domingo, 29 de janeiro de 2012

Natureza ameaçada.




A área de mais de 3 mil metros quadrados de parte da zona norte do conjunto Candelária, que está sendo ameaçada de destruição para dar lugar a dois prédios verticais para os procuradores do Estado e os advogados da OAB/RN, está disponível do Google e no you tube. O link é http://youtu.be/QhYTV5b9Pww
O título é NATUREZA AMEAÇADA Candelaria e Sua Realidade.
Vejam o vídeo produzido por Ítalo Valério, morador de Candelária e peladeiro da quadra de futebol de salão da rua Serra Branca, durante a sua infância/adolescência. Ele afirma que muitos jovens usaram a quadra e que a ameaça de sua destruição e da área verde é como se tivesse dando facadas nos corações dos moradores de Candelária. O autor da foto panorâmica da área lembra que antes do inicio de qualquer construção, os usuários do Clube de Mães, escoteiros, AAA, espíritas e clube da melhor idade estão sofrendo as consequências danosas do tapume colocado no terreno que pertencia à paróquia e à Secretaria de Trabalho e Habitação do Estado: matou a ventilação. Quem duvidar, vá ao local e confira. Procurem dona Luci, a professora Delsenir, o escoteiro Faustino e outras pessoas.
Vejam como é bonita a área.




Foto de Ítalo Valério.
Vejam o vídeo feito pelo programador Ítalo Valério sobre a ameaça ao verde de Candelária (ruas Barão de Serra Branca e Nossa Senhora de Candelária). Acima, o dono do caldo de cana do Ferreirinha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Moradores surpresos com a doação de terreno.

Na próxima semana, o presidente da OAB/RN, Paulo Pereira, poderá falar ao blogue sobre a construção de um prédio de três andares no cruzamento da rua Nossa Senhora de Candelária com a Barão de Serra Branca, conforme contacto com a assessoria de imprensa. O dirigente da seccional da OAB estará em Brasília, na próxima semana, para participar de reuniões da OAB nacional, mas a data do seu retorno ainda não está prevista. Hoje, 27, estivemos entrevistando alguns moradores das proximidades do terreno de 3.354 m² que o Estado, em 2010, doou à OAB e Procuradoria Geral do Estado construírem suas sedes. Todos disseram que ficaram surpresos com a colocação de tapumes para colocados na semana passada. Segundo os moradores, não houve consulta, notificações e audiência pública para tratar do assunto, já que o terreno que seria destinado à paróquia de Candelária, foi doado à revelia da comunidade, apesar de possuir uma boa área verde, quadras de futebol de salão, cinco sedes de entidades comunitárias. 
A matéria está publicada no YOU TUBE e poderá ser vista às 22 horas de hoje.A produção técnica é de Ítalo Valério. 
O editor.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Repercute em Candelária o fim de área verde.


S7303485
Na rua Nossa Senhora da Candelária, em terreno público estadual, será construída a sede da OAB/RN. O local foi fechado sábado. A obra poderá ser  concluída em dois anos. O CONACAN não se pronunciou. Atrás do terreno interditado, ficam o clube de mães, AAA e centro espírita. Os prédios de uso comunitário foram construídos com recursos do CONACAN mas não serão atingidos.

Sr. Vitor gastou para plantar as àrvores e cuidar da praça.


S7303484   Ele tem 80 anos, mas durante quase 20 anos cuidou o terreno público e transformou numa área verde, cheia de coqueiras e àrvores frutíferas. Ele lamentou a propalada extinção da área verde e de duas quadras de esportes. Luis Vitor de Souza cuidava de gatos e animais abandonados pelos moradores. "Sou contra a destruição dessa área verde. O verde não é necessário à vida?", disse o militar aposentado que já plantou  árvores em mais de sete quilômetros da principal avenida de Natal, a Prudente de Morais.

Morador lamenta extinção de áreas esportivas.

 Uma área verde e duas quadras de futebol de salão, nas ruas Nossa Senhora da Candelária e Barão de Serra Branca, em Candelária, ocupando mais de  1 mil m²,  serão destruídas. O terreno público já está interditado com tapumes de cor verde. O trabalho de cercamento terminou às 14 de sábado, 21. No local serão construídas as sedes da Procuradoria Geral do Estado-PGE e da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB/RN, conforme cartazes afixados nos lotes que estão reservados para as duas construções. Segundo informações, os prédios serão concluídos no prazo de dois anos e provocarão transformações na maneabilidade do conjunto residencial,apesar de ser considerado uma melhoria radical. È o progresso, diz um morador. "È acabar com uma área pública verde. Sou contra. Todos nós sabemos que perservar o verde é necessário à vida no planeta, mas aqui foi diferente: chegaram aí e disseram que vão construir prédios e pronto. Não consultaram os moradores", disse sr. Luis Vitor de Souza, 80 anos, morador da rua Barão de Serra Branca, que há 20 anos zelava pelo terreno que seria destinada a uma praça pública. Ele plantou dezenas de mangueiras, côcos, eucaliptos,laranjas, seriguelas.
"Plantei, limpei e cuidei desse terreno ao lado das quadras esportivas, além de pagar contas de água e comprar adubos, sem nenhum interesse em me apossar da área pública. Ao contrário, preservei uma área verde. Eu pergunto: onde os menores infratores, das "casas de passagem" do Governo do Estado
vão jogar futebol? Isso aqui era cheio de rapazes praticando esporte, quase diariamente", adiantou  Luis Vitor de Souza. O morador ambientalista é conhecido pela defesa do verde: plantou árvores nos canteiros central da Avenida Prudente de Morais, desde o bairro Cidade Satélite até a Cidade Alta. Discípulo de São Francisco e São Lázaro, protetores dos animais e aves, ele alimenta gatos e aves que "residem" na atual área verde (terreno em forma de "L").
O proprietário da lanchonete do "Ferreirinha",  José Nivaldo Ferreira, na rua N.S. da Candelária, que há dois anos comercializa no local em que será construída a sede da OAB/RN ( autarquia federal dos advogados), disse que não sabe qual será o seu futuro. Foi avisado que poderá ficar no local até o prédio ser construído, no prazo máximo de dois anos. "Estou no mato sem cachorro, sem ter para onde ir", disse sr. Ferreira.  Ele informa que ninguém sabe quem é o verdadeiro dono do terreno. O repórter disse que pertence ao Estado. "Uns dizem que é da Igreja católica, outros dizem que é do CONACAN, outros dizem que é do Estado, enquanto outros asseguram que estava destinada para ser uma praça", lembrou  Ferreira.
Ainda não se sabe que o Estado do Rio Grande do Norte já formalizou a "transferência de propriedade", através de doações, cessões e/ou comodatos para a PGE, órgão público estadual, e a OAB/RN, autarquia federal.
Escaparam, até agora, os prédios onde funcionam o Clube de Mães, Alcoólicos Anônimos e Centro Espírita de Candelária, construídos na gestão de Nilo Caldas, ex-presidente do Conselho de Moradores-CONACAN, com recursos da entidade.

