luiz Gonzaga”, única vítima fatal do movimento, como bem
disse o desembargador João Maria Furtado: “Entretanto, o major Luiz Júlio resolveu
alistar depois de morto Luiz Gonzaga como soldado da polícia que, assim, teve uma
morte de herói(...) Segundo um artigo do jornalista Luiz Gonzaga Cortez, intitulado “O
Comunismo e as Lutas Políticas no Rio Grande do Norte na Década de 30”, publicado
no Jornal “O Poti”, edição de 29/09/1985, diz: (...) Houve uma adulteração no relatório
da inssurreição, no qual Luiz Gonzaga teria sido inscrito como soldado depois dos
acontecimentos (...) O escritor Manuel Rodrigues de Melo, integralista á época dos
acontecimentos, comentou em entrevista: Muitos anos depois é que começaram a
falar nesse soldado...” No livro “Meu Depoimento”, publicado em 1937, o Dr. João
Medeiros Filho exibe anexo um relatório do delegado auxiliar Enock Garcia, que
referindo-se ás vítimas do movimento, não aparece o nome de Luiz Gonzaga. O
professor Homero Costa prossegue: “No dia 30 de novembro de 1935, portanto, logo
após a derrota da inssurreição, o governador Rafael Fernandes visita os quartéis do
21º BC e da Polícia Militar. Acompanhado pela imprensa, e não faz qualquer
referência á morte de soldado da polícia militar. No dia 5 de dezembro de 1935, o
coronel Otaviano Pinto Soares, comandante do 21º BC, em longa entrevista que
concedeu ao jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, detalha sua participação e
não faz também qualquer referência á morte de soldado da polícia militar. No entanto,
em documento datado de 7 de janeiro de 1936, o governador do estado envia ao
comandante da 7ª Região Militar o relatório do comandante da Polícia Militar (anexos
2, 3 e 4) datado de 23 de dezembro de 1935, em que diz: “... Após a retirada do
quartel foi atingido e morto por certeiros tiros do inimigo o soldado Luiz Gonzaga, que
na metralhadora pesada se salientara como um bravo(...). O fato mais curioso é que o
jornal oficial do governo do estado “A República” publica diversas matérias nos dias
subseqüentes á insurreição e não faz qualquer referência á morte de soldado da
polícia militar, nem que existisse tal soldado manobrando essa tal “metralhadora
pesada”.
Em 1980, o Dr. João Medeiros Filho, em outro livro - “82 Horas de Subversão” - ao
transcrever o mesmo relatório, acrescenta, como primeiro da lista, o “soldado” Luiz
Gonzaga, do batalhão Policial. Finalmente, no dia 12 de outubro de 1985, o jornal
publica uma carta do Dr. João Medeiros Filho, chefe de polícia á época, autor do livro
anteriormente citado, afirmando o mesmo que, “reconhece ter adulterado o relatório,
mas que o fez de boa fé”. Esta foi a prova maior de que a farsa foi realmente feita,
resistindo até os nossos dias, onde o “soldado” Luiz Gonzaga nasceu por “obra e
graça” do major Luiz Júlio, então comandante da Polícia Militar do RN, e que foi,
posteriormente, transformado em mártir e herói da “Intentona Comunista de 1935”,
Infelizmente, aquela era a hora de se fabricar “heróis”, e o herói foi feito. Hoje, Luiz
Gonzaga, o “soldado” mártir, é reverenciado como patrono da PM, tendo inclusive
uma medalha de mérito da corporação que leva o seu nome e um mausoléu no
cemitério do alecrim. “O feitichismo político exigia manipansos de farda. Escolheram-no para novo ídolo”.







Volney Liberato
Nos anos 30, nossa época de maior efervescência política e social, já não bastava a
simbologia que encerrava Luiz Carlos Prestes, Getúlio Vargas, Plínio Salgado, Café
Filho, Juarez Távora, José Américo de Almeida e de todos aqueles que levavam o
povo a pensamentos e ações. Já não bastavam os ânimos sempre acirrados, a
propaganda e a contra-propaganda ideológicas, os dogmas e as doutrinas... Já não
bastava simplesmente semear as idéias utópicas da luta sem a realidade da luta. Já
não bastavam as idéias, mas sim a prática.
Para se vivenciar a prática ideológica, fez-se necessária á constituição de “heróis”,
para que assim pudessem ser erguidos os totens e os monumentos eméritos e
beneméritos para a posteridade. Não a quem realmente de direito, mas sim para
aqueles a quem as circunstâncias e as oportunidades concederam toda a honra, mas
nenhuma glória, como é comum nesses partos ideológicos.






