Espaço destinado a divulgação de fatos relacionados ao bairro de Candelária, na zona sul de Natal/RN, destacando a vida comunitária e interesses da coletividade.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
15/07/2016 12h01 - Atualizado em 15/07/2016 12h01
PF apreende R$ 18 mil na casa de ex-secretário de Obras de Parnamirim
Naur Ferreira é o principal investigado na operação Rio Pequeno. Segundo a PF, ele lavava dinheiro comprando imóveis e carros de luxo.
Do G1 RN
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A Polícia Federal apreendeu R$ 18 mil em espécie na casa do ex-secretário de Obras de Parnamirim, Naur Ferreira, na manhã desta sexta-feira (15). Ele é apontado pela PF como mentor de um esquema de fraudes na Prefeitura do município, que fica na Grande Natal. De acordo com a Polícia Federal, Naur e familiares dele lavavam dinheiro público comprando imóveis e carros de luxo em nome de 'laranjas'.
O suposto esquema foi investigado pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos (Delefin). Segundo o delegado Santiago Hounie, Naur Ferreira fraudava contratos públicos, como de prestação de serviços e obras públicas em Parnamirim.
Os 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça foram cumpridos nas cidades de Parnamirim e Monte Alegre, no Rio Grande do Norte, e ainda de São Paulo.
O cumprimento dos mandados faz parte da operação Rio Pequeno. A ação tem por objetivo reunir provas de corrupção ativa, relacionadas a contratos diversos celebrados entre empresas e o município. A investigação teve início com a notícia de que Naur Ferreira apresentava um patrimônio expressivo e incompatível com os seus rendimentos.
Dinheiro foi apreendido na casa de Naur Ferreira nesta sexta (15) (Foto: Divulgação/PF)
Como a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Parnamirim já tinha procedimento investigativo sobre o caso, a Polícia Federal, obteve o compartilhamento de dados com o Ministério Público do RN. Além disso, reuniu indícios de corrupção passiva do investigado, supostamente praticada no interesse de uma empresa contratada pelo município de Parnamirim, a partir de repasses de recursos federais.
Segundo a PF, a apuração preliminar veio confirmar as suspeitas, tendo ainda sido constatado que parte dos bens do ex-secretário estaria em nome de terceiros. Com a instauração do inquérito policial, ao longo da investigação, surgiram, evidências de que o investigado, com certa regularidade, também recebia vantagem indevida de outras fontes.
Outro lado A Prefeitura de Parnamirim emitiu uma nota na manhã desta sexta-feira. A sede da Prefeitura também foi alvo dos mandados de busca e apreensão. "O município está colaborando com todas as investigações e apresentou as documentações solicitadas. Acreditamos na isenção do Judiciário e na lisura dos processos realizados no período analisado. Confiamos também na probidade do ex-secretário de Obras, Naur Ferreira. Ninguém pode ser taxado de cometer um crime, sem ter sido condenado pela Justiça", diz a nota assinada pelo prefeito Maurício Marques.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
'Como enganei o próprio ladrão para recuperar meu laptop roubado'
Thiago Guimarães - @thiaguimada BBC Brasil em Londres
Há 9 horas
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Image copyrightARQUIVO PESSOALImage captionDJ Gustavo 'Zubreu' em ação, parte do material furtado e troca de mensagens com receptador: desfecho improvável para história que costuma ficar sem solução
Figura notória na cena cultural de Belo Horizonte, o DJ Gustavo Reis, conhecido como Zubreu, enfrentou uma situação comum a muitos brasileiros: foi vítima de um furto que lhe rendeu um grande prejuízo.
Um ladrão arrombou seu carro e levou todos seus equipamentos de trabalho: computador, controladora de som, peças e equipamentos, material estimado em R$ 15 mil - sem contar os 2 terabytes de músicas.
Seria mais uma história de indignação diante de um crime sem solução, mas o desfecho, porém, foi diferente: Gustavo enganou o próprio "vendedor-receptador-ladrão" e recuperou o laptop.
A proeza não foi fácil: envolveu dezenas de mensagens, encontros tensos e tentativas - frustradas - de prisão. Confira no relato do DJ:
"Após tocar numa noite difícil (espaço aberto, vento e frio cortantes), coloquei o case com todo o meu equipamento no porta-malas do carro.