Chuvas causam preocupações.

As últimas chuvas caídas em Natal causam preocupações nos bairros que estão com as ruas danificadas pelo tráfego de veículos pesados, principalmente os da zona sul, em virtude do aumento das construções de edificios residenciais e obras do estádio de Lagoa Nova. Em Candelária, particularmente, os moradores devem tomar precauções para não voltar a ser o bairro de Natal com o mais alto índice de dengue. Todo cuidado é pouco. Não permitir que nenhum utensílio doméstico, vasilhames, garrafas, depósitos de plásticos ou de metal, fique com água. Inspecione seu quintal (se mora em casa) e verifique se há algum tipo de recipiente com água parada ou reservatórios sem tampas. Verifique as calhas.
Em Candelária, em virtude do tráfego de caçambas transportando areia e/ou entulhos (metralhas), cimento, concreto, ferragens, etc, há vários trechos de ruas esburacados ou rebaixados, provocando empoçamentos. Por exemplo: a esquina da rua Bento Gonçalves com a rua Princesa Leopoldina, área de vários estabelecimentos comerciais e, por isso, passagem de pedestres e veículos. Muita gente reclama da água empoçada na parada de ônibus diante da Escola Estadual Walfredo Gurgel, consequência do asfalto que ficou mais alto do que o meio fio da calçada da escola. Vamos pedir que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos tome providências para corrigir o erro técnico na feitura da lombada da rua Bento Gonçalves.
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Nota: Este blogue não se interessa por informações sobre moradores do bairro que estejam doentes, temporariámente ou não, ou vitimados por problemas familiares ou comerciais, que estejam vendendo botijões de gás, etc. Isso não nos interessa. Quem deve ser informado são as autoridades policiais. Em suma, fofocas não são notícias que interessam à comunidade. Estou certo ou errado?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Festa da Padroeira anima os católicos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012




Candelária celebra festa da padroeira

Intensa programação religiosa e cultural durante os cinco dias do evento. Novidade deste ano é o passeio ciclístico com caminhada pelas ruas do bairro

Foto:divulgação
Entre os dias 29 de janeiro e 02 de fevereiro, o bairro de Candelária, zonal sul de Natal, vai estar em festa. A Igreja Matriz da comunidade celebra a festa de Nossa Senhora da Candelária, edição 2012, que este ano traz como tema: “No coração de Maria descobrimos o amor de Deus”. Durante os cinco dias de festejos, uma intensa programação religiosa e cultural será realizada. O II Baile da luz, realizado no Harmonia Recepções, em Candelária abre a programação da festa no dia 20 de janeiro. Quem anima o baile é a banda Carpe Diem. As senhas estão sendo vendidas na secretaria da paróquia ao preço de R$ 40. O valor dá direito a entrada com salgados, jantar, água, refrigerante e gelo. Na quarta-feira (25), acontece uma tarde festiva no salão paroquial, com o Chá da Luz. A programação inicia a partir das 16h, com sorteio de brindes, bingo, animação musical, dentre outros.

Uma das novidades para esta edição da festa é o passeio ciclístico com caminhada, que acontece no dia 29. A proposta é envolver os fiéis na proposta da Campanha da Fraternidade deste ano, que vai trabalhar o tema da saúde. A saída acontecerá às 07h, partindo da Drogaria Globo, na avenida Prudente de Morais e vai peinstalada na quermesse, e contará com parque, barraquinhas de alimentação e pescaria.





rcorrer as ruas do bairro. O evento será aberto a todo público e a participação é gratuita. Outra novidade é a praça infantil, espaço destinado às crianças, que será

Ainda no dia 29, acontece a abertura oficial da festa da Nossa Senhora da Candelária, a partir das 17h, com hasteamento da bandeira e missa solene na Matriz. No período 30 de janeiro a 01 de fevereiro, será realizado o tríduo, com a seguinte programação: 05h caminhada (terço) + missa na Matriz, 12h - Ofício, 18h30 - Terço, 19h30 – Celebração do tríduo e 21h – Quermesse no estacionamento da Matriz, com atrações musicais e barracas de comidas e refrigerantes. E, no dia 02 de fevereiro, encerrando as festividades, acontece a procissão pelo bairro, com saída às 18h, e, logo após, missa solene.

A programação completa pode ser acompanhada através do site: www.paroquiadecandelaria.com.br/.

SERVIÇO:
Festa de Nossa Senhora da Candelária
Período: 29 de janeiro a 02 de fevereiro
Local: Matriz de Nossa Senhora da Candelária – Rua Marechal Rondon, 1859 – Candelária
Informações/ www.paroquiadecandelaria.com.br/ (84) 3615-2852




Luiza Gualberto
Pastoral da Comunicação
Paróquia Nossa Senhora da Candelária

Cacimbões de Búzios

 

S7303472

Este é um dos cacimbões da praia de Búzios que continuam esquecidos das autoridades e dos guias do turismo do Rio Grande do Norte. No entanto, os jovens veranistas natalenses aproveitam o espaço para jogarem as populares “peladas” sem causar danos as relíquias da Segunda Guerra Mundial. No litoral sul do RN, o litoral foi ocupado por tropas do Exército brasileiro e as cacimbas eram utilizadas para abastecimento de águas dos nossos soldados, E eram distantes da praia, mas hoje estão sendo “atacadas” pelas ondas das grandes marés. Muitos jovens moradores de Candelária estão nas praias do litoral sul.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Últimas: acidente grave na BR 406. PRF está no local.

Natal

Natal, 17 de Janeiro de 2012 | Atualizado às 21:59

Acidente deixa trânsito lento no caminho entre Natal e Ceará-Mirim

Publicação: 17 de Janeiro de 2012 às 19:07
    Um acidente automobilístico ocorreu no início da noite desta terça-feira (17), em frente ao motel Ele e Ela, na BR-406, no caminho entre Natal e Ceará-Mirim. A Polícia Rodoviária Federal foi acionada e já está à caminho do local, assim como unidades do Samu. No entanto, ainda não há detalhes sobre o acidente.

    De acordo com informações preliminares da PRF, um motociclista teria se envolvido em atropelamento e há pessoas feridas com gravidade no local. Contudo, ainda não há confirmação sobre mortes e a quantidade de pessoas que precisam de atendimento médico.