1935 – A grande forja de Heróis – De Doidinho a Batalha de Itararé

sábado, 19 de novembro de 2011

Candelariano pesquisa cordel do conjunto residencial.


Viver

Natal, 19 de Novembro de 2011 | Atualizado às 09:17

Cordel resgata história do bairro Candelária


A literatura de cordel, forma tradicional da cultura popular, está ganhando cada vez mais espaço nas bibliotecas das escolas da cidade. De baixo custo e fácil acesso à população, os versos tem se transformado em uma ferramenta auxiliar pedagógica das instituições de ensino públicas e privadas. Com a proposta de resgatar aspectos geográficos, pitorescos e culturais do bairro de Candelária, zona sul de Natal, o poeta Manuel de Azevedo lançou um cordel, intitulado "Cordel do Candel - História de Candelária, que narra a história da comunidade, desde a sua fundação e pretende servir de apoio para pesquisas e estudos das escolas presentes no conjunto habitacional. Atuando com educação formal, Candelária tem hoje três escolas públicas, quatro particulares e uma faculdade.

Luiza GualbertoPoeta Manuel de Azevedo diz que cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e aceitaçãoPoeta Manuel de Azevedo diz que cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e aceitação
O lançamento da obra de Azevedo aconteceu ontem, sexta-feira (18), e marcou as comemorações alusivas ao dia do cordelista, celebrado hoje, sábado (19). Segundo o autor do cordel, que também mora em Candelária, um dos objetivos de lançar a obra, foi incentivar e valorizar a cultura popular no bairro, bem como, a prática da leitura. "Ano passado, lançamos o cordel Tibé - a saga de um cão de rua, que narra à história de um cachorro que viveu no bairro durante muitos anos e foi adotado pelos moradores. Com esta iniciativa, sentimos um maior interesse da população pela literatura de cordel", conta.

Ainda de acordo com Manuel, a literatura une o clássico ao popular, além de congregar diversas artes, como música, poesia, cinema e novela. "Os cordéis estão ganhando cada vez mais espaço e passaram a integrar a grade curricular das disciplinas lecionadas em diversas escolas da capital e interior do estado, despertando o prazer pela leitura nos jovens, já que, as obras abordam temas atuais, com uma linguagem clara e objetiva", pontua.

O projeto de construção do cordel foi realizado em parceria com o Conselho de Moradores de Candelária (Conacan), que busca com a iniciativa traçar um panorama histórico do bairro. Segundo Victor Vieira do Vale, presidente da entidade, a produção da obra é uma oportunidade para resgatar a identidade coletiva do bairro, bem como, contribuir para a comunicação interna da comunidade local. "O conselho tem esse objetivo de investir em projetos que venham gerar o crescimento de nossa comunidade. O cordel vai proporcionar aos nossos moradores, um conhecimento mais aprofundado sobre a sua história e seu povo", ressalta.

Professor, músico e poeta

Manuel de Azevedo é natural de Santana do Matos (RN). Sua paixão pela arte veio ainda criança, quando no rádio de casa e nas feiras livres, ouvia os poetas narrarem os versos de cordel. Ao todo, já teve 30 títulos de cordéis publicados, além de três livros de poesia. Atualmente, é professor, músico e poeta, e dedica seu talento as salas de aula, onde leciona Língua Portuguesa e Inglesa. Já integrou a diretoria de cultura do Conacan, no ano de 1989. Foi premiado em 3º lugar no Festival de Música Potiguar Brasileira 2011, promovido pela FM Universitária, com a música "Aurora na Serra de Santana", que remete à sua cidade natal. Já recebeu diversos prêmios e homenagens por seus esforços em prol da educação e valorização da cultura popular, além de ser sócio fundador da União dos Cordelistas do Rio Grande do Norte (Unicodern) e integrar a Caravana do Cordel, da Casa do Cordel, em Natal. Outras informações sobre o autor acesse: www.cordelpotiguar.blogspot.com. 

Fonte: Tribuna do Norte = Natal/RN - Edição de 19.11.2011.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os maconheiros sujam lateral do túnel da marginal da BR.101-Sul.