Parei numa rua mais calma para uma saideira num bar. Depois do drinque, voltei para a garagem do prédio da namorada e nem subi com as coisas: seguiria viagem cedo no outro dia.
De manhã, a surpresa: nada no porta-malas. Segurei o desespero: era um dia especial para passar com meu filho. Publiquei no Facebook a lista dos equipamentos furtados - quem sabe aparecia alguma pista?
Nos comentários da publicação, alguém sugeriu conferir um conhecido site de vendas, a OLX. Um dia depois do furto, pelo WhatsApp, outro aviso: 'Veja se esse computador aqui não é o seu'.
Numa rápida navegação pelo site de vendas, notei que todos os Macs usados à venda tinham foto com número de série e configurações. Chequei os dados daquela máquina e tive certeza: era a minha!
Negociações
Pedi minha namorada e meu irmão que dessem lances no site, para 'cercar' o vendedor e fechar negócio logo. Os outros equipamentos - fones, HDs, cabos, controladora, adaptadores - pareciam perdidos: não havia anúncio sobre eles.
Image copyrightARQUIVO PESSOALImage captionZubreu em apresentação no Carnaval; prejuízo superior a R$ 15 mil com furto de equipamentos
Meu irmão começou a negociar com o 'vendedor-receptador-ladrão': pediu descontos e pagamento à vista. Minha namorada perguntou sobre o estado da máquina, acessórios. Era uma segunda-feira e o vendedor dizia estar fora da cidade - voltaria dali a dois dias.
Suspeitei que ele estivesse ganhando tempo para destravar o laptop, bloqueado com senha. Fui à Polícia Civil com nota fiscal e número de série de todos os equipamentos e contei sobre a negociação.
Os policiais ficaram animados, mas só poderiam prender alguém após a confirmação da propriedade de algum item roubado. Eu teria que checar o número de série do computador antes de uma eventual prisão.
Caso perdido?
A quarta-feira chegou e nada. O negociador adiou os encontros marcados para a venda e sumiu. Pensei: ele não conseguiu desbloquear. E agora?
Eu já tinha suspendido minha conta do Facebook porque temia que o ladrão pudesse me identificar por cartões de visita (que estavam entre o material furtado) ou dados no computador. Uma busca rápida por meu nome poderia colocar tudo a perder.
Tudo estava na minha frente, no site de vendas: foto, configurações idênticas, telefone e bairro do 'vendedor'. Eu não estava conseguindo avançar, mas pensei: vou conseguir.
Como o negociador tinha sumido, resolvi arriscar uma nova estratégia: eu mesmo fiz o contato.
No caminho certo
Segunda-feira, 12h09: 'Mano, você ainda está com o computador para passar? Compro Mac, peças e acessórios', escrevi no WhatsApp.
'Tira senha de Mac?', respondeu o receptador. Eu havia trocado meu nome no aplicativo, e ele logo me enviou uma foto da tela bloqueada com o espaço para a senha.
Era a deixa para mudar minha estratégia: não seria mais um cliente interessado, mas um provedor de serviço.
'Está bloqueado. Tem que tirar a senha ligando no aplicativo que tenho aqui. Gasta umas três horas', dei o falso diagnóstico.
Image copyrightARQUIVO PESSOALImage captionTroca de mensagens com receptador: oferta de prestação de serviços e desconfiança diante de movimentação policial durante tentativa de emboscada
'Quanto? Tem loja? E formatar notebook?'. O receptador estava fisgado. Dei o preço e ganhei mais tempo: levaria 24 horas para formatar.
Passamos a trocar mensagens sobre como nos encontraríamos. Ao mesmo tempo, mantinha os policiais informados para que pudessem acompanhar o encontro.
O encontro
Chegou o dia: meio-dia, um café numa rua tranquila e de mão única. Se ele tentasse fugir, pensei, ficaria mais fácil para a polícia fechar a rua e fazer a prisão. Chegamos eu e um amigo, que levei por segurança.
Na hora marcada, o homem, que se identificava como Juliano, não desceu do carro. Avisou por mensagem que estava na frente do café com o computador.