    O trânsito no trecho está fluindo lentamente e o socorro já está no local.

    RN é o 3º colocado em acidentes com motocicletas no Nordeste.


    Diário de Natal -
    Cidades
    Edição de terça-feira, 17 de janeiro de 2012
    A morte vai na garupa
    42% das mortes no trânsito do RN são sobre duas rodas, o terceiro maior índice do Nordeste
    Sérgio Henrique Santos // sergiohenrique.rn@dabr.com.br

    Macas retidas na porta do maior hospital público do Rio Grande do Norte. O cenário típico de uma segunda-feira no Hospital Walfredo Gurgel é reflexo do alto índice de atendimentos no setor de politrauma por causa dos acidentes de moto durante os finais de semana. Quarenta e dois por cento das vítimas de acidentes de trânsito no Estado são decorrentes de motocicletas, o que representa o 3º maior índice do Nordeste, região que detém o maior mercado consumidor, e que comprou no ano passado, 35% de todas as motos vendidas no país. O RN só perde para Sergipe, com 44%, e Piauí, que lidera o ranking com quase metade das pessoas que morreram no trânsito quando estavam sobre duas rodas.
    Número de acidentes cresce assustadoramente, assim como aumenta a frota de motocicletas em todo país. Cidades do interior concentram 77,33% da frota no RN.
    Foto: Paulo de Sousa/DN/D.A Press e Fábio Cortez/DN/D.A Press
    Por causa esse assunto, o Rio Grande do Norte foi destaque no último domingo em matéria exibida pelo Fantástico, da Rede Globo. O Ministério da Saúde se mostrou preocupado com a liderança do Nordeste. "Quase 80% dos óbitos por motocicletas são de pessoas entre 15 e 39 anos", declarou o ministro Alexandre Padilha. Mossoró foi apontada pela reportagem como a maior frota proporcional do país. Um em cada quatro moradores da cidade, distante 285 quilômetros da capital, é motociclista.

    De acordo com o setor de estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a frota de motos no Estado é de 302.141 veículos, o que corresponde a 34,92% de um total liderado pelos automóveis (45,23%). Natal tem 71.521 motos (23,67%), e Mossoró, 42.871 (14,19% do total no estado). As outras cidades do interior detém 63,14% da frota, o que preocupa as autoridades de saúde pública.

    O médico Domício Arruda, titular da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), afirma que é previsível o aumento do número de acidentados entre a noite da sexta-feira e a manhã do domingo nos maiores hospitais da rede. "O problema tem se agravado a cada dia. Hoje, por sinal, esse é o principal motivo de internação na parte de traumatologia dos maiores hospitais do Estado. Outra preocupação é o interior do Estado, onde está a maior parte das motocicletas e muitas vezes o deslocamento para esses hospitais de referência atrasam o socorro médico. Infelizmente, às vezes, a demora é fatal", afirma.

    A cada três dias, uma pessoa morre por causa de problemas com acidentes de moto no perímetro entre a região metropolitana de Natal e a região do Mato Grande. "Proporcionalmente morre mais gente nessas regiões do que nas regiões metropolitanas de São Paulo (1,5 por dia) e Rio de Janeiro (um a cada dois dias). Isso é grave porque temos que levar em conta que estas metrópoles são muito mais populosas que nossa região", destaca o ortopedista e traumatologista Julimar Nogueira, do Hospital Walfredo Gurgel.

    No HWG, a média de atendimento por acidente de moto gira em torno de 80 a 90 acidentados por final de semana, o pico semanal dos traumas. "Vivemos uma epidemia no trânsito por causa dos acidentes por moto. A maioria causa severos danos ao paciente, seus familiares e à sociedade por se tratar de vítimas que permanecem afastadas do seu trabalho. Esta situação deve ser encarada como um problema de saúde pública. Há um grande numero de doentes com sequelas, uma legião de sequelados - a maior parte sem produzir. Gera um custo muito alto tanto para a assistência quanto para previdência", colocou o médico.

    Influência do álcool
    Na grande maioria dos acidentes, as vítimas estão alcoolizadas. "A mesma motocicleta que é usada durante a semana para trabalhar, vira veículo de lazer nos finais de semana", diz Domício Arruda. Por causa da relação álcool e uso de veículos como motos e carros, o problema se agrava. Quem pilota uma moto após beber, por exemplo, põe em risco a vida de outras pessoas, além de si próprio. Para tentar diminuir o uso de álcool nas estradas durante o verão, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed) intensificou as blitzen e testes de bafômetro nas estradas que são os principais destinos dos veranistas. "Esperamos que, após a Operação Verão, as estatísticas melhorem. Ainda é cedo para observar os resultados", contou Arruda.

    O coronel Francisco Canindé de Freitas, comandante da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) disse que a partir desse mês de janeiro foram intensificadas as operações para coibir irregularidades sobre duas rodas. No final de semana passado foram apreendidas 60 motocicletas por diversos motivos: falta de capacetes, carteiras de habilitação e outros equipamentos obrigatórios. Foram realizados 1.800 testes de bafômetros, mas nenhum motociclista foi flagrado bêbado. "O trabalho está sendo feito não para diminuir a quantidade, e sim a gravidade de acidentes", afirma Freitas.

    Para o comandante, os acidentes são praticamente inevitáveis. "No momento em que não se ampliam as rodovias, nem é possível diminuir o aumento das vendas de novas motos, cabe ao CPRE trabalhar para que a legislação de trânsito seja cumprida. Fiscalizando assim queremos reduzir a gravidade desses casos", explicou.

    + Mais
    Mossoró: maior frota proporcional do país


    Candelária sem caixas do Banco do Brasil.