Parte da face direita do túnel do Campus da UFRN, em Natal, (marginal da BR.101), ao lado de Candelária, está com novo "colorido" e letreiros ultrapassados e fumaçoesquizofrênicos. Na manhã de hoje, 2.11.11, passando pelo Campus, em direção àq Candelária, avistei as garatujas, milacrias e sujeiras feitas pelos aprendizes de artistas plásticos de araques, oriundos do submundo da "arte" esgoto. Parei o carro e fotografei. Minha atenção foi despertada por um letreiro ( não considero legenda, texto) que denota um pouco de poesia filosófica, vamos dizer assim.Motivo: é uma frase bem construída, mas não para o bem. Vê se você pode ler: "O sol é a ponta do baseado de Deus". As letras foram espreiadas na cor azul. Quando? Não sei. Mas que são chamativos para o uso da maconha não tenho dúvida. Vá lá para conferir. Você sabe o que é baseado? Baseado é o cigarro de maconha. Fico por aqui. Leia com atenção e tire as suas conclusões.
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sábado, 29 de outubro de 2011

Relembrando Décio Holanda e o Bar de Lourival.

Drama e Tragédia

24-07-2011 às 21:47 - Comentar -
Por François Silvestre
NO NOVO JORNAL
Na mais recente visita a Natal, chope com Décio Holanda e ida ao Azulão. Lá, o prazer de encontrar Juliano Siqueira e Racine Santos.
Depois, o Bar de Lourival. Esse é que fazia tempo. Ainda eram vivos o velho Lôro, seu filho Luciano e outros que já se foram. Encontrei Nicodemos, meu conterrâneo de Viçosa, a cara esculpida daquele bar. E olhando pra ele vejo o Prof. Melquíades a exclamar sobre tudo: “Pôxa vida, Nicodemos”!
Conversa de bar; definições, reflexões aos brados. A Inteligência ímpar de Juliano, a rouquidão teatral e sonetista de Racine. Duas figuras a quem deve muito a Cidade. Se bem que não é uma terra muito chegada ao reconhecimento. Pelo contrário, tem uma dificuldade enorme na edificação e uma compulsão quase orgástica no achincalhe. Mas é da sua natureza, nada há que se possa fazer para mudar. E mesmo que se mude tudo será pra que fique tudo do mesmo jeito, como na lição do “Leopardo” de Lampeduza.
Assim mesmo adorada pelas duas geografias: a de pedra, água e sal e a de carne e osso.
Pois bem. Cumprimentos de conhecidos; uns pela cara, outros pela voz. Nos bares todos são amigos. Até os inimigos. Ou melhor, nem há inimigos. Quando muito, intrigados. Serejo costumava dizer: “O bar de Lourival é um perigo”! Qual não é? Quem sai primeiro, deixa desprevenida a imagem diante do apetite da ausência.
No Azulão, esperto só sai por último. São os prevenidos. Castilho parece ser o ausente despreocupado. Autodenominado Diana, a pastora das duas cores, ele se julga livre das “línguas azuis”.
Os bares preservam a presença. Coisa que a internet acabou. A amizade virtual tem gosto de gelo. Chico Buarque descobre não ser tão amado quanto pensava.
Uma das discussões foi sobre a distinção entre Drama e Tragédia.
Aqui exponho minha distinção. Ou pelo menos a distinção que devo ter aprendido dos outros ao longo do tempo e incorporei como se minha fosse. Não é uma conceituação dos dicionários nem da consolidação vernacular.
Tragédia e drama não se distinguem pela intensidade ou brutalidade contida no ato. A tragédia diz respeito ao evento dramático que atinge pessoas de expressão social ou política, de tal modo que o acontecimento gera alterações na vida da sociedade. O drama é o trágico que só alcança a fronteira familiar ou a vizinhança. Seus efeitos não abalam a ordem política. Mesmo que seja mais terrível do que o evento da tragédia.
Na sabedoria popular dos circos, não havia tragédia. O palhaço anunciava pelas ruas: “Hoje tem drama. Amanhã tem comédia”.
No próximo texto vou tratar de Antígona. A tragédia que influenciou o Direito e a filosofia. A beleza libertária do direito natural, aquele que o poder nunca alcança impunemente. Té mais.
Transcrito de http://www.substantivoplural.com.br/