Fomos até o carro dele e combinamos o serviço. Ele me mostrou o laptop com a tela bloqueada e perguntou se precisava do carregador. Aquela peça com remendo no fio não deixava dúvida, era o meu computador - o que depois confirmei pelo número de série.
Contive a alegria - e vontade de dar uma sambadinha. Combinei que entregaria a máquina a ele dali a três horas. A polícia, porém, simplesmente não apareceu. Mandei nova mensagem ao investigador avisando sobre o reconhecimento da máquina e o horário de entrega.
Daquela vez eu iria apenas para mostrar quem era o receptador e eles fariam a prisão em flagrante. Policiais à paisana a postos no café e fora dele. Adrenalina. No caminho para o café, porém, encontro o espertalhão com o carro parado no meio do quarteirão, no mesmo lugar de antes.
Image copyrightARQUIVO PESSOALImage captionÀ direita, computador recuperado por DJ: 'Agora é recomeçar a carreira'.
Eu levava uma mochila vazia e ele me pediu o laptop da janela. Disse que não podia entregar ali porque alguém do meu trabalho poderia ver que estava fazendo serviços por fora. Acelerei para o café e pedi que me encontrasse lá. Juliano arrancou o carro e logo escreveu: '(Você) Armou para mim. Esse cara aí é polícia'.
Neguei e ele disse que pararia em um bar próximo. Avisei a polícia, mas ele percebeu de novo a emboscada. 'Tem polícia aqui também. Os três do café: camisa preta, um camisa cinza e um 'Ray-Ban''. Respondi que deveria ser para outra pessoa ou por causa da delegacia que havia perto.
Nova tentativa
Juliano foi embora. Mais tarde trocamos outras mensagens. Ele queria a máquina pelo correio, eu insistia em encontrá-lo.
Minha ideia era recuperar o restante das coisas, mas decidi parar por ali. Ter o computador de volta já era um ganho e tanto, e não queria estender aquela relação.
Passei tudo ao investigador: números de telefone, históricos da troca de mensagens, placa do carro e anúncios no site de vendas.
Por fim, restou-me levar o equipamento na assistência técnica, para desbloquear e reinstalar todo o sistema operacional, que havia sumido no processo. E recomeçar a carreira: outros equipamentos e repertório novo - e um certo orgulho de ter passado a perna num profissional."
A OLX, site de vendas online onde o computador furtado foi colocado à venda, informou que o caso "viola os termos e condições de uso" da plataforma.
Disse ainda que recomenda aos usuários que denunciem conteúdo irregular no próprio site ou pelo atendimento ao cliente, para que a empresa investigue o anúncio e tome medidas necessárias.
"A OLX coloca-se à disposição das autoridades para colaborar no que for necessário e ressalta que disponibiliza um botão de denúncia em todos os anúncios", informou.
Quadrilha explode caixa de banco dentro do prédio do TRE em Natal
Explosão aconteceu na madrugada desta segunda-feira (11). Prédio do Tribunal Regional Eleitoral fica na Av. Rui Barbosa, no Tirol.
Do G1 RN
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Vidraças foram estilhaçadas com a força da explosão (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi)
Criminosos explodiram um terminal do Banco do Brasil que fica dentro do Tribunal Regional Eleitoral, em Natal. O prédio fica na Av. Rui Barbosa, no bairro Tirol, Zona Leste da cidade. A explosão, segundo a Polícia Militar, aconteceu por volta das 3h30 desta segunda-feira (11). Buscas foram feitas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado. O dinheiro do caixa foi levado, mas a quantia não foi revelada.
Um homem, que mora em um condomínio próximo ao TRE, contou à polícia que viu toda a ação da quadrilha. Ele relatou que um carro parou em frente do tribunal e três homens ficaram no veículo com as portas abertas. Outros quatro entraram na agência. Primeiro houve uma pequena explosão, para em seguida os criminosos detonarem uma carga maior de dinamite.
A PM chegou pouco tempo depois, mas a quadrilha já havia escapado.
Quadrilha explode caixa de banco dentro do prédio do TRE em Natal
Explosão aconteceu na madrugada desta segunda-feira (11). Prédio do Tribunal Regional Eleitoral fica na Av. Rui Barbosa, no Tirol.