    A população do conjunto Candelária não conta mais com caixa eletrônico do Banco do Brasil, desde 0 dia 07 de dezembro de 2011. Na semana passada, a máquina que funcionava nas dependências da Drogaria Globo foi retirada por ordem do Banco do Brasil. "E quando retiram, totalmente, uma máquina dessa, é muito dificil o banco mandar outra para substituí-la", disse um trabalhador da área. No local, ficaram apenas as marcas dos suportes da máquina no chão.O buraco feito pelos ladrões foi tapado com tijolos e cimento.
    Por isso, os que estão lendo esta notícia devem divulgar ao máximo, tendo em vista que muitas pessoas desavisadas, estacionam seus carros e se dirigem ao local onde estava a máquina do BB. Hoje, estão à disposição dos moradores de Candelária  os caixas eletrônicos do BB no Centro Administrativo do Estado (que não funcionam aos sábados e domingos), do Natal Chopingue e do Carrefour ( Bairro Latino). Todos devem se acostumar com as filas nestes locais, cujas máquinas, muitas vêzes, estão sem papel para emitir comprovantes.
    A Drogaria Globo, da avenida Prudente de Morais, não conta com sistema de alarme nem camêras funcionando plenamente, segundo informações. No fundo da foto, à esquerda da drogaria, vê-se o buraco que os ladrões fizeram na parede, após entrarem no terreno da casa vizinha, onde funciona uma lavanderia.  Os moradores e clientes de Candelária e da zona sul de Natal foram os prejudicados. Foto tirada na manhã de 17.01.2012.

    sábado, 14 de janeiro de 2012

    14/01/2012 - 07h41

    Reservatórios apodrecem em reduto eleitoral de ministro

    FOLHA DE SÃO PAULO
    Hoje na FolhaReservatórios de água destinados a famílias que sofrem com a seca em Pernambuco estão abandonados em um terreno da estatal Codesvaf, em Petrolina (PE), base eleitoral do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, informa reportagem de Breno Costa e Andreza Matais, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
    A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) é vinculada ao Ministério da Integração.
    Os reservatórios, comprados dentro do programa Água para Todos, fazem parte das ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vitrine dos governos Lula e Dilma Rousseff.
    Breno Costa/Folhapress
    Reservatórios de água distribuídos pelo governo e que aguardam instalação em Petrolina (PE)
    Reservatórios de água distribuídos pelo governo e que aguardam instalação em Petrolina (PE)

    OUTRO LADO
    A Codevasf negou que os reservatórios estejam abandonados. De acordo com a empresa, os tanques estão "estocados" num terreno em Petrolina porque a empresa contratada para instalá-los não o fez.
    MINISTRO
    Bezerra tem sido alvo nas últimas semanas por suspeitas de que teria beneficiado Pernambuco --Estado governado pelo seu partido e onde fica sua base política-- com verbas para a prevenção de enchentes.
    Um dos programas do ministério teve 95,5% dos pedidos de verba sob a gestão Bezerra em favor de seu Estado.
    Dados da ONG Contas Abertas, divulgados pelo jornal "O Estado de S. Paulo", mostram que 90% dos recursos pagos no ano foram canalizados para Pernambuco.
    A partir daí, as acusações não pararam mais. Segundo reportagem da Folha, o ministro privilegiou seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011.
    Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.
    Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado iria para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo irmão do ministro, Clementino Coelho, que deixou o cargo após as acusações.
    Bezerra alega que as acusações são infundadas, com origem no acirramento eleitoral.

    sábado, 7 de janeiro de 2012

    Um ano do governo de Dilma Russef.


    A Presidência no feminino:: Renato Janine Ribeiro


     
    Estamos completando um ano com uma mulher na Presidência da República, a primeira em nossa história. A data pede reflexão. Três importantes países da América Latina elegeram nos últimos anos mulheres para governá-los: na ordem cronológica, Michelle Bachelet, no Chile, Cristina Kirschner, na Argentina, e Dilma Rousseff. Todas tiveram ótima avaliação. Bachelet, que não fez seu sucessor, saiu do governo altamente popular. Cristina foi reeleita com ampla votação. As pesquisas de opinião são bem favoráveis a Dilma. Mas mal temos mulheres nos demais escalões do poder. São poucas as governadoras, prefeitas, deputadas, senadoras e vereadoras. Sentimos dificuldade até com a palavra para designar quem está na chefia de Estado. Embora Dilma Rousseff se diga "presidenta", quase toda a imprensa a chama de "presidente". O dicionário valida ambas as formas, mas já li no Facebook, depois que usei o "presidenta", que isso provaria meu suposto petismo... Uma dedução, obviamente, mal feita.

    Porém, tudo isso é sintoma de uma grande dificuldade, não apenas dos brasileiros mas dos homens em geral - e aqui uso "homem" no sentido de varão e no de membro do gênero humano -, para assimilar a novidade que é ter mulheres no poder. Só no século XX elas adquiriram o direito de voto. No Brasil, votaram pela primeira vez em 1933. Antes disso, algumas mulheres exerceram o poder como rainhas, por direito próprio - isto é, não como meras esposas de homens que fossem reis. Mesmo isso não foi fácil. Ironicamente, a maior estadista inglesa, Elizabeth I, que reinou de 1558 a 1603, só nasceu devido à ansiedade do pai, Henrique VIII, por ter um filho varão. Como o primeiro casamento do rei lhe deu apenas uma filha, ele receava que uma sucessão feminina fosse contestada. Daí, a famosa série de divórcios de Henrique e sua ruptura com a Igreja Católica - para, afinal, ter como definitiva sucessora logo uma mulher... Mas, embora Elizabeth tivesse enorme poder em suas mãos, seus auxiliares a pressionavam para se casar. Ela deveria ceder o poder a um homem. No fim das contas, ela só governou porque decidiu conservar-se solteira. Contudo, a estabilidade de seu longo governo teve um preço: com ela, terminou sua dinastia. O trono inglês passou aos reis da Escócia.

    A despeito de tudo, avançamos muito. Lembro que, em 1989, a antropóloga Mariza Corrêa foi a primeira diretora de uma faculdade na Unicamp. Já a USP demorou mais - o que é espantoso, levando-se em conta que tem unidades, como a enfermagem e a educação, predominantemente femininas - mas já teve uma reitora. A primeira senadora do Brasil foi Eunice Michilles, em 1979; ela era, porém, apenas uma suplente, que assumiu o cargo com a morte do titular. Só em 1990 tivemos mulheres eleitas para o Senado. Hoje, isso já não é exceção, mas está longe de ser a regra. Uns anos atrás, ouvi uma vereadora paranaense contar que - toda vez que falava na Câmara - os colegas homens riam dela. Isso tornou sua vida insuportável até que, participando em Curitiba de um encontro de mulheres detentoras de mandatos, percebeu que podia ter o apoio, mesmo a distância, de outras mulheres, e enfrentou a situação.

    Ainda é difícil, porém, aceitar uma mulher chefiando o governo. Não falo do mundo islâmico; curiosamente, países muçulmanos - embora não árabes - já tiveram mulheres no poder, como Benazir Bhutto, no Paquistão (mas será que o fato de ser mulher contribuiu para ela ser assassinada?). Penso em nosso próprio país. Porque o preconceito é tenaz. Mesmo quando não é agressivo contra as mulheres, um resíduo importante dele aparece na quase-impossibilidade de conciliar o que se espera da mulher e o que se espera do governante.

    De quem governa, esperamos que mande. Da mulher, esperamos que seja doce. É possível mandar docemente? Milhares de anos nos acostumaram a uma experiência em que o ato de mandar é duro, agressivo, viril. Também nos acostumaram à ideia de que a mulher é boa, compreensiva, receptiva. Daí que, quando uma mulher manda, entremos em curto-circuito. Talvez tenha sido isso o que levou à queda de Nelson Jobim, político hábil e capaz: quem sabe não aceitasse que uma mulher mandasse nele, que por sua vez dava ordens à cúpula das Forças Armadas. A sucessão de declarações aparentemente desastradas de Jobim, praticamente forçando Dilma a exonerá-lo, permite considerar essa explicação tão boa quanto qualquer outra.

    A situação tampouco é fácil para as mulheres. Hillary Clinton, quando o marido concorreu à Presidência dos Estados Unidos, teve que reduzir seu perfil de profissional competente e se apresentar como dona de casa que fazia "cookies". Depois voltou a seu perfil mais verdadeiro, mas parece que nunca presidirá seu país.
    Creio, porém, que é justamente esse problema que traz, no seu bojo, a solução. As mulheres assumirem o poder não significa elas se tornarem másculas - imagem que se insinua, às vezes, sobre a própria Dilma. Significa um novo estilo de poder. Não é fortuito que estes anos se fale tanto em "soft power". Aproveitando a palavra, mas dando-lhe novo sentido, o poder precisa se feminizar. Ele não pode, numa democracia, estar na dureza, na repressão, na ordem. Aliás, depois do hiper-masculino Collor, nossos três últimos presidentes foram mais de persuadir que de ordenar. Sua retórica era mais importante que suas ordens. Essa é uma das tarefas que teremos de cumprir, nós e o mundo, nos próximos anos ou décadas: compreender, definir, construir um poder com mais traços femininos. Isso pode demorar bem mais que o mandato de Dilma Rousseff, mas vai acontecer.

     
    Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo.
    FONTE: VALOR ECONÔMICO



    segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

    Banco do Brasil sem caixa em Candelária.

    A casa lotérica de Candelária, situada na área física da Drogaria Globo, defronte ao cachorro quente de MAROCA, foi assaltada às 14 horas de 6ª feira, por dois homens armados de revólveres, que levaram o dinheiro das apostas e pagamentos, além da bolsa da caixa e celulares dos apostadores que estavam na fila. Estes, foram obrigados a ficarem dentro da farmácia, por um assaltante que, em seguida, atacou o local onde estava os valores do apurado naquele dia, 30. A ação foi rápida, mas a polícia sómente apareceu depois de 30 minutos depois de acionada. Foi o quarto assalto à casa lotérica da Av. Prudente de Morais, em Candelária. Ainda não se sabe se a polícia tem pistas dos assaltantes. O local é um "filé" para os ladrões: não há alarmes nem câmeras. O curioso é que a farmácia pertence a uma rede considerada poderosa no Rio Grande do Norte. Com menos de R$ 1.700,00 se instalaria uma boa rede câmeras e alarmes, via Internet, segundo os possuidores de sistema de alarmes informatizados. Até as pequenas lojas do Via Direta possuem.
    Na manhã de ontem, 2, ainda era possível ver pessoas desinformadas procurar o local para usar o caixa eletrônico do Banco do Brasil, arrombado no dia 7 de dezembro passado.


    Buraco feito pelos arrombadores de caixas eletrônicos, em Candelária, no interior da Drogaria Globo, na avenida Prudente de Morais. Os bandidos fizeram o buraco exatamente na altura do centro da traseira da máquina do Banco do Brasil, sem usar explosivos. Não é estranha a perícia dos ladrões: entraram na lateral da lavanderia, depois de subir no muro que está atrás da lanchonete "Cachorro Quente de MAROCA"?
    Eu, Luiz G. Cortez, jornalista, fiz a foto na manhã de 07.12.11. O que vocês acham? Mandem comentários.

    domingo, 1 de janeiro de 2012

    Livro inédito será publicado com fotos de Exupéry em Natal.



    Exupéry em Natal. Quem está com a verdade?



    Luiz Gonzaga Cortez.



    Antoine-Jean-Pierre-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint Exupéry: o nome do  piloto francês que esteve em Natal.




    Quem é o dono da verdade na polêmica sobre o piloto Antoine Exupéry em Natal? O leitor sabe? Quem foi que inventou essa história do francês que dormiu, tomou café, e almoçou e jantou na Ribeira, no final dos anos 20 do século passado? A edição de O POTI de 10 de fevereiro passado,  traz uma reportagem de Hayssa Pacheco sobre a propalada presença do aviador francês em Natal, sem novidades a respeito do assunto, à exceção da assertiva de que o então secretário municipal Raniére Barbosa, pretendia colocar um busto de Exupéry no Canto do Mangue. Ainda bem que não colocaram o busto, pois jamais se ouviu falar de que tenha saído alguma notícia a respeito, nem um boatinho de pé de ouvido. Deve ter sido invenção de algum biriteiro com saudades do Cova da Onça. Ou invencionice de algum intelectual da província potengina.

    Lendo e analisando o noticiário a respeito do piloto francês, na taba potinatalense, resolvi escrever uma matéria para O POTI (vide edição de 06.04.2008, p.11), na qual transcrevi um pequeno trecho de uma entrevista concedida pela minha mãe, Maria Natividade Cortez Gomes, à jornalista Vânia Marinho, no programa Memória Viva, da TV-Universitária da UFRN, além de curtas declarações de Célia de Lima Dantas e Cecília Cortez Gomes, que corroboraram as informações de Nati Cortez. A reportagem não se restringiu a declarações de ouvir dizer e quem assim entendeu, não leu o texto integral ou não está em condições de entender.

    Quem inventou essa “história”?