Do G1 RN
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Vidraças foram estilhaçadas com a força da explosão (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi)
Criminosos explodiram um terminal do Banco do Brasil que fica dentro do Tribunal Regional Eleitoral, em Natal. O prédio fica na Av. Rui Barbosa, no bairro Tirol, Zona Leste da cidade. A explosão, segundo a Polícia Militar, aconteceu por volta das 3h30 desta segunda-feira (11). Buscas foram feitas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado. O dinheiro do caixa foi levado, mas a quantia não foi revelada.
Um homem, que mora em um condomínio próximo ao TRE, contou à polícia que viu toda a ação da quadrilha. Ele relatou que um carro parou em frente do tribunal e três homens ficaram no veículo com as portas abertas. Outros quatro entraram na agência. Primeiro houve uma pequena explosão, para em seguida os criminosos detonarem uma carga maior de dinamite.
A PM chegou pouco tempo depois, mas a quadrilha já havia escapado.
A história da foto de mulher parada em frente a tropa de elite que virou símbolo de tensão racial nos EUA
Image copyrightJONATHAN BACHMAN/REUTERSImage captionA imagem de Evans, impassível diante da tropa de choque, correu o mundo
Durante o fim de semana, os Estados Unidos voltaram a ser palco de protestos da comunidade negra contra a polícia. No domingo, dezenas de manifestantes foram presos em Baton Rouge, capital do Estado da Louisiana, onde na terça-feira um homem negro fora a morto a tiros por policiais.
Mas nessa atmosfera de tensão, marcada também por um intenso debate sobre a militarização das forças policiais do país, uma foto se tornou um símbolo da situação: de autoria de Jonathan Bachman, um fotógrafo de Nova Orleans a serviço da agência de notícias Reuters, a imagem mostra uma jovem negra de vestido, de pé e aparentando calma diante do que parece ser a chegada esbaforida de dois policiais armados e trajando equipamento completo de choque.
A foto viralizou nas redes sociais e entre as pessoas proeminentes que a compartilharam está Shaun King, conhecido jornalista da área de justiça que trabalha para o jornal New York Daily News e tem mais de 560 mil seguidores no Facebook.
Seu post com a foto tinha mais de 5 mil compartilhamentos até a manhã desta segunda-feira.
Um dos seguidores classificou a imagem como "lendária" e disse que ela "ficará em livros de história e arte".
Image copyrightFACEBOOK/SHAUN KINGImage captionPost de Shaun King já teve milhares de compartilhamentos e curtidas
A foto foi tirada nas proximidades da sede da polícia de Baton Rouge, onde manifestantes tinham se reunido no sábado, em proteso contra a morte de Alton Sterling. Um vídeo mostrou dois policiais brancos atirando no homem enquanto ele estava imobilizado.
Segundo a Reuters, a mulher da foto foi detida pela polícia, mas a agência não soube identificá-la. De acordo com veículos de mídia nos EUA, trata-se de Ieshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho. Segundo o New York Daily News, Evans passou a noite de sábado na prisão - segundo as autoridades, mais de 100 pessoas foram presas.
Em sua página no Facebook, Evans agradeceu à preocupação de amigos e do grande público, mas até agora ainda não deu entrevistas.
Image copyrightMAX BECHERER/APImage captionIeshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho, passou a noite na prisão
No entanto, sua atitude já foi comparada à do anônimo chinês que, em 1989, obstruiu o caminho de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para reprimir protestos pró-democracia.
Bachman, em declarações à revista The Atlantic, disse ter a impressão de que Evans quis mostrar não temer a polícia. "Tudo aconteceu muito rápido, mas me pareceu que ela não ia se mover", contou o fotógrafo.
O jornal britânico Daily Mail entrevistou uma amiga de Evans, Natash Haynes, que deu mais detalhes sobre por que ela estava em Baton Rouge. Segundo a amiga, Evans, que mora em Nova York, viajou para a capital do Lousiana depois de ficar impressionada com a morte do homem negro pela polícia na terça-feira, e por "querer um futuro melhor" para o filho de cinco anos.
Image copyrightJONATHAN BACHMAN/REUTERSImage captionMais de 100 pessoas foram presas na manifestação de sábado em Baton RougeImage copyrightJONATHAN BACHMAN/REUTERSImage captionA polícia prendeu a maioria das pessoas por conta da obstrução de uma via pública