    Os relatos sobre os vôos da travessia do Atlântico não são novidades para os pesquisadores veteranos e novatos. Todos já sabem, há muito tempo, de que os arquivos da Air France, sucessora da Latécoère, não registram a passagem de Saint Exupéry em Natal. E aí? Quais os “historiadores apressados” que inventaram essa “história”. Quem são os intelectuais responsáveis por essas “invencionices”?  E as pessoas que deram entrevistas ou deixaram depoimentos sobre Exupéry em Natal eram delirantes, mentirosas? O que consta das páginas 66 e 67 do livro “Epopéia nos Ares”, do pesquisador Hipérydes Lamartine de Faria? São resumos de declarações de Rocco Rosso, Amelinha Machado, Nati Cortez, jornalista Nilo Pereira, Severina Alvesd Barbosa e Lair Tinoco. O que concluiu o autor do importante livro? “Não dá para por dúvidas nos depoimentos aqui apresentados pois se trata de pessoas idôneas que jamais fantasiariam histórias dessa natureza, pois eles nada tinham a lucrar com isso”, concluiu o autor,na página 67, no capítulo sobre “Saint-Exupéry em Natal”. O ilustre advogado e pesquisador Carlos Roberto de Miranda Gomes acata, sem restrições, a conclusão de Pery Lamartine sobre o assunto, no livro citado. Carlos Gomes acrescenta: Gostaria de enfatizar a frase que o próprio Pery transcreve na apresentação do seu livro e atribuída ao brigadeiro do ar João Eduardo Magalhães Motta: “se cada um de nós se dispuser a registrar sua participação, será possível recompor opassado”. Ele defende que se deve continuar pesquisando, com calma, seja novato ou veterano, pois ninguém é dono da verdade. Carlos Gomes autorizou-me a publicar um texto de sua autoria, recentemente publicado na imprensa sobre Exupéry, um homem que já se tornou imotal em Natal, haja vista que é nome de rua, no bairro San Valle, na zona sul, ao lado de Cidade Satélite. Agora estou procurando um compositor para compor um hino em homenagem aos aviadores francêses dos anos 20/30, destacando o piloto e executivo da “Laté”. Eis a carta do dr. Carlos Gomes:

    Prezado Cortez,

    É uma satisfação, pela primeira vez, fazer contato com você, coroando uma admiração que sempre tive pelos seus trabalhos e livros, que os tenho em minha biblioteca. Sobre Exupèry fiz correspondência para nosso amigo Serejo, a qual foi publicada no JH desta data, nos seguintes termos, adiantando, contudo, que a fotografia que foi publicada não é a que tenho em meus arquivos, tirada por Rosso, onde aparece Exupèry sozinho e num ângulo bem mais próximo, em que é mais nítida a sua aparência física:

    "Prezado Serejo:

    A propósito da vinda ou não de Saint-Exupèry a Natal tem sido assunto requentado desde dezembro de 2007, quando do lançamento do “Caminho do Avião”. Já em 2008 novas matérias foram ventiladas onde você desponta como aquele que mais tem se aprofundado no tema.

    Não pretendia entrar nessa polêmica, agora, mas como genro de Rocco Rosso, a quem se aponta como fotógrafo de Exepèry em Parnamirim, venho esclarecer que ele, em verdade era rádio técnico da Latécoère e, pelo fato de estar perto do campo de Parnamirim, não perdia oportunidade de fotografar quem por aqui passasse.

    Ele sempre defendeu a passagem de Exupèry por Natal e chegou a fotografá-lo. Não tenho por que duvidar dessa afirmação, até em respeito à idade vetusta que viveu, beirando um século e terminando os seus dias em plena lucidez. Em segundo lugar, existem as entrevistas e reportagens que você mesmo divulgou com D. Amélia, a Sra.. Nati Cortez e a reportagem de Nilo Pereira. Em terceiro, nunca ninguém esclareceu se a passagem de Exupèry por Natal tenha acontecido com ele mesmo pilotando (dada a impossibilidade técnica, segundo o Coronel-Aviador Fernando Hippólyto). Pode ter vindo em avião comercial ou por via marítima. Ademais disso, naquela época o autor de O Pequeno Príncipe não tinha nenhuma fama, daí a falta de interesse em divulgá-lo, ou fotografá-lo por D. Amélia, como era costume e a própria falta de registro na pesquisa de Cascudo.

    O que tive conhecimento é de que Exupéry era Diretor da Latécoère em Buenos Aires, cargo que exercia sem muito entusiasmo e, em certo período de depressão e saudade do continente europeu teria resolvido visitar o seu compatriota e amigo Jean Mermoz, que morava em Natal.

                Na sua coluna do JH de 18 de fevereiro último você volta ao assunto com a transcrição de carta do poeta e escritor Virgílio Maia onde abre uma janela sobre o tema divulgando texto de um livro ‘Dopo 48 ore di silenzio’. Acrescento a tudo isso correspondência que recebi do amigo e colega José Antônio Pereira Rodrigues, Procurador do Estado, que em suas pesquisas indica referências ao fato publicadas em ‘revista francesa por nome HISTORIA HISTORAMA, edition nº 572 (août 1994), contendo uma rica pesquisa sobre aquela plêiade de desbravadores de mares, de neves, de noturnos, de enigmas, e de infinitos, e que pode contribuir para desfazer essa aura de mistificação que envolve o discutido tema da presença de Exupérie em Natal. A partir da ilustração (colorida) da capa: um avião fazendo a ligação DAKAR/NATAL, com a legenda:”AÉROPOSTALE:L’ÉPOPÉE DE MERMOZ ET DE SAINT-EXUPÉRY”. Na revista a que me refiro há uma série de 8 reportagens, em 36 páginas ilustradas com fotos, abordando as figuras dos aviadores Jean Mermoz, Antoine de Saint Exupérie, Didier Daurat e Henri Guillaumet. Numa delas, o radionavegador Jean Macaigne, um dos últimos sobreviventes da Aéropostale, conta ter voado com Mermoz e Saint Exupérie. ... Há, na matéria jornalística, outros enfoques sobre a nossa cidade que, caracterizando a sua importância, naqueles esquemas de vôos, levam a crer que Exupérie teria passado, realmente, por Natal, até por dever de ofício. Sendo ele Diretor da Aeropostale, em Buenos Ayres, haveria também de marcar presença aqui, pois esta cidade não representava um ponto minúsculo qualquer perdido na imensidão do mapa, resumindo-se a mero objeto de sobrevôo. Ela era, mais do que qualquer outra, que lhe fosse próxima ou até relativamente distante, uma referência para as equipes de vôo, enquanto suporte material, como estrutura física de apoio, na sua condição de último reduto rumo ao longo curso das incertezas transoceânicas. Da mesma forma, no sentido inverso, quando se apresentava como verdadeira catapulta, a fazer projetar as areonaves para dentro do continente, nas trilhas poéticas do correio sul. A esta cidade esteve reservado, então, um papel de relevo na estratégia de objetivação de um sonho: “O tronco Natal-Buenos Ayres (5.000 km) constitui a coluna vertebral da linha sul-americana da Aeropostale (...) Natal não foi escolhida por acaso. Esta cidade brasileira representa o ponto geográfico mais próximo de Dakar, terminal africano da linha.” (Historama, p. 7).’

    A correspondência tem mais detalhes, os quais ficam para posterior análise, pois estou escrevendo um livro a respeito, aproveitando as inúmeras fotografias que nos deixou Rocco Rosso.

                Um abraço do seu admirador Carlos Roberto de Miranda Gomes".



    Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.

    Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN.

    .
    Nota: anuncia-se que a Fundação José Augusto vai publicar um livro de João Alves de Melo contendo duas fotos de Exupéry em Natal. As três pessoas   que Edmundo, filho do autor, exibiu as fotos (não permitiu que ninguém pegasse ou reproduzisse) foram : Olimpio Maciel, médico, Vicente Serejo, jornalista, e Carlos Roberto Miranda Gomes, advogado e pesquisador.  

    sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

    Casa Lotérica da Drogaria Globo assaltada pela quarta vez.

    Segundo informações de moradores do conjunto, a casa lotérica situada nas dependências internas da Drogaria Globo, na avenida Prudente de Morais, em Candelária, foi assaltada por volta das 15h de hoje, por três homens armados de revólveres, que levaram o dinheiro e os pertences de funcionárias, além dos celulares das pessoas que estavam na fila para jogar na megasena. Houve casos de pessoas que perderam celulares, relógios e dinheiro. Eram três os assaltantes, de caa limpa e capacetes, que chegaram duas motocicletas. Foram embora nas "motos" sem deixar pistas. O montante do prejuízo da casa lotérica não foi divulgado. No dia 7 último, o caixa eletrônico do Banco do Brasil foi arrombado na base do maçarico e não foi substituído.
    Na área, só falta ser assaltada a lanchonete instalada onde funcionou uma banca de revistas. A lanchonete abre às 16 horas.

    Boas festas amanhã e bom ano novo.

    São os votos do nosso blogue. Esqueça tudo de ruim de 2011 e nutra esperanças por melhores dias para a sua família e a população de Natal, capital invadida pelos veículos automotores e pelos marginais e sacripantas da sociedade que infernizam a vida das pessoas de bem. Muito cuidado neste final de semana, pois a vagabundagem está solta e a polícia não tem condições de dar seguranças a todos. A segurança melhorou um pouco, nos últimos meses, mas ainda falta muita coisa para um completo sossego. As mulheres, idosos e crianças são as principais vítimas dos assaltantes. Muitos casos de violência não são registrados nos boletins de ocorrências das delegacias.
    Lembrem-se que amanhã, dia 31, os táxis desaparecerão ao anoitecer.
    Motivo? Não precisa escrever. Os taxistas que saírem amanhã vão fazer praça nas proximidades de Ponta Negra, Via Costeira e praias.
    Não percam os espetáculos pirotécnicos em Ponta Negra e na praia do Forte!.
    Torçamos e rezemos que as ruas e avenidas de Natal estejam todas asfaltadas, sem buracos, e que os hospitais públicos e privados funcionem plenamente, sem rejeitar pacientes pobres que não possuem planos de saúde.
    Rezemos, também, para que os nossos governantes trabalhem mais para a solução dos problemas de segurança, educação e saúde do povo brasileiro.

    segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

    A verdade sobre o Forte dos Reis Magos.

    Livro de Veríssimo de Melo confirma que Forte não foi obra de padre

    Luiz Gonzaga Cortez

    A presidente da Fundação José Augusto, a assistente social e ex-professora da ESAM, Isaura Amélia Rosado, em entrevista concedida à jornalista Hayssa Pacheco, do Diário de Natal, anunciou hoje a instalação de uma “exposição histórica sobre a Fortaleza dos Reis Magos, quer vai contar a história do Forte”. Muito boa a iniciativa, mas será melhor, ainda, se a FJA procurar enfocar os autores e documentos que divergem da versão oficial sobre a autoria do projeto de sua construção, atribuído ao padre Gaspar de Sam Peres (ou Gaspar de Samperes?), um sacerdote jesuíta responsável por uma tosca, grosseira e inútil obra na boca da barra do rio Potengi. O que o referido padre fez mesmo foi obrar, pois o que “projetou” não agüentava nem um tiro de espingarda de soca. A Fortaleza dos Reis Magos foi desenhada e construída pelo Francisco de Frias da Mesquita, engenheiro-mor do Brasil, que acompanhou e fiscalizou, pessoalmente, todas as etapas dos serviços. Eu não sou o primeiro a escrever sobre Frias, não. Hoje, 16 de dezembro de 2006, tenho em mãos um exemplar do “Calendário Cultural e Histórico do Rio Grande do Norte”, de Veríssimo de Melo, editado pelo Conselho Estadual de Cultura-RN (Natal, 1976), que, na página 29, registra o seguinte: “6.1.1598 – Inicio da construção da atual Fortaleza dos Reis Magos, obra do engenheiro-mor Francisco Frias de Mesquita, sendo concluída entre 1614 e 1619”. Eis aí um “gancho” para os jornalistas e pesquisadores sobre as fontes que Veríssimo de Melo utilizou para escrever o seu calendário cultural e histórico.

    Mas os folcloristas e historiadores do Rio Grande do Norte continuam escrevendo que foi o padre Gaspar quem construiu o forte.

    Até hoje não encontrei os motivos para se omitir fontes bibliográficas brasileiras e portuguesas sobre o Forte dos Reis Magos, em Natal, considerado um dos principais pontos turísticos da capital.

    Aqui, nos últimos anos, foram publicados vários livros e estudos sobre esse monumento histórico, inclusive “atlas” , mas continuam repetindo as velhas lorotas, de que a atual fortaleza foi projetada pelo padre Gaspar de Samperes.

    Mas se acham que foi o Padre Samperes que construiu a fortaleza dos Reis Magos é porque não querem buscar fontes fidedignas e sérias que existem há muitos anos. Vou citar duas fontes, uma escrita e outra da Internet .A primeira é o Volume 9, de 1945, páginas 9 a 84, da Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, edição do antigo Ministério da Educação e Saúde, que publica ensaio sobre “Francisco de Frias da Mesquita, engenheiro-mor do Brasil”, de autoria de D. Clemente Maria da Silva-Nigra. O. S. B. Se o leitor acessar o sítio www.funceb.org.br vai encontrar mais informações a respeito ou ir direto a www.funceb.org.br/revista9/06_Frias-da-Mesquita.pdf. Lá, vocês vão saber que o padre Gaspar de Samperes fez o 1º projeto da Fortaleza dos Reis Magos, mas a atual edificação foi desenhada e executada diretamente por Frias da Mesquita. Na página 23 do ensaio de D. Clemente, quando se refere à fortaleza de Cabedelo, Paraíba, outro projeto de Frias, o autor escreveu o seguinte: “Semelhante à Reis Magos, a fortaleza fora construída com material precário; fabricada de huas (duas) taipas fraquíssimas em area solta, sem modo ou regra algua de fortificação pelo q não podia resistir a qualquer encontro de inimigos”. Em resumo, era uma construção feita de duas paredes de taipa, nas dunas (areia solta), que não tinha nada de fortificação militar. Compare a descrição de “duas taipas” para a magestosa fortificação de hoje, com corpo da guarda, prisões civis, calabouço militar, almoxarifado, depósitos, quartéis, cisternas, subidas para as baterias, prisões subterrâneas, casa do comandante, cozinha, estado-maior, capela e farol. O padre Samperes deixou uma tapera que não agüentaria um tiro de espingarda de soca. Frias da Mesquita deixou uma construção feita com cal, pedra e azeite mais forte, que substituiu o casebre de pau, barro e palha.

    O PhD em arquitetura Augusto C. da Silva Telles, graduado em 1948, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro é o autor do texto do texto sobre os fortes das costas brasileiras projetados, desenhados, justificados (manuscritamente) e executados pelo engenheiro Francisco de Frias da Mesquita. Dr. Telles assegura que o governador D. Diogo de Menezes contratou o arquiteto português para construir o forte Natal, pois “o primeiro projeto foi projetado pelo padre jesuíta Gaspar Samperes, segundo Frei Vicente do Salvador, mas anos depois deteriorou-se”, antes de 1614, e que a edificação de Frias “ainda se conserva no local, próximo da cidade de Natal”. Augusto Telles, na extensa bibliografia, cita Gaspar Barléus, Vitterbo Souza, Silva Nigra, Diogo de Campos Moreno, Francisco Adolfo Varnhagen, Frei Vicente do Salvador e Pedro Calmom, entre outros. Frias da Mesquita construiu os fortes da Laje (Recife), do Mar (Salvador), São Diogo (Salvador), São Mateus (Cabo Frio-RJ), São Felipe, São Francisco e São José(São Luís do Maranhão), Santa Catarina (Cabedelo-PB), além de igrejas e mosteiros no Brasil.

    Não acredito que o arquiteto Augusto C. da Silva Telles esteja equivocado.Creio que os folcloristas potiguares estão incorretos sobre a autoria do projeto e que a FJA poderia se aprofundar nas pesquisas pertinentes, examinando as anotações de Francisco de Frias da Mesquita, publicadas no volume 9 da revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de 1945. Eu tenho um exemplar da revista, apesar de parcialmente danificado, mas são boas as reproduções das anotações de Frias sobre a Fortaleza dos Reis Magos. Você duvida? Ou você quer continuar com a mania estalinista de adulterar e distorcer os fatos históricos?

    *Jornalista e pesquisador
    Fonte: Google.  Artigo escritor em 2006.

    domingo, 25 de dezembro de 2011

    Padres cantores estarão em Natal em fevereiro.

    Cerca de 30 padres cantores brasileiros estarão em Candelária no próximo dia 10 de fevereiro para participarem de um espetáculo musical para gravação de um DVD. A informação foi dada pelo padre Sávio, após o final da missa de Natal, às 21 horas de ontem. Não foram fornecidos maiores detalhes sobre o show, pois o padre Sávio disse que eles serão dados no próximo ano, através do pároco Julio César, antes do inicio da próxima assembléia da CNBB-Congregação Nacional dos Bispos do Brasil. Zezinho. pe. Antonio Maria e pe. Marcelo.

    terça-feira, 20 de dezembro de 2011

    Marcos Pinto e um poema sobre o Natal. FELIZ NATAL para TODOS!

    Em meio aos sentimentos que nos toma neste Natal, lembremos daqueles aonde o "bom velhinho" não consegue chegar nos versos mais que verdadeiros do poeta Luiz Campos.


    Felicidades a todos...


    CARTA A PAPAI NOÉ

    Luís Campos

    Poeta mossoroense

    Seu moço eu fui um garoto
    Infeliz na minha infância
    Que soube que fui criança
    Mas pela boca dos outo.
    Só brinquei com os gafanhoto
    Que achava nos tabuleiro
    Debaixo dos juazeiro
    Com minhas vaca de osso
    Essa catrevage, sêo moço
    Que a gente arranja sem dinheiro.

    Quando eu via um gurizin
    Brincando de velocipe
    De caminhão e de gipe
    Bola, revólver e carrin
    Sentia dentro de mim
    Desgosto que dava medo
    Ficava chupando o dedo
    Chorando o resto do dia
    Só pruquê eu num pudia
    Pegar naqueles brinquedo.

    Mas preguntei uma vez
    A uns fio de dotô
    Diga, fazendo um favô
    Quem dá isso pra vocês?
    Mim respondeu logo uns três
    Isso aqui é os presente
    Que a gente é inocente
    Vai drumí às vêis nem nota
    Aí Papai Noé bota
    Perto do berço da gente.  

    Fiquei naquilo pensando
    Inté o Natá chegá
    E na Noite de Natá
    Eu fui drumi mim lembrando
    Acordei fiquei caçando
    Por onde eu tava deitado
    Seu moço eu fui enganado
    Que de presente o que tinha
    Era de mijo uma pocinha
    Que eu mermo tinha botado

    Saí c’a bixiga preta
    Caçando os amigos meu
    Quando eles mostraram a eu
    Caminhão, carro e carreta
    Bola, revólver, corneta
    E trem elétrico, até
    Boneca, máquina de pé
    Mas num brinquei, só fiz vê
    E resolvi escrevê
    Uma carta a Papai Noé.

    “Papai Noé, é pecado
    Os outro se matratá
    Mas eu vou le recramá
    Um troço que tá errado
    Que aos fio de deputado
    Você dá tanto carrin
    Mas você é muito ruim
    Que lá em casa num vai
    Por certo num é meu pai
    Que num se lembra de mim.

    Já tô certo que você
    Só balança o povo seu
    E um pobe qui nem eu
    Você vê, faz qui num vê
    E se você vê, porque
    Na minha casa num vem?
    O rancho que a gente tem
    E pequeno mas le cabe
    Será que você num sabe
    Qui pobe é gente também?

    Você de roupa encarnada,
    Colorida, bonitinha
    Nunca reparou que a minha
    Já tá toda remendada
    Seja mais meu camarada
    Prêu num chamá-lo de ruim
    Para o ano faça assim:
    Dê menos aos fio dos rico
    De cada um tire um tico,
    Traga um presente pra mim.

    Meu endereço eu vou dá,
    Da casa que eu moro nela
    Moro naquela favela
    Que você nunca foi lá
    Mas quando você chegá
    Que avistá uma paióça
    Cuberta cum lona grossa
    E dois buraco bem grande
    Uma porta véia de frande
    Pode batê que é a nossa.